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Mulher objeto

barbie01Vi esse post no blog Criacionismo (que sempre estou acompanhando) e não tive como não republicá-lo aqui. Muito bom!

Nos anos 70, programas humorísticos, um deles com forte aceitação do público infantil, apelavam frequentemente para o surrado clichê da mulher como objeto, vulgarizando-a. “Ô, bicho bom!” “Tesooooouro!” “Bocãããoooo!” Nas décadas de 80 e 90, era comum que ninfas pós-adolescentes aspirantes à celebridade veiculassem em revistas de fofoca romances bem calculados com personalidades já famosas a fim de pleitear contratos de fotos com revistas masculinas e, talvez, oh, supremo anelo!, um programa televisivo infantil onde pudessem faturar milhões empurrando quinquilharias e tatibitátis musicais para toda uma geração de consumidores-mirins. Em minha geração, o comportamento sexual despontava por volta dos 14 ou 15 anos. A geração que me sucedeu reduziu significativamente essa idade. Hoje, meninas de 10, 9 e até 8 anos já começam a se vestir e a se maquiar como mulheres adultas.

O cardápio cultural vem tendo grande influência nesse fenômeno. Novelas, séries, filmes, comédias e reportagens, enfim, é difícil assistir a algum programa que não explore, quase sempre de maneira permissiva, a questão da sexualidade como elemento decisivo nas relações sociais. Mesmo campanhas públicas para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis mais incentivam que previnem a irresponsabilidade sexual. Em um comercial, por exemplo, um garotão, talvez ainda menor de idade, bolina uma garota em plena rua enquanto essa o repele sem muita convicção – até que ele lhe mostra um preservativo embalado – e pronto! Ela já se anima toda (tão afoitos estão que a propaganda acaba sem que tenhamos certeza se ao menos irão procurar um local privado para o ato). Noutro comercial, um sujeito acorda de ressaca, nu sobre uma cama. Olha para os lados, confuso, sem saber onde se encontra. A seu lado, uma mulher igualmente nua (ou seria um travesti?), que ele não reconhece. Angústia. Súbito, vê no chão uma embalagem aberta de preservativo, e sorri aliviado. Mensagem da propaganda do Ministério da Saúde? A camisinha, e só ela, nos garante a santa paz. Então ficamos assim: o preservativo é o norte ético quanto a decisões sobre comportamento sexual. Demais fatores como afetividade, compromisso e valores morais tornam-se irrelevantes. E ai do carola que questionar essa visão de mundo!

Há que se lembrar que nossa imagem no exterior não é lá das melhores. Já em meados do século passado, celebridades do cinema mundial por cá aportavam em busca de liberdades não permitidas em seus países. Até alguns anos atrás a divulgação turística do Brasil incentivava o turismo sexual. Mesmo hoje nossas mulheres (mães, esposas, irmãs e filhas) são imaginadas pelo estrangeiro como ninfomaníacas insaciáveis e incontroláveis. Nas nossas praias a anedota já ficou batida: em vez de o biquíni esconder as pudendas, as moças usam as pudendas para ocultar o biquíni. Nosso carnaval dispensa comentários. Nossos bailes funk classificam as participantes, muitas delas adolescentes, em três categorias: as tchutchucas – moças nem sempre disponíveis para o sexo; cachorras – garotas de vida sexual eclética e regular; e as preparadas – que comparecem sem nada por baixo da minissaia a fim de facilitar diversos intercursos ali mesmo, no próprio local do baile.

Enfim, poucos aspectos da vida social e cultural do brasileiro deixam de ser, de algum modo, influenciados por uma visão licenciosa e impessoal do sexo.

O longo preâmbulo acima poderia indicar uma reprovação direta ao vestuário da jovem Geysi Arruda, que precisou sair de sua faculdade, a Uniban, escoltada por policiais. Pois a intenção é justamente oposta. Examinemos as diversas análises do caso veiculadas na imprensa. Na maioria das abordagens, o comportamento dos agressores foi condenado. Contudo, essa condenação quase sempre se mostrou uma mera concessão antes de se focar prioritariamente o ponto escolhido: a moça se comportou mal, a moça provocou – em suma, a moça apenas colheu o que plantou.

