Pensamentos

Arquivo para o mês “novembro, 2009”

Cigarro & câncer

O primeiro perfil de pacientes do Instituto do Câncer do estado de São Paulo reafirma os males causados pelo cigarro e pela bebida: um em cada quatro tem histórico de alcoolismo ou tabagismo. De acordo com a pesquisa, 10% dos pacientes são jovens com menos de 30 anos. A maioria tem tumores que afetam o sangue. Quanto maior a idade, maior a incidência de câncer: 64% dos doentes têm mais de 50 anos.

Para quem pensa que o fumo está relacionado apenas a tumores de pulmão, boca e garganta, vai aí um dado alarmante: o maior índice de fumantes está entre os pacientes com câncer de rim e de próstata. O cigarro fez ou ainda faz parte da rotina de 46% deles.

“Essas substâncias tóxicas do cigarro vão para a circulação sanguínea e acabam afetando muitos outros órgãos do corpo humano”, explica Giovanni Guido Cerri, diretor do Instituto do Câncer.

É o caso de Tadeu Vilela Rodrigues, de 23 anos. Ele descobriu, no ano passado, um linfoma, um câncer no sistema que faz a limpeza do sangue. Enquanto espera por um transplante de medula, conta num blog como supera cada etapa do tratamento. “A gente pode ter uma vida normal, pode sair, ver amigos, pode namorar inclusive”.

Seu Cássio, que acaba de descobrir um câncer no pulmão, fumou durante 30 anos. “Naquela época era bonito fumar”, conta. Manter bons hábitos alimentares, fazer exercícios físicos ajuda a prevenir doenças, entre elas o câncer, segundo o diretor do Instituto do Câncer.

(Do G1)

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Nada de novo, mas não custa lembrar…

Temperamentos

Os quatro temperamentos nos personagens infantis: Pooh, o fleumático; Tigrão, sanguíneo; Leitão, colérico e Bisonho, claro, melancólico

Bom, resolvi deixar a melancolia, tendência à depressão e tristeza pelos meus defeitos de lado. Andei pensando em algo (ligado a relacionamentos, só pra variar um pouquinho) e resolvi escrever um post.

Muitas pessoas se “batem” constantemente com outras. Brigam direto e por qualquer coisa. Parecem gasolina e fogo: se juntar dá uma explosão. E isso geralmente ocorre com casais ou duas pessoas que ainda não estão juntas, mas estão interessadas uma na outra. O que acontece? Por isso dificultar um relacionamento, elas ou se separam, ou nem mesmo começam a namorar.

Só que dali a um tempo, conhecem outra pessoa e começam os elogios: “ah, fulana me entende”, “nossa, fulano é tão compreensivo, ele não é grosso como beltrano, pelo contrário, é muito gentil”, e ainda “meu namorado e eu nunca brigamos”… Claro que é bom elogiar, eu nunca poderei criticar tal coisa, porque é ótimo e necessário. Mas as pessoas começam a pensar que agora, finalmente, encontraram os “príncipes” e “princesas” de suas vidas. Que os “ex” eram seres malvados e mesquinhos, mas agora encontraram verdadeira alegria. Porém, perdoem-me pela intromissão, mas quero dizer que nem sempre tudo é culpa do(a) ex. Nem sempre ele(a) é o(a) malvado(a) da história. Quero dizer, nem sempre o problema é ele(a). Mas sim vocês dois juntos…

Deixe-me explicar: existe uma coisinha chamada temperamento. Não, isso aqui não tem nada a ver com signos, nem é um post de autoajuda. E eu também sei que os psicólogos não consideram apenas os quatro temperamentos como a única forma de explicar uma pessoa ou suas características. Mas verdade seja dita: eles dizem muito sobre quem somos, e se não explicam tudo sobre nós, nos revelam várias coisas que não entendíamos, e servem como motivação para compreendermos porque somos assim e no que precisamos mudar (tanto que as teorias mais modernas se baseiam na dos quatro temperamentos de Hipócrates).

Pois bem. Esses quatro temperamentos se dividem em:

1) Colérico: o líder por natureza, independente, firme, otimista, enérgico

2) Melancólico: sensível, idealista, leal, confuso, e muito, muito crítico (eu sei!)

