Pensamentos

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Livros super educativos – pra não dizer o contrário!

Gente, olhem só os livros que “fazem sucesso” hoje em dia (fuçada básica quando a Saraiva anunciou uma promoção no twitter):

  • Por que os homens amam as mulheres poderosas?
  • Por que os homens se casam com as mulheres poderosas?
  • Por que os Homens Se Casam com as Manipuladoras – Um Guia para Deixar os Homens a seus Pés
  • Quem pensa enriquece
  • Crepúsculo
  • Eclipse
  • Lua Nova
  • Amanhecer
  • Anoitecer
  • Minguante
  • Crescente

Tá, tá, os três últimos foram brincadeiras. Mas sei lá… Eu sei que muito já foi falado sobre a saga vampiresca, até eu já republiquei um post de outro blog aqui, muito engraçado por sinal, mas não posso deixar de comentar. As adolescentes estão lendo esses livros todos, criando em suas mentes as ideias mais toscas possíveis: não importa o quanto você seja insegura, como diz o Felipe Neto, sempre vai ter alguém atrás de você; “Homens podem ser mudados para melhor se você sacrificar tudo que você é e se dedicar inteiramente à necessidade de mudança deles”; é legal mentir pros pais; é legal enrolar caras em que você não tem interesse; se ele não te dá a mínima e te trata mal é porque te ama, e por aí vai, mas o melhor pra mim é “Jovens garotas não devem fazer esforço algum para melhorar suas habilidades sociais ou estado emocional. Em vez disso, devem procurar por potenciais parceiros que compartilham das mesmas deficiências sombrias e problemas emocionais”.

Mas o pior é depois, quando elas crescem, e passam a ler os outros que citei no início. Quer um homem? Seja uma megera! Quer um homem? Despreze todos os que aparecerem em sua frente. Sabe, eu sou casada, mas não tenho filhos, e ainda não sei se os quero ter, então não posso falar com tanta propriedade de educação de crianças ou coisas afins, tanto que raramente comento qualquer coisa relacionada a isso aqui. Mas de relacionamento eu posso. Já namorei, já quebrei a cara várias vezes, já noivei, já sou casada há 3 anos… Enfim… Então o negócio é o seguinte: se você fizer todas essas coisas que esses “livrinhos” falam, em vez de “agarrar um homem” você vai é ficar sozinha.

“Ah”, alguém pode dizer, “você pode ser casada, mas nunca leu livros assim”. Engano seu, meu bem. Já li o primeiro que citei (minha irmã me mostrou certa vez, pra ver o que eu achava), e não só posso, como vou fazer alguns comentários sobre:

Ela fala como se fosse só seguir um tais de “Princípios de atração” que você conquista qualquer pessoa. E não é bem assim. Esse é o problema desses livros de autoajuda. É como se você só precisasse fazer algumas coisas e tudo se resolve. Mas e onde fica a vontade de Deus nisso? Quando a gente crê em Deus e deixa que Ele tome conta da nossa vida, as coisas acontecem ou deixam de acontecer porque Ele quer ou não. E não porque a gente fica seguindo tudo do jeito que esses livros falam. Acho que é válido pra saber como agir em certas situações, mas não pra fazer tuuuudo do jeitinho que ela fala…

Não concordei quando ela disse: “Dar a um homem muita certeza logo no início do relacionamento é o mesmo que encharcar uma planta. Pode matá-la.” Não tem nada a ver. Muitas vezes o homem precisa ter certeza de que a mulher tem interesse nele, se não, vai desistir. Foi o que aconteceu comigo e meu esposo, ele já tinha passado por tanta decepção que precisava saber se eu queria mesmo alguma coisa com ele, porque não queria mais se dedicar a alguém que ia jogar ele fora depois, como tinha acontecido antes.