Isso nos remete a um passado próximo, quando se tornou inadiável a criação da Delegacia da Mulher. Os mais jovens não se lembrarão, mas há não muito uma mulher que fosse registrar queixa contra agressões físicas e sexuais era tratada com desinteresse e até desdém pelas autoridades, geralmente homens. “Foi bolinada, estuprada? Que roupa você estava usando? Qual era a sua maquiagem?” Ao sofrimento pela barbárie somavam-se o descaso e o preconceito. Imagine-se o horror de uma mulher ferida, brutalizada, violentada passando de vítima a responsável por seu próprio sofrimento. E dentro justamente da repartição pública destinada a proporcionar-lhe proteção física e jurídica.

Voltemos ao caso de Geysi. Vamos fazer todas as concessões possíveis, vamos dar crédito a todas as ilações mentirosas de seus detratores. Vamos supor que ela fosse uma meretriz que frequentava o ambiente acadêmico para expor sua… mercadoria (na verdade, ela fora à escola com o tal vestido para, saindo dali, comparecer a uma festa). Vamos supor que não usasse calcinha (mas usava). Vamos supor que ela cruzasse as pernas propositadamente, como Sharon Stone no filme “Instinto Selvagem”, a fim de exibir a genitália aos colegas, e que houvesse sido essa sua intenção ao subir a rampa do prédio. Vamos supor que a sociedade e a cultura brasileiras primassem pelo recato absoluto e que não houvesse em nosso país uma única mulher além de Geysi que cometesse, publica ou privadamente, todos os desatinos acima. Ainda assim seria o caso de que o linchamento ocorrido fosse alternativa aceitável a um julgamento justo e civilizado por parte da faculdade ou mesmo do Poder Judiciário? Chegamos a isso?

Revisemos. Dezenas de alunos (e alunas) participaram ativamente da agressão. E note-se: a motivação não foi de natureza sexual, como se pretende. Houvesse exclusivo e genuíno interesse sexual e a moça teria sido raptada ao final da aula para ser violada, talvez até assassinada, em algum lugar escuso; é assim que tarados agem. Estamos a tratar de um crime gerado unicamente por ódio – no caso, uma de suas piores exteriorizações, a misoginia; um ódio inclemente, sem a mais mínima compaixão – as cenas o provam. E esse ódio mostrou-se ainda mais evidente nas garotas que participaram do delito. Os guardas da escola o incentivaram por meio da omissão e até do deboche. A humilhação foi filmada e divulgada mundo afora, comprometendo por muitos anos a privacidade da vítima. Nos dias posteriores, a diretoria se eximiu, se omitiu e relativizou o crime cometido dentro de suas dependências. Na TV e nos jornais, oportunistas de sempre do infame mercado de livros de autoajuda concentraram sua reprovação no comportamento relativamente indesejável da garota em vez de repudiar exclusivamente seus agressores por crimes previstos na legislação de qualquer país (Atenção! Digo “comportamento relativamente indesejável” porque a nossa sociedade é vezeira em apreciar e mesmo idolatrar comportamentos incomparavelmente piores – vide a audiência cativa das temporadas do Big Brother, onde toda podridão, todo desvio de caráter que não ofenda o código penal é exibido em minúcias, incentivado, celebrado e sugerido como norma de conduta aos seus espectadores).

Resumo da ópera: por mais que se transfira para Geysi – ainda que com finalidade pedagógica – a responsabilidade pelo bullying coletivo que ela sofreu, a indumentária e os hábitos das jovens brasileiras pouco mudarão. Porém, mesmo que nossas jovens optem por roupas mais sóbrias em ambientes públicos, elas continuarão, durante as festas, a ser embebedadas, drogadas e seviciadas em banheiros, quartos e porões – com direito a seções de foto e filmagem para execração planetária. E haverá sempre, sempre e sempre aqueles (e aquelas) que dirão: “Que vacilo dessa otária!” “Também, quem mandou dar bobeira…”

Já os agressores que estudam na Uniban… Sua tímida e relativizada reprovação servirá de estímulo a atos semelhantes ou piores. A julgar pela interpretação do caso, o homem brasileiro sai desse lamentável episódio um pouco mais convencido de que suas balizas morais se subordinam à interpretação (fundamentada ou não) do comportamento de sua vítima em uma espécie de determinismo fatalista, que pode se estender também, por que não?, à trapaça, à fraude, à extorsão, ao espancamento e ao homicídio.

Ao centrarmos fogo em uma suburbana imprudente na avidez por reprovar um dos aspectos deletérios de nossa sociedade – a falta de pudor –, invertemos a gravidade dos elementos do incidente e perdemos a perspectiva essencial: criminoso e vítima se encontram em lados opostos da lei e é justamente isso que nos protege como indivíduos e como sociedade. Sempre que se fecham as portas da compaixão, abrem-se as porteiras do inferno. Sempre que nos distanciamos voluntariamente da vítima, nos aproximamos involuntariamente do criminoso. Espiritual e moralmente.