3) Sanguíneo: simpático, extrovertido, afável, destaca-se num ambiente com muita facilidade

4) Fleumático: o pacificador, calmo, diplomata, sabe “contar piada sem rir”

Todos nós temos um pouco dos 4, mas um sempre se destaca. E, claro, eles não têm só qualidades, mas muitos defeitos também (por isso que falei que é bom conhecer qual o nosso, para trabalharmos as dificuldades, se você não sabe qual é o seu, clique aqui). E aqui é onde eu queria chegar: muitas vezes entram em nosso caminho pessoas com o temperamente exatamente idêntico ao nosso. Entenda que, mesmo você sendo melancólico, você não tem necessariamente que ter TODAS as características desse temperamento, umas você tem, outras não. Mas falo aqui, por exemplo, de um melancólico que encontra em seu caminho outro que tem quase que 100% das características dele.

Duas pessoas com o mesmo temperamento, ou vão brigar e se desentender muitíssimo, ou vão ficar indiferentes uma à outra (mais uma vez, não tem nada a ver com signos, isso é real). Não quer dizer que pessoas de temperamentos iguais não podem se relacionar, mas vai ser mais complicado e vão ter que lidar com mais coisinhas para ajustar. Daí o motivo de, talvez, você não ter se dado tão bem com aquele paquera, ou mesmo ex-namorado. Não vá logo culpando o outro, “caindo de pau” em cima dele. Talvez ele não seja um malvado, mas, porque vocês eram de temperamentos semelhantes, havia muita tensão. Por isso tanto conflito.

Por isso, pense bem antes de culpar “o outro” ou “a outra”. Às vezes — e eu disse às vezes, não sempre — o problema pode ser apenas o temperamento. Vale a pena buscar conhecer o seu temperamento e o do(a) seu(sua) namorado(a), noivo(a) ou esposo(a). Faça o teste, leia sobre o assunto (a internet tá cheia de material muito bom), e se descobrir que o(a) companheiro(a) tem um temperamento parecido com o seu, não se desespere: trabalhem juntos para conciliar — por incrível que pareça — as semelhanças, pois elas podem ser a causa dos problemas. Um livro muito bom sobre isso é o “Temperamentos transformados” de Tim LaHaye.

Deixo com vocês alguns links e uma imagem que podem ajudar. Qualquer dúvida, entrem em contato 😉

Teoria dos 4 temperamentos

Os quatro temperamentos humanos

Temperamentos

Além disso há várias comunidades no orkut que falam sobre os temperamentos que mais combinam (como esta). Deem uma procurada por lá também 😉

De temperamento melancólico…

É um temperamento analítico, abnegado, bem dotado e perfeccionista. Isto o faz admirar as belas artes. É introvertido por natureza. Mas as vezes é levado por seu ânimo a ser extrovertido. Outras vezes enclausura-se como caramujo, chegando a ser hostil. É amigo fiel, mas não faz amigo facilmente, por ser desconfiado. Tem habilidade de analisar os perigos que o envolve. Força-se a sofrer e sempre escolhe uma vocação difícil, que envolva grande sacrifício pessoal. Muitos dos grandes gênios do mundo, artistas, músicos, inventores, filósofos, educadores e teóricos, eram melancólicos. Podemos ver estas características em personagens bíblicos de projeção como, Moisés, Elias, Salomão, o apóstolo João e muitos outros.

Vejamos suas forças e fraquezas:

Forças: Habilidoso, delicado, leal, idealista e minuncioso…

Fraquezas: Egoísta, amuado, pessimista, confuso, antisocial e vingativo…

Problemas causados: Espera muito das pessoas, em troca do que faz. Intromete-se onde não deve, gasta tempo com o que não deve, atrapalhando seu serviço, tem aversão as pessoas que têm ponto de vista diferente, entra em atrito com as pessoas que se opõem ao seu caminhar.

Na Bíblia vemos como melancólico Moisés: Muitos personagens da Bíblia demonstraram possuí-lo, mas o mais destacado foi Moisés; ele era talentoso At.7:22; abnegado, Hb.11:23-27; perfeccionista (Deus usou essa qualidade para lhe dar os detalhes da Lei, da justiça divina e do Tabernáculo); leal (os livros da Lei, revelam isso) e extremamente dedicado, Ex.32:31-32. Mas sofria de um complexo de inferioridade que trazia à tona todas as fraquezas do melancólico, Ex. 3:11-13; Ex. 4:1,3,10,13. Muitas vezes se deixava dominar pela ira, Nm.20:9-12 e pela depressão, Nm.11:11-15.