Um tal de “Princípio 9”: claro que a mulher não precisa abrir mão de tudo por causa de um homem, como ela fala, “Ela não se afasta dos amigos, não abre mão da carreira nem de seus passatempos prediletos. Ela nunca faz concessões que a violentem para manter o homem a seu lado, não se deixa humilhar e tem consciência do próprio valor. Ao contrário da boazinha, ela não tolera desrespeito.” Até aí, tudo bem. O problema é que ela fala como se a mulher fosse superior (Como ela não tem medo, é ele quem fica com medo de perdê-la. Como não se mostra carente, o homem começa a sentir necessidade dela. Como não depende dele, ele passa a depender dela), tipo, agora é o homem que vai ser dependente, sentir necessidade e, pior, ter medo da mulher. Se não é legal se sentir assim em relação a um homem, será que é válido fazê-lo passar pelas mesmas coisas? Tipo, não serei dominada, dominarei. O cara vai ficar com você não por amor, mas por medo. Será que essa seria uma relação saudável? Será que sempre tem que ter alguém dominando? Deus não fez ninguém superior a ninguém. E no casamento, deve haver equilíbrio, e não um passando por cima do outro. Outra coisa: uma hora ou outra alguém vai ter, sim, que abrir mão de alguma coisa, ou o homem ou a mulher, isso é normal e faz parte de todo relacionamento saudável. Como diz aquele filme, “Alguém tem que ceder”, e nem sempre precisa ser só a mulher ou só o homem, é questão de conversar e chegar a um denominador comum. Agora, aqueles pontos que ela coloca no final são interessantes, mas a mulher deve fazer isso não para conquistar alguém, ou para se mostrar superior, e sim porque se valoriza e porque isso vai ser bom pra ela, ela não vai se deixar diminuir por causa de um homem, vai se manter quem é.

Pois é isso. A dica de hoje é anti-relacionamentos. Se você NÃO quer ter um, leia toda sorte de livros dessa natureza.

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Palmada virou espancamento

Eu ia escrever algo sobre o assunto, mas já encontrei tudo pronto, e concordo 100%. Sou a favor da boa e velha palmada. Que não é espancamento. Então, reproduzo aqui, como encontrado no blog Criacionismo.

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Tento me mover pela vida a partir das dúvidas. Mesmo quando acho que tenho uma razoável certeza sobre algum tema, me pergunto várias vezes: “será?”. E guardo uma parte de mim sempre aberta para mudar de ideia diante de algum fato novo ou argumento bem fundamentado. É o caso da lei da palmada, que me parece desde sempre um total disparate. Ao constatar que o projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso em 14 de julho é apoiado e defendido em entrevistas e artigos por pessoas cuja inteligência e atuação pública tenho grande respeito, me forcei a um questionamento ainda maior. Será que palmada é crime e eu não estou percebendo algo importante?

O projeto, que ficou conhecido como “lei da palmada”, se propõe a alterar o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nele, fica proibido o uso de castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. O castigo corporal é definido como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Li, pesquisei, estudei e continuo achando um total disparate. Não encontro um único argumento que me convença de uma lei proibindo palmadas.

Antes de seguir, quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos. Não por uma postura liberal, mas por algo bem mais sério que vou abordar mais adiante.

Um dos argumentos em defesa da nova lei é de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança. Não vale como estatística, mas nunca conheci ninguém que não soubesse, exceto pessoas com distúrbios muito graves, que também não sabiam a diferença entre quase tudo. Quem espanca não acha que está dando uma palmada. Tem certeza de que espanca e quer espancar.

Outro argumento é de que a suposta violência começaria com uma palmada e evoluiria para um espancamento. Não me parece que temos provas de que isso seja um fato verídico. […]

Me parece muito perigoso tachar de criminosos pais que dão palmadas. Por vários motivos. O primeiro deles é a injustiça da afirmação. Crime é algo muito sério e algo com que o Estado e todos nós precisamos nos preocupar porque rompe e ameaça o tecido social, portanto a sobrevivência de todos. Não pode e não deve ser banalizado. Chamar de criminoso um pai ou uma mãe que dá uma palmada na criança na tentativa de educar é, além de um equívoco, um flagrante abuso.

Me preocupa muito, por exemplo, o fato de demorarmos a agir no caso das denúncias de espancamentos e de agressão sexual. Assim como me preocupa a falta de instrumentos de proteção efetivos para amparar as crianças violadas de todas as formas. Quem trabalha com a prevenção da violência contra crianças sabe que há escassez de assistência. Isso resulta em traumas físicos e psicológicos para as vítimas e impunidade para os agressores. Quando o Estado coloca a palmada e o espancamento no mesmo nível, como se fosse a mesma coisa, todas as lacunas de prevenção, assistência e repressão podem se tornar ainda mais largas.

