Pensamentos

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Uma copa, várias lições…

Já vi um monte de blogs falando sobre copa, mas eu mesma não me interessei em falar. Hoje, por incrível que pareça, dia da derrota do Brasil, me deu vontade de comentar sobre ela… E foi exatamente por causa da derrota.

É interessante como às vezes a gente aprende mais com os fracassos do que com as vitórias. Eu pelo menos aprendi hoje. Não sou o que se pode chamar de grande fã de esportes, mas em tempos de Olimpíadas e especialmente Copa do Mundo, mesmo não gostando de esportes, é claro que eu vou torcer pelo meu país. Ainda que muitas vezes não entenda nada daquele esporte, ou, no caso do futebol, ainda fique em dúvida — às vezes — de quando é escanteio (embora hoje já saiba bem mais que antes, graças ao marido kkkk).

Só que, apesar de torcer pelo Brasil, creio que todos temos que ser humildes. Quando se fala de futebol, a gente sabe que não é só o Brasil que é bom. Temos Alemanha, Argentina, Itália, França, e, claro, Holanda. Todos esses times, embora alguns tenham deixado a copa da África mais cedo, são bons. Não é só o Brasil que sabe driblar, não é só o Brasil que pode ganhar. Todo mundo pode, e isso deve gerar respeito por todas as equipes, e não uma confiança exacerbada que, creio eu, na minha ignorância de quem não entende quase nada do assunto, fez com que o Brasil ficasse mais descuidado no segundo tempo do jogo de hoje. Talvez achassem que já estavam com a partida ganha. E nós também fazemos isso. Por isso, a necessidade de aprender a reconhecer: não somos os únicos bons. E isso vale pra todas as áreas da vida.

Outra coisa: como disse Galvão Bueno (é, às vezes ele fala coisas boas hehehe), foi só mais um jogo de futebol. Podem achar que, por mal ter acabado o jogo e eu ter vindo escrever isso aqui, sou fria e nem me importo com a derrota. Pura mentira. Estou até mais chateada do que gostaria. Foi meu país ali, triste, envergonhado, poxa vida! Eu queria comemorar, mas nem ânimo pra almoçar fora tenho mais. Mas a vida continua, e continuaria mesmo que o Brasil ganhasse. Fato. A gente precisa se aprender que há coisas bem mais importantes com as quais se preocupar. Contas a pagar, relacionamentos, família, saúde, trabalho, lazer, Deus… Como está meu relacionamento com meu esposo? Como estou trabalhando, estou dando meu melhor? Será que estou tirando tempo pra descansar? E Deus, em que lugar o coloco no meu viver? Essas sim são questões verdadeiramente importantes, e a forma como lidamos com ela influenciará nossa vida agora e no futuro. Esses dilemas permanecem, com ou sem Brasil na copa…

A vida continua. Tem gente aí morrendo por causa de enchentes. A crise econômica ainda persiste em muitos lugares. As eleições vêm aí. Vão ser escolhidos governantes cujas decisões e atitudes, essas sim, terão o poder de mudar nossa vida, diferente de um jogo. Você se lembra disso?

Longe de querer irritar alguém que agora se sente arrasado, decepcionado, meu objetivo é fazer pensar (como sempre digo, vejam o nome do blog). Não só os outros, mas eu, antes de qualquer um. Ainda estou triste, mas isso passa. Haverá outras copas. Poderemos torcer novamente. E, quem sabe, ver o Brasil dar um show.

NÃO POR MUITO TEMPO! 2014 VEM AÍ. NA NOSSA CASA! #BRA 2014. A ESPERANÇA DO HEXA CONTINUA…

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Inteligência ou aparência: o que realmente importa?

Bem magrinha e praticamente sem peito, Tessália turbinou os seios com 300ml de silicone. A ex-BBB justificou a mudança: “é difícil uma mulher com pouco peito ser aceita na sociedade”. Na socidade das ex-BBBs isso faz sentido… (EGO, 27/06/2010).

A notícia pode ser velha, mas eu não sabia que a justificativa usada tinha sido essa. Quer dizer que, para ser aceita, a mulher tem que ter peito. Essa foi demais! Pensei que tínhamos que ser inteligentes, educadas, trabalhadoras, esforçadas, responsáveis. Não, temos que ter peito! E não é no sentido de ter coragem, não. É ter seio grande mesmo.