Profissionalmente: Podem ser artistas, músicos, inventores, filósofos e educadores.

Dicas para servir a Deus: Se você é melancólico, use toda sua sensibilidade, habilidade e dedicação ao Reino de Deus e evangelize pelas artes.

(Blog Canção Nova)

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Estou com a sensação de que nunca fui tão bem definida…

Críticas

Hoje o post não vai ser sobre relacionamento, comportamento, aconselhamento e nem vou dar “meu pitaco” sobre algo que aconteceu no Brasil ou no mundo. Hoje eu apenas preciso desabafar…

Quem me conhece sabe que eu sou muito crítica, não só comigo mesma, mas com os outros. Eu poderia culpar meu temperamento por isso: sou melancólica, e uma das principais características de quem é assim é exatamente a crítica. Mas eu sei que o problema sou eu mesma.

Podem até dizer que, se for construtiva, a crítica é boa. Mas eu não creio muito nisso. Crítica é crítica, e fere quem é atingido por ela. Fere porque somos humanos, e ninguém gosta de ouvir que algo que pensa/fala/faz é errado ou pelo menos tem algumas falhas.

Sou cristã. E como cristã sei o quão errado é sermos críticos (no sentido de criticar comportamentos ou atitudes de outros, não no sentido de avaliarmos coisas). Na verdade, muitos não se tornam cristãos ou até detestam os cristãos por muitos destes serem críticos. Adoramos criticar o comportamento dos outros (embora não queiramos que ninguém critique o nosso), e achamos isso o máximo. Mas esse não foi o método ensinado por Jesus. Se você for olhar na Bíblia, você vai encontrar o que Ele falou sobre esse assunto:

Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão (Mt 18:15).

Esse é o jeito certo. Esse é o método. Se nós cristãos agíssemos mais assim, não ia haver tanta gente avessa a qualquer coisa que remetesse ao Cristianismo.

Eu, porém, tenho falhado muito nesse aspecto. Prefiro ficar comentando coisas erradas (ou que às vezes nem o são, apenas eu acho) que as pessoas fazem ou dizem, ou remoendo dentro de mim mesma, ou até ficar soltando indiretas, do que ir direto ao ponto e falar com a pessoa sobre algo que ela fez e que me incomoda, ou mesmo que tenho certeza de que está errado. Sim, porque a mesma Bíblia que citei há pouco também diz:

Se eu disser que um homem mau vai morrer, mas você não o avisar para que mude o seu modo de agir e assim salve a sua vida, aí ele morrerá, sendo ainda pecador. Nesse caso, eu considerarei você como responsável pela morte dele. Porém, se você avisar o homem mau, e ele não parar de pecar, ele morrerá como pecador, mas você viverá (Ez 33:8 e 9).

Parece forte — e é. Mas o principal que Deus quer dizer é: se você sabe que seu companheiro está no erro e não avisa, você está errado. Aí você pode pensar: “mas quem é você pra falar qualquer coisa se também erra — se não nesse, mas em outros aspectos da vida?” Realmente, sou pecadora. Sou como um “pano sujo” (Isaías 64:6). Mas posso e devo ajudar quem está no erro e não sabe. Só que devo fazer isso com carinho e amor, indo diretamente à pessoa, conversando com ela como forma de ajudar, e não criticando pelo prazer ou vício de criticar.