Se o Estado se propõe a entrar na casa das pessoas e fiscalizar se todos os pais do Brasil estão dando ou não palmadas em seus filhos, em vez de concentrar seus recursos e esforços naquilo que é importante – a prevenção do espancamento e a punição dos espancadores, assim como dos abusadores de todo tipo – temo que o tiro possa sair pela culatra, com o perdão do clichê. Acho que na vida, seja para um governante, um legislador ou um cidadão comum, é importante ter foco.

Este tipo de debate é rico porque todos têm suas próprias experiências. E eu acredito muito na experiência. Vivemos numa época em que a tradição foi desmoralizada e a maioria corre para especialistas de todo o tipo para saber como deve agir ou pensar. Não confia nem na soma de experiências próprias e dos que acertaram e erraram antes – nem em seus próprios instintos. Uma pena, porque perdemos muito. Todos nós perdemos muito. E, talvez, mais que todos, nossas crianças. […]

Mas o aspecto que mais me preocupa se este projeto de lei for aprovado é o de reforçar aquele que me parece ser – este sim – um dos grandes problemas atuais: a dificuldade dos pais de educar seus filhos. Não me parece que o problema da maioria das crianças hoje seja a palmada que eventualmente recebe dos pais. Mas o fato de não receber limites de seus pais, de não ser efetivamente educada.

Boa parte dos pais me parece completamente perdida. As crianças gritam, as crianças querem porque querem, as crianças interrompem às vezes aos berros quando o pai conversa com outra pessoa, as crianças não cumprimentam ninguém nem na chegada nem na saída, fazem exigências como se o mundo e todos os adultos dentro dele existissem para servi-las, testam e testam para ver se alguém vai fazê-las parar, botar algum limite, e nada. Basta sair na rua para testemunhar cenas lamentáveis em restaurantes, shoppings, cinemas e lugares públicos protagonizadas por pequenos déspotas diante de pais infantilizados. Pais esvaziados, inseguros sobre sua capacidade de educar o filho que botaram no mundo e que parecem duvidar que têm algo a ensinar àquelas crianças. Pais sem nenhuma autoridade.

O que uma parte destes pais faz quando se torna insuportável viver com estes filhos? Leva para um especialista que diagnostica a criança como a mais nova portadora da epidemia da moda: a tal da TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. E dá-lhe medicamento cada vez mais cedo. Como boa parte das crianças ao redor já foi diagnosticada com a “doença” esta, ninguém acha suspeito. Imagino que, quando parte desta geração crescer, o rito de passagem vai ser apenas mudar o medicamento: aos 18 anos ganha um carro e sua primeira caixa de antidepressivos.

Pobres pais? Não! Pobres crianças que visivelmente estão cada vez mais infelizes porque ninguém nasce sabendo sobre seus limites e todo o resto. Um filho precisa que os pais sejam pais. Diante deste quadro, o que o Estado faz? Infantiliza e esvazia de autoridade ainda mais estes pais ao se meter na vida privada e dizer como eles devem educar. Ou que eles não podem tocar nos seus filhos para educar sob pena de serem tratados como criminosos ou párias. Ou, talvez o pior: tratados como maus pais.

Na escola, os professores já choram diante de crianças e adolescentes que desafiam sua combalida autoridade dizendo: “Você não pode me mandar fazer nada porque quem paga o seu salário é o meu pai”. A tradução é: portanto, eu mando em você e, portanto, não há educação possível a partir desta premissa. Se a lei da palmada for aprovada, é possível imaginar as variações dentro de casa: “Se me bater eu te denuncio para o conselho tutelar.” […]

Ao exercer sua autoridade de forma abusiva, o Estado esvazia de autoridade e infantiliza seus cidadãos. Isto é grave. Embora eu tenha poucos motivos para confiar neste Congresso que aí está, espero que vozes com bom senso se ergam para impedir este projeto de virar lei. Se virar, como todas as leis sem lastro na realidade, não será cumprida. E isto desmoraliza a democracia.

(Época)

Nota: O artigo de Elaine Brum é irretocável. Como ela falou na importância das boas tradições, quero acrescentar apenas uma passagem bíblica: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13:24); note que o motivo da disciplina é o amor e o filho deve saber disso. Na verdade, a palmada, para os pais que sabem impor limites aos filhos, é praticamente o último recurso disciplinar. Se aprovada, a “lei da palmada” revela uma tendência perigosa: a da intromissão cada vez maior do Estado em assuntos familiares, comportamentais (que não afetam a ordem pública) e mesmo sexuais e religiosos. Como disse na postagem sobre liberdade religiosa, dias piores virão.[Michelson Borges]

Socorro, estou sendo controlado!