É pena, mas dessa vez a adúltera não escapou das pedras.

(Marco Dourado, Curitiba, PR, com exclusividade para o blog Criacionismo)

Leia também: A intolerância e o vestidinho indefectível.

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Desabafo

Eu não sei por que isso acontece, mas já ocorreu mais de uma vez — basta verem minha casinha toda arrumadinha ou por foto no orkut ou “ao vivo” mesmo, que certas mulheres dizem: “quero é ver quando vierem as crianças!”

Realmente, não compreendo a razão da frase. Só consigo imaginar duas explicações: ou têm saudades dos tempos sem filhos, ou então, como dizem que desgraça adora companhia, não querem sofrer sozinhas e ficam doidas que outras possam parir que nem elas e compartilhar da bagunça doméstica.

Acontece que essas mulheres não conhecem minha mãe. Sim, porque essa teve duas filhas, e não importa quantos anos tínhamos, a casa sempre estava e está arrumada. Quem conhece nossa família sabe. Mesmo depois de adultas, quando vinham crianças em nossa casa, minha mãe nunca “deixou a peteca cair”. Conheço também casas de casais com filhos, como a do pastor que me casou, que simplesmente eram um brinco, mesmo com crianças pequenas rondando o dia todo. Ou seja, pra mim, ter filhos e manter a casa arrumada não é impossível.

Agora, o negócio talvez seja que as “mamães bagunceiras” talvez queiram é arranjar desculpas pras suas desordens. Tudo bem, mas não vem com esse papinho de “deixa o baby chegar” pra cima de mim não. Não sei quando (e nem se! É, não sei mesmo, não importa o quão escandalizado(a) isso possa te deixar) serei mãe, mas definitivamente, se um dia for, não queiro ser uma bagunçada não. Até porque…

“Os anjos trabalham harmoniosamente. Perfeita ordem caracteriza todos os seus movimentos. Quanto mais aproximadamente imitarmos a harmonia e ordem dos anjos, tanto maior êxito terão os esforços desses agentes celestiais em nosso favor. Se não virmos necessidade de ação harmônica, e formos desordenados, indisciplinados e desorganizados em nossa maneira de agir, os anjos que são perfeitamente organizados e se movem em perfeita ordem, não poderão com êxito trabalhar por nós. Eles se afastarão pesarosos, pois não estão autorizados a abençoar a confusão, distração e desorganização. Todos os que desejarem a cooperação dos mensageiros celestiais devem trabalhar em harmonia com eles. Os que receberam a unção do Céu, em todos os seus esforços incentivarão a ordem, a disciplina e unidade de ação, e então os anjos de Deus poderão cooperar com eles” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, p. 28).

Não preciso dizer mais nada, né? Portanto, parem de me encher a paciência!

Até quando?

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Eu sinto que tenho um vasto universo de beleza, magia, amor e maravilha em minha mente e meu coração. Mas eu não sou bonita. Acho que ficarei sozinha para sempre.

Retirei essa imagem do Tumblr w.w.b.d.?, e fiquei bem impressionada não só com o que vi, mas com o que a Bruna Zanardo, dona do site, escreveu:

This is heart wrenching.

Not only has society taught this poor girl that in order to feel complete she needs someone to love her physical appearance they have also given her an impossible physical standard.  Sometimes, (read: daily) the world and its f***** up rules make me so sick.

Tradução:

Isso é de cortar o coração.

Não só a sociedade ensinou esta pobre moça que, para se sentir completa, ela precisa de alguém para amar sua aparência física, como também tem dado a ela um padrão físico impossível. Às vezes, (leia-se: diariamente) o mundo e suas regras “miseráveis” me fazem ficar doente.

Meu Deus, COMO isso é verdade! Como eu infelizmente tenho que concordar com tudo! É essa a sociedade TRISTE e maluca em que vivemos. Até quando a gente vai achar o máximo ficar idolatrando mulheres cadavéricas e buscando essa aparência irreal? Acordem! A vida é mais que isso, aliás, a vida não é nada disso… A vida é outra coisa, bem maior, bem mais profunda.

Estresse no trabalho?

estresse-no-trabalho-37-207Corre pra reunião, checa e-mail, envia o relatório, atende o maridão no celular, aguenta as alfinetadas do chefe, se concentra no trabalho, liga para dizer “feliz aniversário” pra irmã, volta para o relatório… O dia de trabalho é capaz de deixar qualquer pessoa à beira de um ataque de nervos. E se você não estabelecer uma pausa para desestressar, é bem provável que o ataque aconteça.