Quando a gente pensa que as mulheres finalmente estão começando a ser aceitas por seu cérebro, vem uma tonta e mostra que não: a aparência continua sendo o mais importante. Afinal, quem tem que ser inteligente é o homem, mulher só tem que ter corpo né? Pra que cérebro, se quem pensa é o homem e a mulher só obedece? Isso tudo seria até engraçado se não fosse real. E pior, confirmado — e ao que parece, aceito — por uma mulher.

Sobre ter opinião…

Será que é assim que se trata alguém por ter opinião? Pra muita gente, sim...

Eu acho interessante que muita gente fala: “fulano precisa aprender a dizer não” ou “fulano precisa se impor” ou ainda “fulano tem que ter opinião e deixar de ser mosca morta”, mas quando o tal fulano passa a ter todas essas atitudes que foram solicitadas dele, os outros estranham.

Eu sempre fui muito temerosa de dizer o que penso, não gostava de falar certas coisas para certas pessoas com medo de ser mal interpretada e perder a amizade de alguém de quem eu gostasse (e isso sempre acontecia com amigos, engraçado que nunca tive medo de discordar de meus pais ou meu esposo). Me lembrei disso hoje, ao ver um twitter de alguém que sigo: “Às vezes vc deixa de expressar sua opinião, com medo que ela se choque com a opinião dos outros? Não? Nem eu… hehe”. Eu já deixei muitas vezes de falar o que penso para não “chocar” com outras opiniões. Mas eu mudei. Não pensava assim antes. Só que hoje, eu falo o que penso, sem medo de ser feliz. As outras pessoas não pagam minhas contas, não têm os meus problemas, não vivem a minha vida.

Porém, isso não é fácil. Como já citei noutro post, uma vez me deram unfollow no twitter porque eu “escrevo coisas polêmicas só para dizer que tenho opinião”. Na verdade, a pessoa fez isso porque não gostava de algumas coisas que eu dizia, por não concordar com ela (isso não foi julgamento meu, alguém ligado a essa pessoa me explicou). E é mais complicado ainda quando você tem que discordar de alguém que é próximo a você. Mas ter opinião própria não é pecado. Pensar diferente não é errado. Cada um tem o direito de ter o pensamento que quiser a respeito de determinado assunto.

Contudo, as mesmas pessoas que pensam isso te criticam ou se espantam e te repreendem quando é você o que discorda, o que se levanta perante injustiças, o que diz não, ou simplesmente o que diz o que pensa. Elas podem, você não. Peço licença a meus amados leitores para dizer: estou de saco cheio de gente assim. Eu agora não tenho mais medo do que os outros vão pensar por eu dar minha opinião. Portanto, se você quiser me dar unfollow, xingar ou deixar de ser meu amigo, fique à vontade. Sou eu que pago minhas contas e me sustento, graças ao bom Deus, e o que você pensa de mim não interessa.

Maturidade tem a ver com saber discordar com elegância, com classe. Eu também não entendia isso antes, se alguém discordava de mim já achava que a pessoa não ia com a minha cara. Mas hoje sei que não tem nada a ver, todos podemos — e devemos — ter opinião própria, e mesmo que essa opinião seja diferente da opinião do seu amigo, isso não quer dizer que você não gosta mais daquela pessoa, que vocês agora vão cortar relações ou que você tem que dar unfollow no twitter. Divergir é bom e necessário, e sábios são aqueles que fazem isso sem brigar. Não precisa ser arrogante, mas não há problema em dizer o que você pensa sobre um assunto, ainda que seja diferente do que alguns pensam. E se eles se incomodarem? Problema deles…

“Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação. Caráter é aquilo que você é, reputação é apenas o que os outros pensam que você é.” John Wooden

Garotas da capa

por Mônica Torres

Na fila do caixa no supermercado, a distração que resta, além de dizer não para todos os pedidos de guloseimas que os filhos fazem, é olhar as capas das revistas. Assim como balas e salgadinhos estão ao alcance das pequenas mãos gulosas e impacientes das crianças, as manchetes de todo tipo de publicação brigam pelo nosso olhar.

Tem desde revistinha com as receitas temáticas do mês, como bolos de milho para festas juninas, até as especializadas em decoração, ciência e economia. Claro que quem costuma roubar a atenção são as revistas de celebridades, com todas aquelas fofocas gritando “me compre, que eu conto a última da Danielle Winits” ou “olha quem vai ficar com quem na próxima novela”. Já vi muita mulher, e homem também, parando para ver fotos do mais recente casamento da Susana Vieira.