Estou passando exatamente por isso agora. Li algo (o que é não vem ao caso, e espero que ninguém me pergunte sobre porque não irei responder, e também isso não é o mais importante) e logo pensei em despejar críticas ao meu esposo (que é o único que tenho por perto pra desabafar rsrs). Ou então escrever um post no blog, ou quem sabe “tuitar” acerca do ocorrido (claro que de forma covarde, sem dar nome aos bois). Porém, como estou me policiando pra não agir mais dessa maneira, resolvi me segurar. Não sabem como é difícil não fazer, ainda mais porque noto que parece que gosto mais de criticar algumas pessoas que outras. Como se quisesse me vingar por algo, ou me mostrar superior a elas — como se dissesse: sou melhor que você porque não ajo como você. Pode parecer um vício, mas para mim é mais como uma tentação, como se fosse o Inimigo das almas me puxando por um de meus pontos mais fracos — a crítica — e me dizendo: “Vai fala, diz o que você pensa. Você sabe que está certa não é? Então fale…”, e Jesus do outro lado, sussurrando: “Não Daniella, não faça assim, você sabe o que eu te ensinei”. É mesmo um Grande Conflito, e machuca, dói, incomoda, irrita, você tenta pensar em outra coisa e não consegue… Como fico decepcionada com isso, por ser assim, isso vocês nunca irão conseguir avaliar. Nem vocês, nem meus amigos, e acho até que nem meu marido. Engraçado que ontem mesmo falava com ele sobre um livro que acabei de ler, e que mostra que algumas coisas nem o seu esposo consegue resolver. Só Deus…

E agora eu me sinto horrivelmente triste. Parece que sou a pior pessoa do mundo, porque acredito que nenhuma das pessoas próximas a mim seja como eu. Talvez até sejam, eu que não saiba. Mas eu penso muito em minha mãe. Eu nunca fui de “dar trabalho”. Acho que sou uma boa filha (melhor perguntarem a ela…), mas já fiz, sim, coisas que ela sabia serem erradas (como numa festa de casamento em que bebi cinco taças de champagne). Mas minha sábia mãe não me bateu, nem me deu sermão, nem nada dessas coisas. Eu vi o seu resto sério e preocupado, mas sei que ela fez o melhor: orou por mim. Isso é melhor que qualquer crítica. E eu sei que é o melhor que devo fazer. Até porque pra mim é difícil chegar e conversar com uma pessoa que sei (ou acho) que está fazendo algo errado. Tenho medo de magoar falando, mas acho super fácil criticar “pelas costas”. Vai entender…

Mas o que mais me incomoda é o fato de eu achar tão difícil não fazer o que quero. É assim mesmo né? Paulo falou:

Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço (Rm 7:19).

A melhor coisa é orar. E é isso que pretendo fazer. Se não pode dizer nada de bom sobre alguém, não diga nada, já diz o ditado. Só que não é nada fácil… Mas por incrível que pareça, escrever aqui me ajudou demais. Eu sei que Deus usa esse blog pra falar comigo e através de mim. E o único jeito é me apegar a Ele. É o único que entende completa e perfeitamente as lutas que travo, e porque amo tanto fazer o que sei ser errado.

Ainda gosto muito de criticar, mas quando recebo críticas abertas ou mesmos veladas, com olhares que dizem mais que mil palavras, percebo o quão má é essa coisinha que tanto amamos fazer com os outros, mas nunca receber. Por isso agora entendo que preciso mudar, e deixar cada um viver a sua vida, assim como eu quero viver a minha. Fazendo suas escolhas e buscando sempre acertar. Entendo que preciso orar, por mim e pelos outros. Na hora certa, se assim tiver que ser, se for da vontade de Deus, se for o melhor para aquela pessoa, ela vai cair em si, acordar e ver que precisa mudar. Se minha mãe agiu assim comigo, se o próprio Deus age assim comigo todos os dias, sei que é assim também devo agir assim com os outros…

Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês (Mt 7:12).

Ser mulher…ser santa!

sadwoman2Recentemente vi numa propaganda de um produto para mulheres, com participação de uma famosa atriz global, várias mulheres (inclusive ela) emitindo frases como: “Sou incansável”, “Sou batalhadora”, “Sou poderosa”, entre outras. Pesquisando comunidades no orkut, achei uma intitulada Ser mulher… Ser santa!, cuja descrição desfia frases como “Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda”, e várias outras que praticamente endeusam o sexo feminino.

Entendam que eu não tenho absolutamente nada contra a valorização da mulher. Eu sou mulher. Não me considero nem um pouco machista (porque infelizmente existem muitas mulheres que o são). Mas ver esse comercial e esbarrar nessa comunidade me fizeram pensar se não há, na verdade, não uma valorização, mas uma exigência descabida do que é “ser mulher”.