Alguns exercícios rápidos são capazes de fazer milagres e ajudam a aliviar o estresse. Por isso, comece separando uns minutinhos para relaxar a mente e o corpo e pare tudo. “É fundamental que as técnicas sejam feitas com calma e atenção”, recomenda Thiago Niishida, fisioterapeuta, acupunturista e especialista em qualidade de vida. Pronta para relaxar?

Respiração
Durante o relaxamento, a sua respiração tem que ser consciente (se não der pra ser concentrar no escritório, dê um pulinho na sala ao lado, no carro…) e o ar deve ser “jogado” para a barriga. “Procure preencher todo o pulmão, sendo que, quando puxar todo o ar, force mais uma inspiração, e perceberá que ainda cabe mais um pouco. Faça a inspiração e a expiração o mais longa possível, respirando lentamente”, explica o fisioterapeuta.

Agora que acertou a respiração, confira as dicas para descarregar a tensão e enfrentar os pepinos de trabalho com muito mais leveza:

1. Na hora de acertar a respiração, concentre-se no seu corpo, sinta os movimentos respiratórios, as articulações, os músculos e tendões. Os movimentos devem ser indolores, então não force! Se estiver com pressa, faça apenas uma vez, mas por completo.

2. Dificuldades para se concentrar? Procure um cantinho para sentar-se confortavelmente, tire os sapatos, coloque a sola dos pés no chão, deixe a coluna ereta e feche os olhos.

Com a mão direita, tampe a narina direita e inspire profundamente apenas com a esquerda. Retire a mão da narina direita e obstrua a esquerda para expirar e inspirar com a direita. Repita esse processo algumas vezes e notará o equilíbrio que ele produz!

3. Deu todas as suas energias para finalizar um relatório ou enfrentar aquela reunião? Tire os sapatos e fique de pé próximo a um local em que possa se apoiar, caso perca o equilíbrio. Levante o pé esquerdo e encoste a sola na coxa direita ou no joelho. Abra os braços até a cabeça de maneira que as palmas das mãos se encontrem no alto da cabeça.

Traga as duas mãos unidas, como em prece, para a altura do peito. Fique com os cotovelos levantados, os ombros relaxados e a coluna reta. Respire lentamente 10 vezes. Se conseguir, feche os olhos. Troque de perna e repita mais dez respirações profundas e lentas. Acalma qualquer leão!

4. Se sente que sua vista está cansada e você fica o dia todo em frente ao computador, esta dica é muito importante. Ao olhar para longe, o corpo ajusta a retina para que o foco fique nítido. Quando olha para perto, o ajuste é refeito. Quem faz esse ajuste é um músculo. E como todo músculo que trabalha em excesso, ele cansa e precisa de repouso. Olhe para algum lugar distante por trinta segundos a cada hora.

5. Outra dica é pressionar levemente o globo ocular com as palmas das mãos por dez segundos. Depois circule o olhar no sentido horário e anti-horário, cinco vezes cada. Feche os olhos levemente, e vagarosamente vá forçando os olhos a fecharem com “mais força”. Mantenha a força máxima por cerca de um segundo, vá relaxando vagarosamente até o relaxamento total, mas sem abrir os olhos. Repita essa operação duas ou três vezes antes de abrir por completo.

O importante é você não se esquecer de manter a frequência e separar todos os dias um tempo para descansar o corpo e a mente. A gente garante: são minutinhos que valerão ouro!

Fonte: IG

(Retirado do blog In Blog – Insight Publicidade)

Um dos maiores posts que já escrevi (mas leia, vai ser divertidinho hohoho)

workaholicHoje, por causa de uma reunião que tive no trabalho (com pessoas da comunidade participando também), e por causa de algumas coisas que aconteceram ali (graças a Deus não envolveu nenhum colega) devido a uma certa pessoa que apareceu sem ser convidada, eu comecei a refletir sobre emprego, profissão, carreira, enfim…como vocês preferirem chamar, e como isso está ligado a nossos pais.