Mas nada que Susaninha e Dani fazem me surpreende mais do que as manchetes das revistas ditas femininas. De algumas, não se espera grandes profundidades. A proposta está lá, na forma como são produzidas as garotas de capa: sempre estrelas com roupas mínimas e cabelos esvoaçantes. Exatamente como a gente na vida real, né? Claro que não.

Até o delírio de beleza sexy e estonteante, eu não me surpreendo. Como eu disse, está na capa. O que me assusta sempre é a forma como as tais revistas prometem soluções para todos os seus problemas, especialmente nas áreas amor e sexo.

A primeira vez que me dei conta que as revistas femininas podiam ser mais que isso foi no começo de 2001, no lançamento da Trip para Mulheres, ou seja, TPM. Lá naquela longínqua edição estava uma lista de chamadas como “dicas para esquecer um grande amor” e “dez maneiras de fingir um orgasmo” retiradas de revistas femininas. Foi assustador.

Nove anos depois, estou na fila do mercado. Casei, virei mãe, sou profissional com uma certa experiência. Muita coisa mudou. Mas as revistas continuam as mesmas. Na espera para pagar pelas compras do mês é possível ler: “O que chama a atenção do gato na hora da transa? Seu rosto! Veja como tirar proveito da expressão facial para atingir o prazer supremo”. Até uma publicação que promete um olhar mais jovem promete responder às leitoras: “Sexo é mais legal com homens mais velhos ou mais novos?”.

Claro que toda uma cultura de submissão feminina não desapareceria assim. São décadas de pensamento machista imperando entre nós. Em uma pesquisa rápida, até o jovem Google mostra que as revistas femininas são assim – menos ousadas na escolha das palavras, claro – desde os anos 1950. Mas nós não aprendemos nada? Não queremos nada diferente? Não temos outras perguntas para fazer? Pra que precisamos de tantas “dicas”?

Buscamos nestas revistas a educação sexual que não tivemos, a autoestima que nos falta, o amor ideal que sonhamos. E as supostas respostas ficam lá, no display do supermercado, nos tentando como as guloseimas atiçam o desejo das crianças. Mas, meninas, acreditem, estas dicas não vão nos ajudar a ir em frente. Do contrário não estariam lá paradas na fila há décadas. Afinal, até a mais “feminina” das revistas sabe que a fila anda.

Arte?

Você acha que isso é “arte”? (clique na imagem para vê-la como está no original, e não esqueça que isso é só para maiores de 18, foram avisados).

Não? Pois então você está por fora, pois “moda também é arte”! Pelo menos isso é o que dizem os entendidos aqui. Então, se você quer sempre estar por dentro das “tendências”, quer sempre estar “in”, tem que seguir a moda! E pensar como aqueles que a ditam! Seja feliz!

Queria ver se fosse eu que quisesse sair assim na rua! Vamos ver se eles diriam que eu “estou na moda”…

Sonhos na prateleira

Você já teve que colocar algum sonho na prateleira? Eu não conhecia essa expressão, até econtrá-la neste blog. Achei tão bonita que quis escrever sobre ela. Já devia ter feito há mais tempo, mas hoje finalmente resolvi sentar pra falar sobre o assunto.

Acho que o que me fez gostar da frase foi o fato de que eu mesma já fiz isso. Leiam o que a autora do blog escreveu sobre si mesma, para entenderem melhor:

Pus alguns sonhos na prateleira e segui caminhos antes impensáveis – e então me deparei com novos sonhos. Aprendi que viver é isso, também (A Estrada Anil).

Ela está certa. Colocar sonhos na prateleira não quer dizer se desfazer deles, mas sim esperar para que aconteçam no tempo certo, e não quando nós queremos.

Quando eu conheci meu esposo, ele me falou que tinha o sonho de fazer outra faculdade, depois de terminar a que ele já estava fazendo. Não imediatamente depois, não sabia quando seria, mas queria fazer. E eu falei o que pensava e penso até hoje: “não tem problema”.

Só que ele acabou passando no vestibular dessa outra que ele queria fazer logo que terminou a primeira. Nem ele nem eu esperávamos por isso. A gente queria casar primeiro, curtir, eu pensava em fazer minha residência, e achávamos que teríamos tempo para guardar reservas para quando ele viesse estudar. Mas entendemos que Deus queria que a gente viesse para cá naquele ano de 2007, e não depois.