Por Gary Chapman

Um dos meus livros é chamado de “Desperate Marriages” (algo como ‘Casamentos Desesperados’). O que é um ‘casamento desesperado’? Um casamento desesperado é aquele em que um dos indivíduos está envolvido em um estilo de vida que é extremamente prejudicial para o relacionamento — como por exemplo, abuso de álcool ou drogas, abuso verbal ou físico. Hoje eu quero falar sobre “O Cônjuge Controlador”.

Atributos de um cônjuge controlador
Os controladores têm uma personalidade dominante e, portanto, procuram dominar os seus cônjuges. Eles não são de espírito mesquinho, mas são determinados. O lado positivo de uma personalidade de controle é que essas pessoas fazem as coisas. Eles se encarregam de resolver problemas e tomar decisões.

O controlador raramente pede conselho a seu cônjuge. E, se fizer isso, ele raramente leva a sério. Ele sabe o que é melhor e se você vai escutar. Ele vai explicar-lhe “mais uma vez”, e dizer coisas como “qualquer pessoa em sã consciência vai concordar comigo.” Não é tão difícil ver porque o cônjuge de um controlador muitas vezes se sente como uma criança … que seus pensamentos, idéias e sentimentos não são importantes ou são ilógicos.

Se seu cônjuge tem uma personalidade fortemente controladora, meu palpite é que você não tem um casamento íntimo. Controladores muitas vezes “passam por cima” de seus cônjuges, a fim de fazer as coisas. O cônjuge acaba com rancor e tanto pode partir para a briga como pode se retirar em sofrimento silencioso. Nenhuma destas abordagens melhora a situação.

Concorde em discordar
Então, o que fazer se você está casado(a) com um(a) controlador(a)? Algumas pessoas capitulam. Eles procuram se realizar nas crianças, ou no seu trabalho, e simplesmente aceitam um casamento ruim. No entanto, penso que é muito mais gratificante tomar uma atitude. Eu não quero dizer discutir, quero dizer que você pode concordar com os controladores de intenções, mas não ceder às suas exigências. Sua atitude deve ser: “Eu te amo demais para permitir que você me trate como uma criança.”

Quero sugerir que você tente influenciar o seu cônjuge concordando com ele. Com isso eu quero dizer que você concorde com seus argumentos, mas não aceite as suas conclusões. Uma mulher pode dizer: “Querido, eu sei que estamos economizando dinheiro por não utilizar a secadora, mas eu não tenho tempo para pendurar a roupa no porão. Se você quiser fazer isso, ótimo, mas eu vou usar a secadora. ”

Discutir e brigar com um cônjuge controlador não leva muito longe. Você nunca vai ganhar uma discussão com um controlador, você só vai prolongar a batalha. Um resultado muito mais positivo surgirá a partir de uma gentil, mas firme recusa a ser controlado. Assuma a responsabilidade por sua própria atitude. Lembre-se, você não pode mudar um cônjuge controlador, mas você pode influenciá-lo através de suas respostas ao seu comportamento.

Fazendo o casamento dar certo

Como quem lê este blog sabe, adoro falar aqui sobre relacionamentos. Só que às vezes sou muito dura, repetitiva (falo coisas que já falei em outros posts), incisiva, sei lá… Achei melhor dar um tempo, e deixar com vocês textos de quem REALMENTE entende do assunto (tanto que eu posso comprovar o que ele diz por experiência própria). Então, aí vai mais um texto do maravilhoso dr. Gary Chapman.

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Mito:
A vida de casado é a vida infeliz.

Fato:

Estudos mostram que pessoas casadas têm melhor saúde física e emocional, uma vida mais longa, maior satisfação sexual, renda maior, e mais riqueza acumulada.

Falando de Amor

Sua linguagem emocional do amor e a linguagem de seu cônjuge podem ser tão diferentes como o Chinês do Inglês. Não importa o quão intensamente você tenta expressar o amor em “Inglês”, se seu cônjuge só entende “Chinês”, vocês nunca vão entender como amar um ao outro.