Fiquei pensando nos workaholics. Essa tal pessoa que apareceu sem ser chamada é um deles. E já trabalhou no mesmo lugar que eu. Só que foi demitida. E, mesmo estando em outro lugar agora, parece que ainda não se conformou com a perda do emprego. Triste…

O caso é que essa pessoa, que vamos chamar de S., é realmente uma workaholic. Eu — por ter trabalhado com ela por quase dois anos — acho que, se ela pudesse, nunca sairia do trabalho. Não sei por que ela agia (talvez ainda aja, no seu emprego novo) assim. Penso que nossa vida tem várias facetas. Eu sou médica, mas além — e antes — disso, sou cristã, esposa, filha, irmã, amiga… E ser todas essas coisas implica que eu tenho vida além da medicina, tenho vida além do trabalho. Lembro-me de quando estava na faculdade: tudo era muito fácil, eu não precisava me preocupar com contas a pagar, casa, carro, resolver mil e uma coisas, poupança, etc. Mas muitos colegas meus lidavam diariamente com essas coisas, seja porque foram morar sozinhos ao começar a faculdade, ou porque já eram casados, às vezes até com filhos. Quando os professores nos pediam coisas demais, eles eram os primeiros a dizer: “Mas professor(a), nossa vida não é só isso aqui não!”

Você pode estar pensando: “mas eles sabiam que Medicina é um curso puxado, então que se virassem, os professores não tinham culpa de eles terem outras responsabilidades”. Sim, isso é tudo verdade. Os professores não tinham culpa. Mas os alunos também não. Moravam sozinhos? Sim. Alguns eram casados? Sim. E isso é errado? De forma alguma. Ninguém tem culpa por essas coisas. Eles eram apenas pessoas buscando seu lugar ao sol. E tinham todo o direito de fazer isso. A vida não acaba pra quem se casa (prontodesabafei kkkkkkkk).

Eu creio piamente que nossa vida pode e deve se desdobrar. Precisamos trabalhar, mas também precisamos namorar, viajar, conhecer pessoas novas, ter momentos de lazer, ter descanso físico e, acima de tudo, espiritual. Isso é necessário pra nos realizarmos plenamente como seres humanos, porque Deus nos fez assim, com todas essas facetas, como falei antes. Mas entendo que existam pessoas que, por algum motivo, acabem priorizando um ou outro aspecto de sua vida. Esse é o caso de S. Como falei, eu não sei o que a leva a ser uma workaholic. Talvez não goste de estar em casa, com o marido ou filhos. Talvez não goste de ler, ou passear. Talvez deteste viajar (antes que alguém diga: “ah, mas só dá pra fazer essas coisas se trabalhar”, eu respondo, “se trabalhar como gente normal, consegue fazer isso tudo, agora, se o negócio é se matar pra juntar dinheiro e não poder usufruir dele, interna, que pra mim já endoideceu”). Não sei, o que sei é que a mulher não ama trabalhar, ela é VICIADA nisso…

E daí? Daí nada, todo mundo tem o direito de ser viciado no que quiser: trabalho, estudo, jogos, sexo, drogas lícitas ou ilícitas, enfim… Agora, querer obrigar quem está ao seu redor, quem trabalha com você, a ser viciado também, aí é demais, né? Mas era isso que S. fazia quando era minha “colega” de trabalho. Queria impor o péssimo estilo de vida que era só dela a todos nós. E isso causava tensões e discussões. Nunca me dei bem com a tal, e ela nunca gostou de mim. Tanto que hoje, quando ela chegou, fiquei no meu canto. Uns puxa-sacos foram lá, dar abracinho e coisa e tal, mas não consigo ser tão falsa. Eu não gosto dela. Não tinha pra que ficar fazendo isso; e pra não dizer que eu estou exagerando, ela nem olhou pra mim. Mas voltemos à discussão. Ela era tão chata com as coisas do trabalho que às vezes eu achava que eu que era muito lerda, ou preguiçosa, ou irresponsável, ou isso ou aquilo. Mas graças a Deus eu tenho um esposo e pais maravilhosos, que conversavam comigo e me mostravam que não era eu que era essas coisas, e sim ela que era exagerada, e exigia dos colegas coisas desnecessárias (pra não falar de quando ela invadiu minha sala no meio de uma consulta, sem bater na porta e falando com aquela voz esganiçada dela, mas isso fica pra outro post). Graças a Deus a pessoa que a substituiu é muito diferente, e, pelo menos pra mim, hoje o ambiente no trabalho é leve!

Porém, as marcas que essa pessoa deixou levarão tempo pra se apagarem. E eu fico pensando no quão chata deve ser a vida de alguém assim, viciado em trabalho, e cujo intento é tornar todos ao seu redor tão viciados quanto. Ninguém, ninguém mesmo, merece trabalhar com megeras dessa categoria. Mas o pior são os pais que são assim, e que acabam levando os filhos a pensarem que devem agir do mesmo modo.

