Pensamentos

Arquivo para o mês “maio, 2010”

“Assim como a batata, o amor acaba”

Leiam:

Marília Gabriela se irritou nesta terça-feira ao ouvir de uma repórter o nome do ex, Reynaldo Gianecchini, na coletiva para lançar o programa “De frente com Gabi”, que estreia dia 6 de junho à meia-noite no SBT . “Sei exatamente aonde você quer chegar. Eu sabia que ia partir para a baixaria. Estou separada do Giane há quatro anos e as pessoas ainda se dão ao direito de perguntar sobre este assunto”, disparou a jornalista.

Com a insistência da imprensa em saber detalhes da vida pessoal do ator, que disputa na justiça a propriedade de um imóvel com o ex-empresário, Gabi abriu a guarda e falou sobre o término da relação com o galã. “Assim como alimentos perecíveis, como a batata, o amor acaba. Eu fui absolutamente feliz com ele durante oito anos, mas o casamento acabou e cada um seguiu seu rumo. Hoje estou solteiríssima. Faço aula de inglês, francês, piano, canto, trabalho. Estou ocupada. Mas meus relacionamentos não são planejados, eles acontecem” (Retratos da Vida).

Comparar amor com batata foi forçado hein? E amor acaba? Bem, só se for esse “amor” de “celebridades”, que de amor não tem nada. Amor não é sentimento. Amor é princípio. Amor é uma decisão diária de amar “apesar de” e “por causa de”. Não estou dizendo que você tem que amar um crápula que só te faz sofrer, mas sim que, se o que existe é amor verdadeiro, isso não vai acabar por qualquer coisa, como por exemplo a famosa “incompatibilidade”. Não estou negando que um relacionamento possa acabar, dependendo das circunstâncias, o que quero dizer é que se acabou, não era amor. Podia ser paixão, fogo, brincadeira, o que quer que seja, menos amor…

Fico com a Bíblia: “O amor jamais acaba” (I Coríntios 13:8). Se houver amor mesmo, o casal pode até se separar por ‘n’ razões, que talvez impeçam a convivência, mas o amor persiste. E podem até voltar a ficar juntos.

Leia mais aqui:

“Casamento sem data de validade”

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Perfeitas, por favor?

Para entender do que se trata, leia essa matéria (tentando fazer posts pequenos!).

“O que é mais importante na vida do que a família?”, disse Gisele. Mas se é assim, por que aparecer seminua na tv? Pra dizer que está em forma cinco meses após o parto? E como isso pode ser importante na vida dos brasileiros?

“Ah, Daniella, deixa de ser chata, toda mulher fala sobre essas coisas”. Exato! Toda mulher conversa sobre isso. Mas pra que fazer uma “reportagem” num programa que deveria ser “jornalístico”, além de só entreter, tratando desse assunto? Que importância ele tem afinal? Talvez seja importante pra ela, porque vive da aparência. Na minha (e na da maioria das pessoas normais) profissão, eu só preciso mesmo do cérebro, obrigada.

Mas o mais chato é que isso gera uma pressão, apesar de muitas vezes inconsciente, na cabeça das mulheres de que, cinco meses após o parto, elas têm que estar perfeitas, que nem a Gisele! Como se não bastasse a pressão para ser mãe — porque está “na moda” — agora tem a pressão do “depois de ser mãe”: ser magrinha e perfeita de novo. Como se toda mulher fosse como ela, como se todas conseguissem isso, como se isso fosse realmente importante. E o que acontece? A mulher fica nessa neura de que não é “perfeita”, e aí vêm a baixa autoestima, a falta de amor próprio, a depressão… Mas não tem problema, né? Afinal, essa reportagem não é “nada de mais…”

Vivendo e aprendendo…

Hoje o posto em que atendo esteve cheio à tarde. Numa das consultas, o paciente apresentava micose, e, como era nas mãos, pensei que seria bem melhor medicação oral que tópica (no local): imagine você o dia todo com uma meleca nas mãos! A gente usa as mãos pra quase tudo, desde comer e beber, até escrever, segurar um livro pra ler, enfim. Pensei: “isso não vai dar certo, o creme não vai durar muito nas mãos desse menino”. Mas eu sabia que no posto a medicação oral estava em falta. E se eu mandasse a mãe comprar, muito provavelmente ela não iria fazê-lo, por preço, por dificuldade de locomoção, por preguiça (creiam, isso acontece sim)… Resolvi então passar a pomada mesmo, porque teria no posto, e pelo menos ia ajudar um pouco. Mas isso tudo que eu contei pra vocês aconteceu em menos de um minuto: desde a minha dúvida inicial até a tomada da decisão do que prescrever, tudo foi como segundos, pensamentos velozes na minha cabeça. Sim, porque a gente não pode demorar quando há mais uns 20 na sala de espera. E que reclamam se você passa mais de 10 minutos com apenas um paciente…

Depois foi a vez de uma mulher com dor de ouvido. Ela já havia ido no posto por esse mesmo motivo havia algumas semanas. Passei o medicamento, mas ela não comprou (provando o que falei acima, que quando a gente passa algo que não há no posto, porque o paciente realmente precisa, eles não compram). E hoje continuava com dor, com o agravante de ter eliminado secreção pelo ouvido.