Eu sei que a mulher é bastante resistente à dor, seja ela física ou emocional. Sei também que, devido a tanto preconceito que existiu (e ainda existe) contra a mulher, ela tenha se tornado mesmo batalhadora, lutadora, conquistando espaços não imaginados até certo tempo atrás. E também acho que as mulheres são, sim, muito especiais. Gosto muito de uma história bíblica que mostra o quão fortes somos. No tempo em que a profetisa Débora era juíza em Israel, estava para acontecer uma batalha entre esse povo e o exército de Jabim (rei de Canaã, que havia dominado e maltratado o povo de Israel por vinte anos), cujo comandante era um homem chamado Sísera. Débora, então, chamou Baraque, e disse que Deus havia dado uma mensagem: deviam ir e lutar contra Sísera, pois sairiam vencedores. Baraque então disse: “Só irei se você for comigo. Se você não for, eu também não irei.” Ela respondeu: “Está bem! Eu vou com você. Mas você não ficará com as honras da vitória, pois o Senhor Deus entregará Sísera nas mãos de uma mulher.” Essa mulher não era ela, mas Jael, personagem que aparece mais adiante na história. Mas, de qualquer forma, uma mulher. Sem contar o medinho de Baraque, que queria porque queria ir com Débora. Essa devia ser mesmo uma mulher de fibra!

Eu admiro muito essas coisas, mas fico pensando se às vezes não se exigem coisas demais das mulheres. Somos e devemos ser, sempre que necessário, fortes, batalhadoras, lutadoras, incansáveis. Mas não dá pra ser assim o tempo todo. Simplesmente não dá. Todos, sejam homens ou mulheres, temos nossos momentos de fraqueza, de ficarmos tristes, de desabarmos, seja física ou emocionalmente. Não dá pra ter essa fibra de Débora o tempo todo, ou ser santa 24 horas por dia. Infelizmente, se em alguns comerciais vemos as mulheres serem tratadas como perfeitos objetos, em outros vemos uma cobrança velada de uma perfeição que não pode existir.

Já não basta sermos boas companheiras, boas profissionais ou boas mães, temos que ser sempre batalhadoras, lutadoras e incansáveis. Sempre temos que ter uma palavra amiga para dar a quem precisa, mesmo que nós mesmas estejamos devastadas por dentro. Não podemos mais chorar, pois isso demonstra fraqueza (já ouvi mulheres dando essa justificativa para não chorarem em público). Não podemos querer carinho, colo, pois somos nós que sempre devemos estar prontas para dar essas coisas. Não podemos ficar irritadas, chateadas, exasperadas, temos que ser sempre calmas e fazer tudo corretamente sempre, afinal, temos que ser santas

Não sei vocês, mas eu não consigo ser assim 100% do tempo. Eu choro, eu fico triste, nem sempre tenho uma “palavra amiga” e muitas vezes sou eu quem precisa dela. Não consigo ser “educadinha” e delicada o tempo todo, muitas vezes me irrito e até grito. Não dá pra ser “princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda”. Às vezes — quem sabe muitas vezes — temos necessidade de sermos apenas plebéias, de ficarmos sozinhas, de termos um ombro amigo pra chorar. Não dá pra sermos fortalezas inabaláveis o tempo todo. Não podem exigir isso de nós… Somos seres humanos e, como todos os demais, precisamos, em vários momentos da vida, ser simplesmente isso: humanos.

Mulher objeto

barbie01Vi esse post no blog Criacionismo (que sempre estou acompanhando) e não tive como não republicá-lo aqui. Muito bom!

Nos anos 70, programas humorísticos, um deles com forte aceitação do público infantil, apelavam frequentemente para o surrado clichê da mulher como objeto, vulgarizando-a. “Ô, bicho bom!” “Tesooooouro!” “Bocãããoooo!” Nas décadas de 80 e 90, era comum que ninfas pós-adolescentes aspirantes à celebridade veiculassem em revistas de fofoca romances bem calculados com personalidades já famosas a fim de pleitear contratos de fotos com revistas masculinas e, talvez, oh, supremo anelo!, um programa televisivo infantil onde pudessem faturar milhões empurrando quinquilharias e tatibitátis musicais para toda uma geração de consumidores-mirins. Em minha geração, o comportamento sexual despontava por volta dos 14 ou 15 anos. A geração que me sucedeu reduziu significativamente essa idade. Hoje, meninas de 10, 9 e até 8 anos já começam a se vestir e a se maquiar como mulheres adultas.