Aqui no blog, eu sempre tenho batido na tecla de que a gente deve ouvir nossos pais, deve se aconselhar com eles, porque são mais velhos, têm experiência de vida, e podem nos ajudar muito a enfrentarmos nossas próprias dificuldades. O próprio Deus diz, nos Dez Mandamentos, “honra teu pai e tua mãe”. Mas notem, Ele diz “honra” e não “idolatra” ou “faz tudo que eles mandarem mesmo que isso seja loucura, ou que vá contra seus princípios, ou contra Mim”. Honrar os pais é diferente de fazer tudo que os pais mandam, ainda mais quando a gente é adulto. Eles são, usando uma linguagem ‘de hoje’, os nossos consultores para assuntos da vida, mas não os ditadores.

O problema é que muitos pais, mesmo sem querer, acabam criando nos filhos a ideia de que estes têm que fazer tudo que eles fizeram, da forma que eles fizeram. E os filhos acabam mesmo seguindo esse caminho, sem sequer notarem. Portanto, filhos de workaholics tendem a ser workaholics. Eu não fiz nenhum estudo sobre isso, nem li nada na internet, mas é apenas fruto de uma pesquisa empírica. Muitos filhos acham que têm que fazer tudo que os pais fizeram, e do mesmo modo que eles fizeram. Eu, por exemplo, ainda hoje me orgulho de dizer que casei com a mesma idade em que minha mãe se casou, 28 anos, formada e trabalhando. Os filhos são assim, tendem a imitar os pais, quer seja nas coisas boas, quer nas ruins. Passam a achar que precisam mesmo fazer isso, e que, se não fizerem, existe algo de muito errado com eles.

Por exemplo, se seus pais conseguiram comprar uma casa com 2 anos de casados, e, aos 5, já possuíam dois carros, isso quer dizer que você tem que conseguir o mesmo na mesma época, certo? Se eles já tinham completado o doutorado quando você estava com dez anos, você também terá que conseguir isso quando seu filho tiver dez anos? Errado! Nada disso! Você é você, seus pais são seus pais… Outra história, outras vidas. Parece óbvio, mas às vezes não é. Tanto que a gente fica querendo agir como eles, alcançar o mesmo que eles, e quando não conseguimos nos sentimos frustrados, desafortunados, como se tivesse caído algum tipo de praga em nossas vidas. Por isso que a gente tem que ter o cuidado de não enveredar por esse caminho, coisa que, como disse antes, fazemos sem perceber. Não temos que repetir a vida dos nossos pais, não temos que realizar todos os sonhos que eles têm para nós, ou que tinham pra eles e não realizaram. E isso não é desonrá-los. E os pais têm que entender que os filhos não são deles. Foram dados a eles de presente, pelo próprio Deus, mas não são deles. Eles os recebem para amar, educar, dar carinho e incentivar, mas nunca para dominá-los, ou determinar como devem viver a vida…

Conheço uma menina que tinha o futuro todo determinado pela mãe. Ia fazer Medicina (como realmente fez, passou no primeiro vestibular, na mesma universidade que eu, terminando antes de mim, por ter entrado antes), e depois ia fazer residência em São Paulo, no mesmo hospital em que os pais dela fizeram, e já tinha até um apartamento onde iria morar, lá, do ladinho do hospital (ela morou com os pais em São Paulo um tempo, antes de se mudar pra minha cidade, e foi nessa época que adquiriram o apartamento). Eu não sei a vida dela depois da faculdade. Sei que ela se formou, mas depois disso, não soube de mais nada. Mas fico imaginando que vida terá sido a dessa menina. Ela pode até ter sido feliz um tempo, ou fingido ser. Mas ninguém aguenta viver os sonhos de outro o tempo todo. Temos que viver os nossos, mesmo que não sejam o que nossos pais um dia sonharam, ou o que nossos amigos imaginam ser o melhor pra nós. Precisamos nos desvencilhar dos nossos pais nesse sentido — não deixar de amá-los ou respeitá-los, mas entender que precisamos viver nossas próprias vidas, não necessariamente tendo que fazer tudo que eles fizeram, na mesma época e do mesmo modo que eles fizeram….