Ser sincero não é suficiente. Devemos estar dispostos a aprender a linguagem de amor primária de nosso cônjuge, se quisermos ser comunicadores eficazes de amor.

Minha conclusão, após trinta e cinco anos de casamento aconselhamento é que existem basicamente cinco linguagens do amor emocional – cinco maneiras que as pessoas falam e entendem o amor emocional. No entanto, pode haver inúmeros dialetos. O importante é falar a linguagem do amor de seu cônjuge.

O amor é uma escolha
Comunicar amor não é tão fácil como se sentir “apaixonado”, porque é uma coisa completamente diferente. Apaixonar-se não é um ato de vontade ou escolha consciente. É fácil. Aquele que é “apaixonado” não é genuinamente interessado em promover o crescimento pessoal de outra pessoa. Se a frase eufórica de “estar apaixonado” nunca terminou, nós podemos nunca experimentar o amor verdadeiro e comunicação significativa.

Amar é algo que você faz para alguém, não algo que você faz para si mesmo. A maioria de nós fazer muitas coisas cada dia que não são “naturalmente” fáceis para nós. Para alguns de nós, é sair da cama pela manhã. Nós vamos contra os nossos sentimentos e saimos da cama porque acreditamos que há algo de interessante para fazer naquele dia. E, normalmente, antes do fim do dia, nos sentimos bem por termos levantado. Nossas ações precederam nossas emoções.

O mesmo acontece com o amor. Descobrimos a principal linguagem de amor de nosso cônjuge, e nós escolhemos conversar nessa linguagen, quer seja ou não natural para nós. Você  pode não gostar dessa linguagem, mas ao falar nela, vai comunicar claramente o amor a seu cônjuge.

O amor é uma escolha. E um dos parceiros pode iniciar o processo hoje.

Quatro passos para honrar seus pais sem ser controlado por eles

Primeiro, peça conselhos antes que eles deem.

Segundo, pense bastante no que eles disserem.

Terceiro, ore pedindo sabedoria a Deus.

Quarto, tome a decisão que você achar melhor.

(Dr. Gary Chapman)

E ainda me perguntam por que não gosto de comédia romântica…

Comédias românticas podem oferecer 90 minutos de diversão descontraída, mas os filmes com finais felizes podem também ter um impacto sobre a vida amorosa real das pessoas, indicou uma pesquisa australiana. Uma pesquisa realizada com mil australianos descobriu que quase metade considerava que comédias românticas, com seus inevitáveis finais felizes, haviam arruinado sua visão de um relacionamento ideal. Um em cada quatro entrevistados disse que agora seus parceiros esperam que saibam o que estão pensando. Um em cada cinco entrevistados disse que os filmes fizeram seus parceiros esperarem presentes e flores. “Parece que nosso amor por comédias românticas está nos tornando uma nação de ‘viciados em finais felizes’. No entanto, a sensação calorosa e aconchegante que eles causam pode influenciar negativamente a visão de nossos relacionamentos na vida real”, disse a conselheira australianas em relacionamentos Gabrielle Morrissey. “Relacionamentos de verdade exigem trabalho, e amor verdadeiro exige mais do que fogos de artifício.”

(Yahoo Notícias)

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Isso apenas confirma o que foi comentado aqui e aqui. Eu já não gostava desse tipo de filme há tempos, agora é que gosto menos. As pessoas não têm mesmo noção do estrago que uma simples “diversãozinha” pode causar na mente de alguns, ocasionando sérios problemas nos relacionamentos amorosos presentes e futuros. Que Deus tenha piedade de quem vê esse tipo de filme, e ajude a mudar o gosto rápido. A coisa é mais séria do que imaginamos.

Como enfrentar a timidez

Eu sou bastante tímida. Já melhorei muito, mas ainda tenho muito mais a melhorar. Falo muito sobre relacionamentos aqui, mas vejo que preciso aprender mais sobre coisas que me incomodam, como a baixa autoestima e a própria timidez. Hoje achei este artigo — bem interessante, por sinal — e resolvi compartilhar. Espero que ajude! Ele é de Thais Seidel de Souza. Aproveitem!

