Pensamentos

Desespero para casar?

Por que algumas mulheres são tão desesperadas por casamento? Sério, conheço gente que ficava colocando data de casamento (com antecedência de um ano) no orkut, e no final das contas o casamento não aconteceu. Depois, acabou conhecendo outra pessoa, e aí começaram as pendengas de novo: “em breve uma só carne”, “noivos e felizes”, e coisas do tipo. Outras vivem passando de um namorado a outro, porque supostamente é um crime ficar “solteira” por uns tempos. Faz vergonha. Tem que arranjar namorado rapidinho, não pode ficar só, “manda rezar pra arranjar alguém porque Deus me livre de ter filha solteirona!” — tem muita mãe que diz! E outra: tem que ser homem pooodre de rico! Pra mimar a esposa, comprar o que der na telha dela, de modo que ela não precise trabalhar nem se esforçar pra conquistar o que deseja. Tem que ser uma dondoquinha, sustentada pelo marido. Porque, né? Ela não pode se cansar!

Aí alguém vai dizer que sou mal amada, que sou uma solteirona infeliz, que isso e que aquilo. Pois eu sou casada, e muito bem. Casada e feliz. Eu creio no casamento. Creio que foi instituído por Deus. Creio que é da vontade dEle que o homem se una à mulher e sejam “uma só carne”. Mas isso não é mandamento. Não é obrigatório. Não é lei. Não é errado ficar sozinho, seja por vontade própria, seja porque não encontramos alguém…

Quando eu comecei a namorar o meu esposo, não falamos a ninguém. Primeiro porque ainda tava cedo, podia não dar certo, iríamos criar uma empolgação em torno de algo ainda muito novo. Depois, porque já havíamos passado por poucas e boas em se tratando de “sentimentos” (cada um separadamente, antes de nos conhecermos), e não queríamos ninguém perguntando: “será que vai dar certo?” ou “isso lá é namoro, um no Sul outra no Nordeste…não vai vingar não, namoro de internet não é namoro, não dá certo”.

E nossa tática funcionou. Não alardeamos quando fomos nos conhecer, não alardeamos noivado (que foi até muito simples e surpresa pra mim), casamento convidamos quem quisemos e foi algo bem tranquilo, não saiu em jornais (não somos ricos nem famosos), e graças a Deus vem durando dois anos e cinco meses.

Penso que é bom namorar, é bom noivar, é bom casar. É bom conhecer alguém que tem muito em comum com a gente, com quem a gente se diverte mesmo chovendo lá fora, sem dinheiro pra fazer passeios chiques e caros, só os dois em casa, vendo tv e comendo pipoca; alguém que nos compreende, nos trata bem, nos elogia mesmo quando acordamos com a cara inchada e descabelados; alguém que nos ensina porque é tão sábio, que equilibra o relacionamento com as diferenças que fazem com que um casal se complemente — algo bem diferente desses anseios exagerados por “casamentos” de hoje em dia, em que o mais importante é o status do outro, o tanto de grana que ele tem (se dá pra ele se manter e ainda manter os “desejos incontidos” da esposa, para que ela não precise se “esforçar muito”, trabalhando), o carro, as roupas de marca, se tem mestrado e doutorado — como se essas coisas fossem as mais importantes e trouxessem felicidade…

Mas isso não é tudo na vida, não é a coisa mais importante. E se a pessoa quiser ficar só ou não tiver encontrado alguém, ela não precisa ser tratada como uma leprosa miserável. Cada um vive como pode e como quer. Agora, parem de ficar se exibindo e mostrando até aliança porque noivaram (acreditem, uma pessoa que conheci, quando noivou, saiu mostrando a todo mundo, depois de uma reunião dos jovens da igreja, a aliança que tinha ganho. Ela foi de um em um mostrando e dando gritinhos de “felicidade”. Interessante que pouco depois o noivado se desfez…). Não é que dê azar, mas é chato pra caramba. Aprendam a curtir a vida sem precisar se exibir, como se tivessem escalado o Everest ou descoberto a cura da Aids. Não precisa disso quem é bem resolvido, só quem quer provar algo pra si mesmo.

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2 opiniões sobre “Desespero para casar?

  1. Essa parte final, do sair mostrando a aliança… Eu fiquei foi escondendo a minha. Jana também. Mas nem adiantou… Mal começamos a namorar e, em nossa cabeça, os únicos que sabiam éramos nós e nossos pais, e no mesmo dia toda a igreja já sabia do fato.

    No meu caso, eu sou o completo oposto: Não faço alarde, não fico de firula e, em muitos casos, eu mais me escondo do que mostro. E mesmo assim, tá cheio de gente querendo viver a minha vida aqui. ARGH!

    Chega a dar pena de Jana do tanto de gente “sábia” que vem falar com ela. Bleh.

  2. amoreluxuria em disse:

    Up, up, up!
    Discrição é o que há!
    Como disse o Thiago, com a óbvia substituição das mulheres, claro, chega a dar pena da Madi do tanto de gente “sábia” que vem falar com ela. Oo’

    Júnior.

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