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Vida real versus “arte”

midiaSem dúvida os entretenimentos influenciam fortemente nossas condutas, escolhas, emoções. A violência na sociedade tem origem multiforme. Entre as principais, estão a falta de estrutura afetiva e moral equilibrada no lar, modelos da mídia sem padrões saudáveis de comportamento, banalidade da vida sexual, superficialidade das relações humanas, etc. Um relatório de pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), verificou entre 6.300 líderes da indústria de diversões que 87% sentiam que a violência na mídia contribui para a violência na sociedade. Isso inclui filmes, TV, vídeo games, letras de músicas, novelas, etc. A Associação Médica Americana, a Associação Psicológica Americana, a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente revelaram que a violência na mídia pode conduzir à dessensibilização em direção à violência na vida real. O parecer comum delas é: “A conclusão da saúde pública comunitária, baseada em mais de 30 anos de pesquisa, é que assistir violência em diversões pode conduzir ao aumento de atitudes, valores e comportamentos agressivos nas crianças” (confira aqui).

A mídia visual é muito poderosa. É muito difícil apagar da mente cenas observadas em filmes, novelas, propagandas, sejam boas ou más, e letras de músicas que ficam obsessivamente às vezes “rodando” em nossa consciência mesmo sem querermos. Não é sem propósito que as empresas de propaganda usam muitos recursos visuais para prender o observador naquele produto que querem vender. Nos Estados Unidos, cobram-se três milhões de dólares por 30 segundos de propaganda num momento importante do campeonato de futebol americano!

Dr. Richard G. Pellegrino, médico com Ph.D. em neurologia e neurociências, pesquisador do cérebro por 25 anos, diz que nada que ele faça pode afetar tanto o estado mental de uma pessoa do que uma simples canção. Ele trabalhou com vítimas de overdose de ópio num pronto-socorro da cidade de Nova Iorque e verificou que ouvir música gera a produção de químicos no cérebro chamados endorfinas, que são como opióides naturais que produzem um “barato” semelhante ao que o ópio ou outra droga psicotrópica faz. O problema, diz o Dr. Pellegrino, é que se a pessoa ouve músicas com mensagens e som destrutivos, isso exerce um poder lesivo no cérebro que os ouvintes não compreendem.

A Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente diz que os jovens, por terem forte tendência de imitar o que veem, apresentam as seguintes alterações quando expostos a cenas de violência na TV:

– Tornam-se “imunes” ou anestesiados diante do horror da violência.

– Gradativamente aceitam a violência como uma forma de resolver problemas.

– Imitam a violência que observam na televisão.

– Identificam-se com alguns tipos de caráter, de vítimas e ofensores.

A Academia recomenda ainda que os pais tomem algumas atitudes para prevenir os filhos dessas violências, como por exemplo:

– Ver o que as crianças estão assistindo na TV, e assistir com elas.

– Colocar um limite para o tempo que as crianças assistem TV.

– Retirar ou não colocar a TV do quarto das crianças.

– Explicar que ainda que os atores e atrizes não sejam feridos de verdade, aquela violência na vida real produz dor e morte.

– Não deixar as crianças assistirem programas ou filmes conhecidos como violentos, e mudar o canal ou desligar a TV quando surgirem cenas de violência, explicando o que está errado ali.

– Desaprovar as cenas de violência que aparecem na TV, mostrando para as crianças a crença de que tais comportamentos não são as melhores maneiras de resolver problemas.

– Conversar com os pais dos amigos de seus filhos para ver se combinam atitudes semelhantes quanto a colocar limites para assistir programas com violência.

(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

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