Talvez alguém pense que é fácil pra mim dizer essas coisas, porque meus pais sempre foram muito sábios e compreensivos quanto a isso. Mas para quem sente que os pais, mesmo sem notarem, estão agindo dessa forma, não custa nada ter uma conversa franca e amigável, expondo seu ponto de vista sobre o assunto e mostrando pra eles que, no fundo, você busca o melhor pra você, o seu sucesso, tanto quanto eles. Talvez você não tenha o mesmo carro chique que eles, talvez você não seja um workaholic e prefira dar prioridade a outras coisas na vida que não o trabalho, talvez você nunca venha a ter uma casa luxuosa como a deles, talvez você tenha uma vida mais simples. E isso não quer dizer que você não tem respeito a seus pais. Mas sim que você quer ter sua própria vida, e deseja apenas ser feliz.

Um dia alegre no trabalho

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“- Ah! … exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
– Isso mesmo, era eu…
– Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.”

Acabei de chegar do trabalho. Qual não foi a minha surpresa ao adentrar o posto e ver, no dvd, o clipe de Thriller! Achei o máximo e fui pra minha sala cantarolando.

Aí, quando tava bem alegre, ouço o grito da enfermeira, lá da sala dela:

— Maria*! Abaixe esse som que minha cabeça tá estourando!

Poxa, que estraga-prazer (eu realmente espero que essa palavra ainda tenha hífen, porque se não, fica horrorosa! É só o que tenho a dizer…)! Custava nada deixar a musiquinha tocando, que não tava fazendo mal a ninguém? Mas enfim, a recepcionista abaixou um pouco o volume (que nem tava tão alto assim) e a minha tarde no posto ficou mais animadinha 🙂

Porque eu realmente creio que existem várias músicas que nos afetam de forma negativa, tanto física como (e principalmente) psicologicamente, as quais devem ser evitadas. Mas aquele posto às vezes é tão monótono, ainda mais em dia de chuva como hoje, e às vezes a gente está tão cansada e sem empolgação para o trabalho, que qualquer forma (sadia) de animar o ambiente é bem-vinda. Ainda mais que o gosto musical do pessoal que trabalha lá não é tão parecido com o meu. E no dia em que a dentista leva um “agrado”, alguém aparece pra reclamar. Isso me lembra de pessoas que, em vez de agradecerem porque tá fazendo sol, pra trazer alegria ao dia, pra secar as roupas, reclamam do calor. E quando chove, pra regar a terra, e diminuir a temperatura, reclamam da umidade e do mofo. Pra mim essa gente precisa conhecer a história “A cigarra e a formiga boa”.

Não estou aqui dizendo que escuto e aprovo todas as músicas do Michael Jackson. Que ele não é meu ídolo, isso já ficou claro em posts anteriores (espero). Sou cristã e tenho meus princípios de vida, não idolatro ninguém, a não ser Deus, e não saio escutando tudo quanto é porcaria. Mas as músicas cantadas naquele dvd me deixaram mais animada para trabalhar, e não gostei que alguém só reparou que o som estava um pouco mais alto…

Bom, mas hoje eu não quero me irritar, que chegou meu celular novo, lindo, prático, simples, moderno e com 2GB de memória (viu que todo mundo tem um momento fútil? rsrsrs) e amanhã é folga! Viva!

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*Nome obviamente mudado para proteger a identidade da pessoa! 😛

Pra arrumar seu guarda-roupa de uma vez!

guarda_roupaVocê já passou pela seguinte situação?

  1. Você chegou de viagem há uns 5 dias e ainda tem mala por desfazer
  2. Chegou a sexta-feira (ou qualquer outro dia que você considere como “dia da faxina”) e sua casa está toda bagunçada
  3. Tem um monte de coisa velha (seja no quarto, sala ou cozinha) que você ainda não jogou fora
  4. Você emagreceu 20 kg, tem um monte de roupa que não serve mais (fora as gastas e as que não usa mais) e comprou roupas novas, o armário tá “entupido, sem espaço nenhum, e você não sabe mais o que fazer

Agora, imagine passar por TUDO isso ao mesmo tempo. Foi o meu caso! Tudo isso junto! Dá uma angústia por não saber por onde começar. E o que fiz? Como boa internauta, fui fuçar o Google, óbvio. E lá encontrei vários sites que dão dicas de como melhor organizar a casa.

Resolvi compartilhar com vocês um resumo do que aprendi (claro que com algumas pitadas de ideias minhas hehehe), e espero que possa ajudá-los. Mesmo que você não esteja rodeada pelo caos (ou algo muito semelhante a ele), como foi o meu caso, pode usar essas dicas em apenas um cômodo da casa.

Vamos lá, então!