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Todas as pessoas apresentam um grau moderado de timidez em algum momento da vida. Mas, em algumas pessoas, a timidez está presente constantemente trazendo, com ela, sensações desagradáveis de desconforto e inibição que são sentidos principalmente em ambientes onde há interação social. Sintomas físicos – tremor, sudorese, rubor – e psicológicos – preocupações excessivas com atitudes, pensamentos e reações dos outros – estão presentes. Para você que sofre com isto, não se desespere! Você pode aprender a lidar com a sua timidez! Veja algumas dicas:

1) Entenda que timidez não é defeito. Todas as pessoas possuem um grau de timidez. Umas mais do que outras. A timidez é um jeito mais retraído de ser e de lidar com as outras pessoas em diferentes situações.

2) Aceite a sua timidez. Aceitar não quer dizer se acomodar e se isolar. É não se sentir na obrigação de ter que acabar de vez com a timidez e se transformar em uma pessoa extrovertida. Você não precisa fazer isto! É melhor ser uma pessoa naturalmente tímida do que uma pessoa com comportamento extrovertido falso. As outras pessoas percebem quando somos falsos. Não tenha medo dos outros perceberem que você é tímido!

3) Não se compare com outras pessoas mais extrovertidas. Quando nos comparamos, na maioria das vezes, nos inferiorizamos e isto piora a timidez.

4) Enfrente situações temidas! Se você é muito tímido para expor seus pensamentos numa roda de amigos, dê um palpite curto sobre um assunto um dia; treine, outras vezes, iniciar conversas curtas só de cumprimento, falando “oi, como vai, tudo bem, boa noite, bom dia”. Treine várias vezes. Com o tempo, vá aumentando o diálogo, e você vai sentir que a fala sairá mais naturalmente.

5) A pessoa tímida tem a tendência de prestar muita atenção nela mesma nas situações nas quais ela se encontra insegura. Ela pensa: “O que as pessoas estão pensando de mim? Será que estou vermelho? E se aquela pessoa vier conversar comigo?”. Nesses momentos, faça um esforço para prestar atenção no que está acontecendo ao seu redor, em vez de prestar atenção nesses pensamentos.

6) Pare de esperar o pior! Os pensamentos negativos fazem com que o tímido se sinta derrotado antes mesmo da situação acontecer, e isso o leva a se isolar mais ainda. Tente se lembrar das vezes que o “pior” que você imaginou não foi tão ruim assim.

7) Se a sua timidez estiver trazendo para você alguns sintomas físicos importantes como tontura, mal-estar, náusea, perda momentânea da fala e fuga, talvez seja interessante você procurar a ajuda de um psicólogo cristão para lhe ajudar mais a fundo no manejo desse sentimento.

Última dica: Busque o auxilio de Deus para os seus contatos sociais. Quantas vezes Deus prometeu a vários filhos Seus que colocaria na boca deles o que eles deveriam dizer, na hora certa! Veja o que está escrito em Êxodo 4:10-12: “Moisés respondeu ao SENHOR: —Ó Senhor, eu nunca tive facilidade para falar, nem antes nem agora, depois que começaste a falar comigo. Quando começo a falar, eu sempre me atrapalho. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Agora vá, pois eu o ajudarei a falar e lhe direi o que deve dizer.” Isto Deus faz com você hoje também, se você pedir.

Acendendo a intimidade de cinco diferentes maneiras – parte II

Lembram do post “Acendendo a intimidade de cinco diferentes maneiras”? Pois bem, agora vou postar a continuação dele. Vamos aprender hoje as outras três maneiras que estavam faltando.

Enjoy!

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Compartilhar minhas experiências

Grande parte da vida se centraliza em torno de encontros que acontecem durante todo o dia — coisas que as pessoas dizem ou fazem, as situações que se desenvolvem. Quando eu compartilho isso com meu cônjuge sentimos que fazemos parte do que o outro está fazendo. Sentimos que somos uma unidade social. O que acontece na vida do outro é importante para mim.

Outro aspecto de intimidade social envolve nós dois fazendo coisas juntos. Assistir a um filme ou evento atlético, fazer compras ou lavar o carro juntos, ou um piquenique no parque são todas formas de construção de intimidade social. Muitas coisas na vida envolvem o fazer. Quando fazemos coisas juntos, não estamos apenas desenvolvendo um senso de trabalho em equipe, mas também estamos aumentando nossa sensação de intimidade.