A vida aqui não é fácil. Eu estou trabalhando como queria, graças a Deus. Meu esposo é um dos melhores de sua turma, e também trabalha muito na faculdade. Mas estamos longe da família e amigos há quase quatro anos. Moramos numa cidade de poucos recursos, bem diferente daquelas de onde viemos. Nem todo mundo entende a decisão que tomamos. Afinal, eu poderia estar fazendo residência e meu esposo poderia estar ganhando bem, trabalhando na área em que se formou. Além do mais, estaríamos mais perto daqueles que amamos. Porém, meu esposo estaria infeliz, e talvez se acomodasse e nunca viesse a fazer aquilo com que tanto sonhava,

Mas os sonhos de Deus para nós sempre são maiores que aquilo que pensamos. Cremos — por uma série de fatores — que foi Ele que quis que a gente viesse mais cedo do que esperávamos, e que arranjou tudo para que nos estabelecêssemos aqui. Moramos num bom lugar, temos nossa própria renda, não dependemos de ninguém.

Alguém pode dizer: “e você? E seu sonho de residência? Ele não pode esperar, mas você pode?” Em primeiro lugar, meu sonho não é tão grande como o dele. Em segundo, o sonho dele também já era meu, antes de nos casarmos. Ele não está fazendo apenas uma segunda faculdade, está se preparando para algo bem maior, em que minha presença é imprescindível, e graças a Deus por ser assim, pois faço questão de estar junto dele quando ele estiver finalmente pronto para fazer aquilo a que foi chamado. Em terceiro, depois que ele conquistar seu sonho vai ser a minha vez de ir em busca do meu, e a vez dele de “colocar os sonhos na prateleira”. Ele poderia e gostaria de fazer logo um mestrado e depois doutorado, mas preferiu esperar por mim. Graças a Deus somos um casal que se ama, e sabemos abrir mão de algo quando é para agradar o outro. Temos nossos defeitos, mas sabemos ceder, entendemos que isso faz toda a diferença, saber abrir mão do seu ego.

E por último, quem escolheu que ele realizasse o sonho primeiro foi Deus, não ele e nem eu. Poderia ter sido o meu, mas foi o dele. E aconteceu assim porque Deus quis que fosse assim. Meu esposo ia fazer o vestibular só por experiência, tínhamos certeza que não viríamos pra cá, quando vimos, já estávamos aqui, e muito bem instalados, graças ao Pai. Foi vontade dEle. E isso não faz diferença, não estamos numa competição para ver quem realiza os sonhos primeiro. Vamos conquistando as coisas aos poucos, uma de cada vez, mas sempre juntos, um apoiando o outro. Por isso gostei tanto daquela expressão. Como a autora do blog, “segui caminhos antes impensáveis — e então me deparei com novos sonhos. Aprendi que viver é isso, também”.

“Assim como a batata, o amor acaba”

Leiam:

Marília Gabriela se irritou nesta terça-feira ao ouvir de uma repórter o nome do ex, Reynaldo Gianecchini, na coletiva para lançar o programa “De frente com Gabi”, que estreia dia 6 de junho à meia-noite no SBT . “Sei exatamente aonde você quer chegar. Eu sabia que ia partir para a baixaria. Estou separada do Giane há quatro anos e as pessoas ainda se dão ao direito de perguntar sobre este assunto”, disparou a jornalista.

Com a insistência da imprensa em saber detalhes da vida pessoal do ator, que disputa na justiça a propriedade de um imóvel com o ex-empresário, Gabi abriu a guarda e falou sobre o término da relação com o galã. “Assim como alimentos perecíveis, como a batata, o amor acaba. Eu fui absolutamente feliz com ele durante oito anos, mas o casamento acabou e cada um seguiu seu rumo. Hoje estou solteiríssima. Faço aula de inglês, francês, piano, canto, trabalho. Estou ocupada. Mas meus relacionamentos não são planejados, eles acontecem” (Retratos da Vida).

Comparar amor com batata foi forçado hein? E amor acaba? Bem, só se for esse “amor” de “celebridades”, que de amor não tem nada. Amor não é sentimento. Amor é princípio. Amor é uma decisão diária de amar “apesar de” e “por causa de”. Não estou dizendo que você tem que amar um crápula que só te faz sofrer, mas sim que, se o que existe é amor verdadeiro, isso não vai acabar por qualquer coisa, como por exemplo a famosa “incompatibilidade”. Não estou negando que um relacionamento possa acabar, dependendo das circunstâncias, o que quero dizer é que se acabou, não era amor. Podia ser paixão, fogo, brincadeira, o que quer que seja, menos amor…

Fico com a Bíblia: “O amor jamais acaba” (I Coríntios 13:8). Se houver amor mesmo, o casal pode até se separar por ‘n’ razões, que talvez impeçam a convivência, mas o amor persiste. E podem até voltar a ficar juntos.