O cardápio cultural vem tendo grande influência nesse fenômeno. Novelas, séries, filmes, comédias e reportagens, enfim, é difícil assistir a algum programa que não explore, quase sempre de maneira permissiva, a questão da sexualidade como elemento decisivo nas relações sociais. Mesmo campanhas públicas para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis mais incentivam que previnem a irresponsabilidade sexual. Em um comercial, por exemplo, um garotão, talvez ainda menor de idade, bolina uma garota em plena rua enquanto essa o repele sem muita convicção – até que ele lhe mostra um preservativo embalado – e pronto! Ela já se anima toda (tão afoitos estão que a propaganda acaba sem que tenhamos certeza se ao menos irão procurar um local privado para o ato). Noutro comercial, um sujeito acorda de ressaca, nu sobre uma cama. Olha para os lados, confuso, sem saber onde se encontra. A seu lado, uma mulher igualmente nua (ou seria um travesti?), que ele não reconhece. Angústia. Súbito, vê no chão uma embalagem aberta de preservativo, e sorri aliviado. Mensagem da propaganda do Ministério da Saúde? A camisinha, e só ela, nos garante a santa paz. Então ficamos assim: o preservativo é o norte ético quanto a decisões sobre comportamento sexual. Demais fatores como afetividade, compromisso e valores morais tornam-se irrelevantes. E ai do carola que questionar essa visão de mundo!

Há que se lembrar que nossa imagem no exterior não é lá das melhores. Já em meados do século passado, celebridades do cinema mundial por cá aportavam em busca de liberdades não permitidas em seus países. Até alguns anos atrás a divulgação turística do Brasil incentivava o turismo sexual. Mesmo hoje nossas mulheres (mães, esposas, irmãs e filhas) são imaginadas pelo estrangeiro como ninfomaníacas insaciáveis e incontroláveis. Nas nossas praias a anedota já ficou batida: em vez de o biquíni esconder as pudendas, as moças usam as pudendas para ocultar o biquíni. Nosso carnaval dispensa comentários. Nossos bailes funk classificam as participantes, muitas delas adolescentes, em três categorias: as tchutchucas – moças nem sempre disponíveis para o sexo; cachorras – garotas de vida sexual eclética e regular; e as preparadas – que comparecem sem nada por baixo da minissaia a fim de facilitar diversos intercursos ali mesmo, no próprio local do baile.

Enfim, poucos aspectos da vida social e cultural do brasileiro deixam de ser, de algum modo, influenciados por uma visão licenciosa e impessoal do sexo.

O longo preâmbulo acima poderia indicar uma reprovação direta ao vestuário da jovem Geysi Arruda, que precisou sair de sua faculdade, a Uniban, escoltada por policiais. Pois a intenção é justamente oposta. Examinemos as diversas análises do caso veiculadas na imprensa. Na maioria das abordagens, o comportamento dos agressores foi condenado. Contudo, essa condenação quase sempre se mostrou uma mera concessão antes de se focar prioritariamente o ponto escolhido: a moça se comportou mal, a moça provocou – em suma, a moça apenas colheu o que plantou.

Isso nos remete a um passado próximo, quando se tornou inadiável a criação da Delegacia da Mulher. Os mais jovens não se lembrarão, mas há não muito uma mulher que fosse registrar queixa contra agressões físicas e sexuais era tratada com desinteresse e até desdém pelas autoridades, geralmente homens. “Foi bolinada, estuprada? Que roupa você estava usando? Qual era a sua maquiagem?” Ao sofrimento pela barbárie somavam-se o descaso e o preconceito. Imagine-se o horror de uma mulher ferida, brutalizada, violentada passando de vítima a responsável por seu próprio sofrimento. E dentro justamente da repartição pública destinada a proporcionar-lhe proteção física e jurídica.