  1. Em primeiro lugar, pegue um saco de lixo grande (pode ser aquelas sacolas de compras mesmo, mas tem que ser grande) e saia recolhendo TUDO que não presta mais, ou que já passou da validade, ou que não use mais, ou que esteja gasto, enfim… Todo o lixo da casa. Papéis, canetas, remédios, objetos plásticos, e até comida velha escondida num canto do armário ou da geladeira. Não deixe de fuçar também sua escrivaninha ou armários em que guarda coisas pessoais. Acho que principalmente nós, mulheres, somos experts em juntar “coisinhas”, papeizinhos, lembrancinhas, papéis de presente velhos, e coisas que nunca mais iremos usar. Pois pegue isso tudo e despeje no saco, sem dó nem piedade. Você vai descobrir, depois que fizer isso, que ainda vai encontrar outras coisinhas, enquanto arruma o resto do cômodo ou da casa. Não hesite! Lixo!
  2. Depois, comece a limpar e organizar o que sobrou. Use um paninho limpo com álcool, não há coisa melhor (só cuidado com móveis e objetos de madeira, para não manchar!). Em seguida, comece a ordenar as coisas. Eu mesma peguei um pote plástico que não usava e guardei todos os meus acessórios de cabelo. Isso faz com que sobre mais espaço pra outras coisas dentro do armário, e você não terá mais que ficar procurando toda hora “onde está minha presilha?”. Você pode usar o que tiver em casa: tupperwares, latinhas, caixinhas de papel, enfim… Guarde e, se for o caso, etiquete, e você vai ter mais organização e rapidez no dia-a-dia.
  3. A parte mais difícil (a meu ver): arrumar o armário. Eu comecei pelos sapatos. O ideal, pelo que li, é guardá-los em sapateiras, ou mesmo nas caixas em que vieram. Porém, nem sempre isso é possível. No meu caso, por exemplo, não tenho um grande espaço no guarda-roupa pra eles. Por isso, usei a seguinte dica: “Se não tem espaço, arrume-os um ao lado do outro. Se precisar, coloque um em cima do outro, protegendo com um tecido de tela. Evita que se risquem e mantém a ventilação. Esse tecido você compra por metro em lojas de tecidos.” (Como organizar seus armários de roupas). Eu não usei a tela, porque ainda não pude comprar, mas já deu pra deixar eles bem ajeitadinhos. Fiz do jeito que foi ensinado aí nesse site, e deu certo. Bom, mas agora, vamos às roupas. Ô coisinha difícil viu! Mas enfim, tem que ser feito…
  4. Uma dica que achei muito boa em relação às roupas, foi separar aquelas que você usa com frequência, das que não usa. As que você usa, obviamente irá guardar. Mas as que não usa, pode separar em três grupos:
    • conserto: ainda prestam pra você usar, mas precisam de um botãozinho, ou estão descosturadas em alguma parte, podem ser ajustadas (em caso de mudança de manequim), etc. Estas você vai separar e mandar pra costureira.
    • doação: aquelas roupas que você não usa há um ano ou mais, que não gosta mais, que não combinam mais com você ou que, por você ter mudado o manequim, não cabem mais e não servem pra reformar. Doe-as, e assim estará organizando melhor sua vida, e ajudando a quem precisa. Outra coisa que você pode fazer com essas roupas é vendê-las a um brechó ou fazer um troca-troca entre amigas!
    • lixo: aquelas que não têm mais conserto, estão muito gastas, envelhecidas, não servem nem pra doação. Lixo nelas!
  5. Depois disso, você vai organizar suas roupas em cabides, gavetas, da forma que você puder. Uma dica é colocar as roupas sociais, as mais chiques, em cabides, e as molinhas, de malha (mesmo as mais estilosas) ou as que você costuma usar no dia-a-dia, em gavetas. Aqui tem uma coisa importante. Nas gavetas, coloque mais no fundo as que você usa com menos frequência. As do cabide você pode organizar por cor, frequência de uso ou ainda por estilo (vestidos, tailleurs, calças, camisas, etc.). Separe vestidos de festa em sacos plásticos escuros, para não mofarem nem mancharem. E roupas que você não está usando naquela estação, guarde em outro local do armário, como nas partes superiores (ou maleiros) se possível.

Gostaram? Espero que tenha ajudado! E abaixo, vão as dicas de site que usei pra fazer esse post (e pra arrumar meu armário!).

  1. Dicas infalíveis para arrumar seu armário
  2. Arrumação do armário – aqui tem um mapinha que ajuda muito!
  3. Como arrumar o guarda-roupa
  4. Organize as gavetas e armários
  5. Arrumar o armário
  6. Como organizar seus armários de roupas

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