Leia mais aqui:

“Casamento sem data de validade”

Perfeitas, por favor?

Para entender do que se trata, leia essa matéria (tentando fazer posts pequenos!).

“O que é mais importante na vida do que a família?”, disse Gisele. Mas se é assim, por que aparecer seminua na tv? Pra dizer que está em forma cinco meses após o parto? E como isso pode ser importante na vida dos brasileiros?

“Ah, Daniella, deixa de ser chata, toda mulher fala sobre essas coisas”. Exato! Toda mulher conversa sobre isso. Mas pra que fazer uma “reportagem” num programa que deveria ser “jornalístico”, além de só entreter, tratando desse assunto? Que importância ele tem afinal? Talvez seja importante pra ela, porque vive da aparência. Na minha (e na da maioria das pessoas normais) profissão, eu só preciso mesmo do cérebro, obrigada.

Mas o mais chato é que isso gera uma pressão, apesar de muitas vezes inconsciente, na cabeça das mulheres de que, cinco meses após o parto, elas têm que estar perfeitas, que nem a Gisele! Como se não bastasse a pressão para ser mãe — porque está “na moda” — agora tem a pressão do “depois de ser mãe”: ser magrinha e perfeita de novo. Como se toda mulher fosse como ela, como se todas conseguissem isso, como se isso fosse realmente importante. E o que acontece? A mulher fica nessa neura de que não é “perfeita”, e aí vêm a baixa autoestima, a falta de amor próprio, a depressão… Mas não tem problema, né? Afinal, essa reportagem não é “nada de mais…”

Amizade entre homem e mulher existe?

Eu sei que sou prolixa e às vezes acabo sendo repetitiva também. Mas hoje quero falar de algo que ainda não falei no blog, embora tenha uma opinião formada sobre o assunto: amizade entre homem e mulher existe?

Bom, para mim existe sim. Tenho amigos homens, com quem converso sobre o tempo, teologia (né Thiago?), filmes, músicas, etc. Pessoas por quem oro e que tento ajudar no que posso, sempre que necessário. Isso a meu ver é amizade. Mas acho que é aí que reside o nó. Que tipo de amizade (eu penso que) existe entre os sexos opostos?

Já falei aqui várias vezes que não creio em amor à primeira vista, já que não se pode amar um desconhecido. Mas paixão à primeira vista pode ocorrer sim. Então, o problema não é o “à primeira vista”, e sim se é amor ou paixão. No caso da amizade homem e mulher, o problema não é se ela existe, e sim como é essa amizade. Uma amizade como essa que eu tenho, eu creio que exista sim, eu sou prova disso. Agora, melhores amigos? Não, essa “amizade” não existe, na minha opinião, simplesmente porque ela não dura.

Explico: eu ainda não conheci casais que são melhores amigos (e apenas isso, segundo eles) em que um dos dois, pelo menos, não haja se apaixonado pelo outro. Isso quando os dois não se apaixonam. Pode dar certo? Pode. Conheço melhores amigos que namoraram, noivaram, casaram e hoje são pais. Mas pode não dar. E aí a amizade nunca mais volta a ser a mesma, claro.

Então, essa história de “melhores amigos” pode até existir por pouquíssimo tempo, mas depois logo se transforma em interesse amoroso. É o que venho percebendo ao longo dos anos (e se não ocorre nada, talvez não sejam tão “melhores amigos” como imaginam). Por isso que não acredito nisso. Porque dura tão pouco tempo até que um (ou os dois!) se apaixone que nem acho que dá pra contar como amizade verdadeira. Mas é bom que seja assim, pois o melhor amigo da mulher tem que ser seu namorado/noivo/marido e do homem, sua namorada/noiva/mulher, caso contrário a coisa não vai para frente. Então, se os “melhores amigos” namoram e dá certo, que bom, já são melhores amigos. Se dá errado, eles vão se afastar com o tempo, o que é bom (não dá para começar a namorar outra pessoa sendo “a melhor amiga” do ex).