As coisas que fazemos juntos muitas vezes formam nossas memórias mais vívidas. Será que vamos esquecer quando escalamos o Monte Mitchell juntos? Ou quando demos ao cão um corte de cabelo? Intimidade social é uma parte importante de um casamento em crescimento.

Compartilhar minhas convicções

O quarto componente essencial de um relacionamento íntimo é a intimidade espiritual. Somos criaturas espirituais. Os antropólogos descobriram que ao redor do mundo as pessoas são religiosas. Todos nós temos uma dimensão espiritual. A questão é: estamos dispostos a compartilhar essa parte de nossas vidas com nossos cônjuges? Quando o fizermos, nós experimentaremos uma intimidade espiritual.

Pode ser tão simples como a partilha de algo que você lê na Bíblia esta manhã, e o que isso significou para você. A intimidade espiritual é também estimulada pela experiência compartilhada. Depois de assistir o culto com o marido, uma mulher disse: “Há algo em ouví-lo cantar que me dá uma sensação de proximidade com ele.” Orar juntos é uma outra maneira de construir a intimidade espiritual. Se você não pode rezar em voz alta, então ore em silêncio, segurando as mãos. Não há palavras proferidas, mas o seu coração se aproxima do coração do outro. Assim você terá experimentado um momento de intimidade espiritual.

Partilhar o meu corpo

Porque os homens e as mulheres são sexualmente diferentes, nós geralmente chegamos à intimidade sexual de maneiras diferentes. A ênfase do marido é, na maioria das vezes, ligada aos aspectos físicos. O olhar, o toque, a sensação, a experiência de preliminares e o clímax são o foco de sua atenção. A esposa, por outro lado, vem à intimidade sexual com ênfase no aspecto emocional. Sentir-se amada, cuidada, apreciada e tratada com ternura, lhe traz grande prazer. Em suma, se ela realmente se sente amada, a experiência sexual é uma extensão do prazer emocional. A intimidade sexual requer compreensão e resposta a essas diferenças.

Deveria ser óbvio que não podemos separar a intimidade sexual das intimidades emocional, intelectual, social e espiritual. Nós não podemos alcançar a intimidade sexual sem intimidade nas outras áreas da vida. O objetivo não é apenas ter sexo, mas a experiência de proximidade, para encontrar um sentido de mútua satisfação.

(Adaptado de “A família que você sempre quis”, por Gary Chapman. Descubra mais em www.5lovelanguages.com).

Sem tempo pra nada. Será?

Ultimamente venho me intrigando com uma coisa: muitas pessoas estão colocando em seus twitters, MSNs e orkuts coisas como “sem tempo”, “ocupadíssimo”, “não estou” (e com a bolinha vermelha de ‘ocupado’ no MSN), “não tenho tempo pra vir aqui”, e frases semelhantes.

Acho estranho por três motivos: 1) pra quer ficar colocando essas frases se ninguém te perguntou nada? Pra que dar esse tipo de satisfação; 2) você tem tempo, porque entrou no orkut, MSN ou twitter ao menos pelo tempo necessário para escrever a frase, e 3) quem não tem tempo MESMO nem entra nessas coisas (como eu, que pela manhã e à tarde, como estou no trabalho — e minha profissão não me permite nem um segundo de desatenção — não entro em nada dessas coisas).

Mas o que me chateia mesmo é ver essas pessoas, pouco depois de dizerem estar “sem tempo”, entrando (ou pelo menos dando notícia de que entraram) no MSN, batendo papo, olhando perfis no orkut, mandando recados e enchendo o twitter. Isso é estar sem tempo? Pra mim, de jeito nenhum. Mas parece que, “ter tempo” na nossa sociedade hoje é quase ser um vagabundo. Significa que você é um preguiçoso, que não faz nada. O legal é trabalhar o dia todo, e não ter tempo nem pra respirar. Família, amigos, lazer, Deus? Ah, isso fica pro final de semana, e olhe lá. O legal é ser workaholic! E por isso, mesmo a pessoa não estando tão ocupada assim, ela sente necessidade de avisar pros quatro ventos que está…

Mas eu peço licença pra discordar. Só porque eu trabalho das 8 às 17 e tenho a noite toda livre, isso não faz de mim uma vadia. Ter tempo não é pecado. Na verdade, não ter é que é; não ter tempo pra família, pro lazer, para Deus acima de tudo. Se você está deixando tudo isso de lado, aí sim alguma coisa está errada.