Voltemos ao caso de Geysi. Vamos fazer todas as concessões possíveis, vamos dar crédito a todas as ilações mentirosas de seus detratores. Vamos supor que ela fosse uma meretriz que frequentava o ambiente acadêmico para expor sua… mercadoria (na verdade, ela fora à escola com o tal vestido para, saindo dali, comparecer a uma festa). Vamos supor que não usasse calcinha (mas usava). Vamos supor que ela cruzasse as pernas propositadamente, como Sharon Stone no filme “Instinto Selvagem”, a fim de exibir a genitália aos colegas, e que houvesse sido essa sua intenção ao subir a rampa do prédio. Vamos supor que a sociedade e a cultura brasileiras primassem pelo recato absoluto e que não houvesse em nosso país uma única mulher além de Geysi que cometesse, publica ou privadamente, todos os desatinos acima. Ainda assim seria o caso de que o linchamento ocorrido fosse alternativa aceitável a um julgamento justo e civilizado por parte da faculdade ou mesmo do Poder Judiciário? Chegamos a isso?

Revisemos. Dezenas de alunos (e alunas) participaram ativamente da agressão. E note-se: a motivação não foi de natureza sexual, como se pretende. Houvesse exclusivo e genuíno interesse sexual e a moça teria sido raptada ao final da aula para ser violada, talvez até assassinada, em algum lugar escuso; é assim que tarados agem. Estamos a tratar de um crime gerado unicamente por ódio – no caso, uma de suas piores exteriorizações, a misoginia; um ódio inclemente, sem a mais mínima compaixão – as cenas o provam. E esse ódio mostrou-se ainda mais evidente nas garotas que participaram do delito. Os guardas da escola o incentivaram por meio da omissão e até do deboche. A humilhação foi filmada e divulgada mundo afora, comprometendo por muitos anos a privacidade da vítima. Nos dias posteriores, a diretoria se eximiu, se omitiu e relativizou o crime cometido dentro de suas dependências. Na TV e nos jornais, oportunistas de sempre do infame mercado de livros de autoajuda concentraram sua reprovação no comportamento relativamente indesejável da garota em vez de repudiar exclusivamente seus agressores por crimes previstos na legislação de qualquer país (Atenção! Digo “comportamento relativamente indesejável” porque a nossa sociedade é vezeira em apreciar e mesmo idolatrar comportamentos incomparavelmente piores – vide a audiência cativa das temporadas do Big Brother, onde toda podridão, todo desvio de caráter que não ofenda o código penal é exibido em minúcias, incentivado, celebrado e sugerido como norma de conduta aos seus espectadores).

Resumo da ópera: por mais que se transfira para Geysi – ainda que com finalidade pedagógica – a responsabilidade pelo bullying coletivo que ela sofreu, a indumentária e os hábitos das jovens brasileiras pouco mudarão. Porém, mesmo que nossas jovens optem por roupas mais sóbrias em ambientes públicos, elas continuarão, durante as festas, a ser embebedadas, drogadas e seviciadas em banheiros, quartos e porões – com direito a seções de foto e filmagem para execração planetária. E haverá sempre, sempre e sempre aqueles (e aquelas) que dirão: “Que vacilo dessa otária!” “Também, quem mandou dar bobeira…”

Já os agressores que estudam na Uniban… Sua tímida e relativizada reprovação servirá de estímulo a atos semelhantes ou piores. A julgar pela interpretação do caso, o homem brasileiro sai desse lamentável episódio um pouco mais convencido de que suas balizas morais se subordinam à interpretação (fundamentada ou não) do comportamento de sua vítima em uma espécie de determinismo fatalista, que pode se estender também, por que não?, à trapaça, à fraude, à extorsão, ao espancamento e ao homicídio.

Ao centrarmos fogo em uma suburbana imprudente na avidez por reprovar um dos aspectos deletérios de nossa sociedade – a falta de pudor –, invertemos a gravidade dos elementos do incidente e perdemos a perspectiva essencial: criminoso e vítima se encontram em lados opostos da lei e é justamente isso que nos protege como indivíduos e como sociedade. Sempre que se fecham as portas da compaixão, abrem-se as porteiras do inferno. Sempre que nos distanciamos voluntariamente da vítima, nos aproximamos involuntariamente do criminoso. Espiritual e moralmente.

É pena, mas dessa vez a adúltera não escapou das pedras.

(Marco Dourado, Curitiba, PR, com exclusividade para o blog Criacionismo)

Leia também: A intolerância e o vestidinho indefectível.