Portanto, se você acha que está se tornando o(a) “melhor amigo(a)” de alguém do outro sexo, não é exagero tomar um pouco de cuidado, para não machucar ou sair machucado. A não ser que você não se importe de se envolver com essa pessoa, porque é provavelmente o que vai acontecer: ou ela, ou você, ou os dois vão acabar se apaixonando. Por isso é que digo e repito: não acredito que um homem e uma mulher possam ser os “melhores amigos” um do outro (a não ser que já estejam juntos mesmo). Se for investigar a fundo, vai ver que pelo menos um dos dois tem “segundas intenções”, o que pode ser bom ou ruim, aí vai depender do ponto de vista, rsrs….

Como salvar seu casamento

Terceiro post seguido sobre casamento! Também pudera, num blog de quem adora falar sobre o assunto, não poderia ser diferente… Retirei esse texto do blog “Saúde e Família, e o que está entre colchetes são os comentários da dona do blog. Os meus estão em vermelho.

A revista Época da semana passada trouxe como matéria de capa uma reportagem intitulada “Como salvar seu casamento”. Achei especialmente interessantes as dicas “6 conselhos que podem ajudar”, elaboradas por psicólogos e estudiosos do casamento:

1. Modelo de casamento. Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico. Pois ele não é. Talvez, se tivéssemos mais informação sobre como o casamento se dá, teríamos menos decepções com ele. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel ao outro [mas também é alimentar o romantismo, sim]. Também acho que um pouco de romantimo não faz mal a ninguém. O casamento pode ter o seu lado romântico, aliás, deve. O fato é: nem sempre vai existir aquela sensação de que você está num conto de fadas; há conflitos e problemas que devem ser resolvidos, há contas a pagar, há decisões a tomar. Mas nada impede jantares românticos à luz de velas, saídas juntos, nem que seja só pra caminhar de mãos dadas, presentes e ideias criativas em aniversários ou datas especiais (ou mesmo sem data especial, um presente, um carinho, sempre é algo bem-vindo em qualquer data)…

2. Passar tempo juntos. Uma das principais causas das separações é o casal não passar muito tempo junto. Priorize seu casamento. Tire férias ao menos uma vez por ano sem as crianças [hmm, difícil…] e desligue-se do trabalho. Sobre filhos não posso comentar muito pois não os tenho (mas acho que é possível sim tirar férias sem ele, no encontro de casais que um pastor promoveu em minha igreja, a recomendação que ele mais fez foi: não tragam os filhos — os dele ficaram na casa de minha mãe — pois iria atrapalhar sim, e sempre dá-se um jeito), agora quanto ao tempo junto: extremamente importante ainda mais pra quem tem “tempo de qualidade” como sua linguagem de amor (meu caso). Deve-se fazer o possível pra ter tempo com o cônjuge, se não o relacionamento enfraquece.

3. Fazer sexo. Sexo é uma das mais importantes conexões do casamento. Faça o que for necessário para manter a chama acesa. Estimule sexualmente o companheiro, mesmo que a princípio ele, ou ela, não esteja a fim. Com certeza, isso é importante demais. E bom também!

4. Flerte. Lembra-se de como você e seu companheiro flertavam no início do relacionamento? Faça isso continuamente, e sua relação será mais excitante. Casamento não é apenas sexo. O carinho também é muito importante. Andem de mãos dadas; sentem-se juntos no sofá; se aninhem. Nem preciso comentar, perfeito.

5. Converse. Procure sempre bater papo. Fale sobre seus sentimentos e os assuntos importantes do dia. Se estiver magoado com seu parceiro, não se feche. É importante manter os canais de comunicação abertos. Idem ao anterior.

6. Isolamento ocasional. O fato de estar casado com alguém não significa estar grudado naquela pessoa. É importante que cada um tenha seu espaço, seu tempo. […] E às vezes até manter um lugar na casa onde possa ficar só. A solidão nos faz querer ir ao encontro do outro. Exato, e em casa temos isso, nosso espaço pra ficarmos sós. Temos nossas atividades e hobbies, isso é importante pra manter a individualidade e dá saudade também (digo por experiência!).

Em se tratando de “como salvar” um casamento, senti falta da dica que seria a mais importante de todas: convidar o Salvador para o casamento. Casais que oram, tem uma (a mesma) religião e cultuam juntos são muito mais felizes em todas as áreas da vida. Segundo o apóstolo João, Deus é amor. Se falta amor no casamento, atitudes planejadas (ao estilo Desafio de Amar) ajudam, mas a fonte do verdadeiro amor é Deus. Amando ao nosso Criador teremos muito mais amor para dar ao cônjuge e aos demais familiares.

Como diz uma musiquinha antiga: “Se na família está Jesus, é feliz o lar.”

(Débora Borges, com comentários meus em vermelho)

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