Não, eu não estou dando “lição de moral”, até porque fico muito tempo na internet e às vezes deixo Deus e meu esposo um pouco de lado. Isso é errado. E o que estou escrevendo aqui é pra mim, antes de ser pra qualquer outra pessoa. Sempre costumo falar isso nos posts, mas é verdade. A gente tem que dedicar tempo a quem realmente precisamos dedicar. Temos que ter prioridades.

E se você tem tempo livre, não se envergonhe disso! Não precisa ficar dizendo a todo mundo que está sempre ocupado, se não estiver. Isso não faz vergonha a ninguém. Ter tempo livre é uma bênção! Apenas precisamos usá-lo sabiamente. A começar por mim!

Uma copa, várias lições…

Já vi um monte de blogs falando sobre copa, mas eu mesma não me interessei em falar. Hoje, por incrível que pareça, dia da derrota do Brasil, me deu vontade de comentar sobre ela… E foi exatamente por causa da derrota.

É interessante como às vezes a gente aprende mais com os fracassos do que com as vitórias. Eu pelo menos aprendi hoje. Não sou o que se pode chamar de grande fã de esportes, mas em tempos de Olimpíadas e especialmente Copa do Mundo, mesmo não gostando de esportes, é claro que eu vou torcer pelo meu país. Ainda que muitas vezes não entenda nada daquele esporte, ou, no caso do futebol, ainda fique em dúvida — às vezes — de quando é escanteio (embora hoje já saiba bem mais que antes, graças ao marido kkkk).

Só que, apesar de torcer pelo Brasil, creio que todos temos que ser humildes. Quando se fala de futebol, a gente sabe que não é só o Brasil que é bom. Temos Alemanha, Argentina, Itália, França, e, claro, Holanda. Todos esses times, embora alguns tenham deixado a copa da África mais cedo, são bons. Não é só o Brasil que sabe driblar, não é só o Brasil que pode ganhar. Todo mundo pode, e isso deve gerar respeito por todas as equipes, e não uma confiança exacerbada que, creio eu, na minha ignorância de quem não entende quase nada do assunto, fez com que o Brasil ficasse mais descuidado no segundo tempo do jogo de hoje. Talvez achassem que já estavam com a partida ganha. E nós também fazemos isso. Por isso, a necessidade de aprender a reconhecer: não somos os únicos bons. E isso vale pra todas as áreas da vida.

Outra coisa: como disse Galvão Bueno (é, às vezes ele fala coisas boas hehehe), foi só mais um jogo de futebol. Podem achar que, por mal ter acabado o jogo e eu ter vindo escrever isso aqui, sou fria e nem me importo com a derrota. Pura mentira. Estou até mais chateada do que gostaria. Foi meu país ali, triste, envergonhado, poxa vida! Eu queria comemorar, mas nem ânimo pra almoçar fora tenho mais. Mas a vida continua, e continuaria mesmo que o Brasil ganhasse. Fato. A gente precisa se aprender que há coisas bem mais importantes com as quais se preocupar. Contas a pagar, relacionamentos, família, saúde, trabalho, lazer, Deus… Como está meu relacionamento com meu esposo? Como estou trabalhando, estou dando meu melhor? Será que estou tirando tempo pra descansar? E Deus, em que lugar o coloco no meu viver? Essas sim são questões verdadeiramente importantes, e a forma como lidamos com ela influenciará nossa vida agora e no futuro. Esses dilemas permanecem, com ou sem Brasil na copa…

A vida continua. Tem gente aí morrendo por causa de enchentes. A crise econômica ainda persiste em muitos lugares. As eleições vêm aí. Vão ser escolhidos governantes cujas decisões e atitudes, essas sim, terão o poder de mudar nossa vida, diferente de um jogo. Você se lembra disso?

Longe de querer irritar alguém que agora se sente arrasado, decepcionado, meu objetivo é fazer pensar (como sempre digo, vejam o nome do blog). Não só os outros, mas eu, antes de qualquer um. Ainda estou triste, mas isso passa. Haverá outras copas. Poderemos torcer novamente. E, quem sabe, ver o Brasil dar um show.

NÃO POR MUITO TEMPO! 2014 VEM AÍ. NA NOSSA CASA! #BRA 2014. A ESPERANÇA DO HEXA CONTINUA…

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