E então? Alguém aí ainda quer ser médico? É frustrante, não? Por isso, alguém pode estar pensando que não estou contente com minha profissão. Não poderia estar mais longe da verdade. Amo o que faço, não consigo me imaginar fazendo outra coisa, e me sinto feliz de poder ajudar essas pessoas, porque casos como esses que citei não são tão frequentes assim. Há aqueles que conseguem a medicação no posto (maioria), que se tratam direitinho, do jeito que você ensina, e que voltam depois dizendo que estão bem. Alguns até agradecem, e os idosos gostam muito de mim, dizem que sou muito paciente! Tem como não ficar feliz com isso? Tem como não se sentir útil ao saber que você muitas vezes é o único médico que aquelas pessoas podem consultar — já que muitas não têm dinheiro sequer para descer ao hospital — e que não precisam pagar por isso? Não. Não tem.

Mas citei os fatos do começo do post para que vocês vejam um pouco como é difícil ser médico em nosso país. Seja pelas condições de trabalho, pela situação do paciente, pela falta de vontade dele em se ajudar (o médico não faz tudo sozinho), pela incompreensão de muitos… E para que conheçam um pouco da vida de pessoas que muitas vezes não têm R$ 1,00 no bolso pra comprar uma dipirona que seja. Não, a vida não é só blog, twitter, viagens, passeios e comidas gostosas, que a gente come quando tem vontade ali no shopping. Existe muita coisa que a gente não conhece. Mas graças a Deus e à minha profissão, eu tenho aprendido e conhecido muita coisa nova e diferente das que estava acostumada (quando faço visitas domiciliares a acamados, posso ver coisas que muitos de vocês nem imaginam). E é esse um dos motivos que me fazem ter orgulho de ser médica.

Amizade entre homem e mulher existe?

Eu sei que sou prolixa e às vezes acabo sendo repetitiva também. Mas hoje quero falar de algo que ainda não falei no blog, embora tenha uma opinião formada sobre o assunto: amizade entre homem e mulher existe?

Bom, para mim existe sim. Tenho amigos homens, com quem converso sobre o tempo, teologia (né Thiago?), filmes, músicas, etc. Pessoas por quem oro e que tento ajudar no que posso, sempre que necessário. Isso a meu ver é amizade. Mas acho que é aí que reside o nó. Que tipo de amizade (eu penso que) existe entre os sexos opostos?

Já falei aqui várias vezes que não creio em amor à primeira vista, já que não se pode amar um desconhecido. Mas paixão à primeira vista pode ocorrer sim. Então, o problema não é o “à primeira vista”, e sim se é amor ou paixão. No caso da amizade homem e mulher, o problema não é se ela existe, e sim como é essa amizade. Uma amizade como essa que eu tenho, eu creio que exista sim, eu sou prova disso. Agora, melhores amigos? Não, essa “amizade” não existe, na minha opinião, simplesmente porque ela não dura.

Explico: eu ainda não conheci casais que são melhores amigos (e apenas isso, segundo eles) em que um dos dois, pelo menos, não haja se apaixonado pelo outro. Isso quando os dois não se apaixonam. Pode dar certo? Pode. Conheço melhores amigos que namoraram, noivaram, casaram e hoje são pais. Mas pode não dar. E aí a amizade nunca mais volta a ser a mesma, claro.

Então, essa história de “melhores amigos” pode até existir por pouquíssimo tempo, mas depois logo se transforma em interesse amoroso. É o que venho percebendo ao longo dos anos (e se não ocorre nada, talvez não sejam tão “melhores amigos” como imaginam). Por isso que não acredito nisso. Porque dura tão pouco tempo até que um (ou os dois!) se apaixone que nem acho que dá pra contar como amizade verdadeira. Mas é bom que seja assim, pois o melhor amigo da mulher tem que ser seu namorado/noivo/marido e do homem, sua namorada/noiva/mulher, caso contrário a coisa não vai para frente. Então, se os “melhores amigos” namoram e dá certo, que bom, já são melhores amigos. Se dá errado, eles vão se afastar com o tempo, o que é bom (não dá para começar a namorar outra pessoa sendo “a melhor amiga” do ex).

Portanto, se você acha que está se tornando o(a) “melhor amigo(a)” de alguém do outro sexo, não é exagero tomar um pouco de cuidado, para não machucar ou sair machucado. A não ser que você não se importe de se envolver com essa pessoa, porque é provavelmente o que vai acontecer: ou ela, ou você, ou os dois vão acabar se apaixonando. Por isso é que digo e repito: não acredito que um homem e uma mulher possam ser os “melhores amigos” um do outro (a não ser que já estejam juntos mesmo). Se for investigar a fundo, vai ver que pelo menos um dos dois tem “segundas intenções”, o que pode ser bom ou ruim, aí vai depender do ponto de vista, rsrs….

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