Beijar sempre o mesmo homem faz bem!

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriram que durante o beijo, o homem pode inocular o citomegalovirus – um vírus que vive na saliva masculina – na mulher. Apesar de inofensivo em pessoas adultas, o vírus pode ser extrememente perigoso durante a gravidez, levando ao aborto ou à deficiência do feto. Por isso, a melhor imunização é beijar. Só que para garantir bons resultados, o médico responsável pela pesquisa divulgada no jornal Medical Hypotheses, doutor Colin Hendrie, recomenda que a mulher beije o mesmo homem durante cerca de seis meses antes da gravidez. Assim, dá tempo de o corpo preparar os anticorpos, o que reduz as chances de infecção do bebê.

Nota do blog Saúde e Família: Fica mais uma vez evidente que Deus projetou o ser humano para a fidelidade conjugal. Além dos benefícios psicológicos e sociais desse estilo de vida, há também vantagens na área de saúde. [DB]

Retirado do blog Saúde e Família.

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Nem tem o que comentar!!! 🙂

Livros, again…

Há um tempinho já eu prometi aqui que iria falar sobre uns livros que comprei. Já li todos (graças a Deus, porque eu ando deixando muito livro pela metade) e vou comentar beeem resumidamente sobre eles aqui:

1. Ragtime – se passa na Nova Iorque do início do século XX. O autor coloca personalidades bem conhecidas dentro do enredo, o que faz toda a diferença. Não é daqueles livros que têm uma história toda certinha, com início, meio e fim. É apenas parte das vidas de alguns personagens bem interessantes, e o autor não parece nem um pouco interessado em contar tudo que aconteceu a eles, e nem lhes dar sempre finais felizes. A leitura é densa, e não há travessões indicando as falas, elas ficam imersas no meio de toda a narrativa. Resumindo: MUITO BOM (é, eu não gosto de livros/filmes muito “certinhos”)!

2. A megera domada – só havia lido a peça “Romeu e Julieta” e a adaptação de “Otelo”, então resolvi ver o que Shakespeare escreveu de cômico. “A megera domada” é um livro muito divertido (que inspirou o filme “Dez coisas que odeio em você” e a novela “O cravo e a rosa”), que a gente termina de ler rapidinho, mas não achei tão engraçado quanto…

3. Sonho de uma noite de verão – aqui tem de tudo: mitologia, peça teatral, atores toscos e muita comédia. Dá vontade de não parar de ler, só pra ver o que vai acontecer depois, fora que você morre de rir com as sacadas shakesperianas (o inglês não gostava só de desgraças, não!). Deu pena quando acabou, queria mais!

Então é isso! Espero que tenham gostado, e que daqui pra frente eu consiga fazer isso com os livros que estou lendo e que ainda lerei 😉

Frutas e saúde mental: alguma coisa a ver?

fruits-3Um estudo da Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha, traz mais evidências de que o consumo de frutas e legumes pode melhorar o aprendizado, a memória e o raciocínio de pessoas saudáveis. Avaliando 193 pessoas com idades entre 45 e 102 anos, os pesquisadores observaram que aqueles com a maior ingestão diária de vegetais (cerca de 400g) tinham maior nível de antioxidantes, menores indicadores de danos oxidativos e melhor desempenho cognitivo do que aqueles que consumiam menos de 100g de frutas e verduras por dia.

De acordo com os autores, é reconhecida a forte associação entre a ingestão de frutas e legumes e as defesas de antioxidantes naturais do corpo contra os radicais livres, além do fato de a má nutrição estar relacionada a um maior risco de problemas cognitivos. “Com esse trabalho, mostramos uma múltipla associação entre a ingestão de frutas e vegetais, as defesas antioxidantes e o desempenho cognitivo na ausência de doenças e independentemente da idade”, disse a pesquisadora Cristina Polidori, da Universidade de Bochum.

Baseados nos resultados, os especialistas recomendam melhorar a nutrição, com o aumento do consumo de frutas e legumes, como forma de prevenção à demência e outros problemas cognitivos. E mais estudos estão sendo planejados para confirmação, incluindo maior amostra e pacientes com doença de Alzheimer em vários estágios e com problemas cognitivos leves.

(Science Daily)
Como publicado no blog Saúde e Família

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