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Música por uma boa causa

Não gosto de musicais. Quem me conhece sabe disso. Ainda me lembro de quando fui assistir “Evita” no cinema (há séculos) e do quanto me decepcionei ao constatar que se tratava de um musical. Quando eu vou assistir a um filme, eu quero filme, diálogos, conversas, falas, história. Quase como o que se lê num livro, só que com imagens em movimento. Se eu quiser ver gente dançando e cantando (alguma música bonita, com letra interessante, que me passe algo e que não vá de encontro aos meus princípios), eu assisto a algum clipe no YouTube ou na VH1. Ou, melhor ainda, assisto “Noviça Rebelde”, que é um musical, sim, mas beeem diferente. A gente até perdoa as “interrupções” musicais (que seriam chatíssimas em outra situação) que surgem de tempos em tempos (principal motivo pelo qual não gosto de musicais), tamanha a beleza das canções e da história (porque diferente da maioria desses musicais de que “todo mundo” gosta, Noviça Rebelde tem, sim, um enredo).

Deve ser também por isso que eu simplesmente não suporto programas tipo “American Idol” ou qualquer arremedo dele feito aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Foi lá que “descobriram” Susan Boyle? Foi. Mas eu teria gostado dela tendo-a ouvido em qualquer outro lugar. Pra mim esses programas são apenas formas de revelar malucos (vide as doidices youtubianas) ou de exibir pessoas com egos mais que exaltados. Além do que tem aquelas cantiguinhas em grupo, que eles sempre acabam tendo que apresentar, juntando grupos de candidatos, e inevitavelmente acaba caindo no estilo “High School Musical”/“Glee” que eu tanto desgosto.

MAS (sim, sempre tem um mas…), não posso negar que é muito bonito ver gente que canta músicas de estilos tão diversos e que têm públicos tão diferentes, cantando junta, e ainda mais uma música de letra bonita e com um objetivo louvável. Foi por isso que achei muito boa a iniciativa de regravar essa já tão conhecida canção em prol de pessoas que realmente necessitam. E também ver que essas novas gerações de cantores/bandas, apesar dos pesares, ainda cantam bonitinho e fazem algo de útil com sua fama…

Assistam:

Nineties revival…

Me empolguei. Então, aí vão alguns videozinhos pra quem quiser relembrar aqueles tempos!

Depois, quem sabe, eu coloque mais. Enjoy!

Saudade da adolescência: será possível?

É possível sentir algum tipo de saudade da adolescência? Mesmo que você fosse desajeitada, o patinho feio da turma? Mesmo que fosse considerada apenas mais uma mera CDF (ou nerd, como preferem hoje)…? Mesmo que você sentisse que não se encaixava em lugar algum?

Bem, depois de assistir (ou ouvir?) esse vídeo, tenho que admitir: senti uma saudadezinha. Vou ver se depois cato algumas dessas músicas pra baixar o mp3 e o vídeo delas. Acho que poderia voltar àquela época, se tão-somente tivesse a cabeça que tenho hoje…

Vida real versus “arte”

midiaSem dúvida os entretenimentos influenciam fortemente nossas condutas, escolhas, emoções. A violência na sociedade tem origem multiforme. Entre as principais, estão a falta de estrutura afetiva e moral equilibrada no lar, modelos da mídia sem padrões saudáveis de comportamento, banalidade da vida sexual, superficialidade das relações humanas, etc. Um relatório de pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), verificou entre 6.300 líderes da indústria de diversões que 87% sentiam que a violência na mídia contribui para a violência na sociedade. Isso inclui filmes, TV, vídeo games, letras de músicas, novelas, etc. A Associação Médica Americana, a Associação Psicológica Americana, a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente revelaram que a violência na mídia pode conduzir à dessensibilização em direção à violência na vida real. O parecer comum delas é: “A conclusão da saúde pública comunitária, baseada em mais de 30 anos de pesquisa, é que assistir violência em diversões pode conduzir ao aumento de atitudes, valores e comportamentos agressivos nas crianças” (confira aqui).

A mídia visual é muito poderosa. É muito difícil apagar da mente cenas observadas em filmes, novelas, propagandas, sejam boas ou más, e letras de músicas que ficam obsessivamente às vezes “rodando” em nossa consciência mesmo sem querermos. Não é sem propósito que as empresas de propaganda usam muitos recursos visuais para prender o observador naquele produto que querem vender. Nos Estados Unidos, cobram-se três milhões de dólares por 30 segundos de propaganda num momento importante do campeonato de futebol americano!

Dr. Richard G. Pellegrino, médico com Ph.D. em neurologia e neurociências, pesquisador do cérebro por 25 anos, diz que nada que ele faça pode afetar tanto o estado mental de uma pessoa do que uma simples canção. Ele trabalhou com vítimas de overdose de ópio num pronto-socorro da cidade de Nova Iorque e verificou que ouvir música gera a produção de químicos no cérebro chamados endorfinas, que são como opióides naturais que produzem um “barato” semelhante ao que o ópio ou outra droga psicotrópica faz. O problema, diz o Dr. Pellegrino, é que se a pessoa ouve músicas com mensagens e som destrutivos, isso exerce um poder lesivo no cérebro que os ouvintes não compreendem.

A Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente diz que os jovens, por terem forte tendência de imitar o que veem, apresentam as seguintes alterações quando expostos a cenas de violência na TV:

– Tornam-se “imunes” ou anestesiados diante do horror da violência.

– Gradativamente aceitam a violência como uma forma de resolver problemas.

– Imitam a violência que observam na televisão.

– Identificam-se com alguns tipos de caráter, de vítimas e ofensores.

A Academia recomenda ainda que os pais tomem algumas atitudes para prevenir os filhos dessas violências, como por exemplo:

– Ver o que as crianças estão assistindo na TV, e assistir com elas.

– Colocar um limite para o tempo que as crianças assistem TV.

– Retirar ou não colocar a TV do quarto das crianças.

– Explicar que ainda que os atores e atrizes não sejam feridos de verdade, aquela violência na vida real produz dor e morte.

– Não deixar as crianças assistirem programas ou filmes conhecidos como violentos, e mudar o canal ou desligar a TV quando surgirem cenas de violência, explicando o que está errado ali.

– Desaprovar as cenas de violência que aparecem na TV, mostrando para as crianças a crença de que tais comportamentos não são as melhores maneiras de resolver problemas.

– Conversar com os pais dos amigos de seus filhos para ver se combinam atitudes semelhantes quanto a colocar limites para assistir programas com violência.

(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

Algo mais a se aprender…

Nature boy (Eden Ahbez)

There was a boy
A very strange, enchanted boy
They say he wondered very far
Very far, over land and sea
A little shy and sad of eye
But very wise was he

And then one day,
One magic day he passed my way
While we spoke of many things
Fools and Kings
This he said to me…

The greatest thing you’ll ever learn
Is just to love and be loved in return.

TRADUÇÃO:

Havia um rapaz
Um rapaz muito estranho, encantador
Disseram que ele vagou muito longe
Muito longe, por terra e mar
Um pouco tímido e de olhos tristes
Mas era muito sábio

E então um dia,
Um mágico dia ele cruzou meu caminho
Enquanto falávamos de muitas coisas
Tolos e reis
Ele me disse…

A melhor coisa que você aprenderá
É apenas amar e ser amado de volta.

——————————

Amar e ser amado! Que coisa tão simples, e ao mesmo tempo tão ansiada por muitos que não sabem o que é ser correspondido. Mas o bom é saber que isso pode acontecer. Porém, envolve aprendizado. Temos que aprender a nos amar antes de tudo. A valorizar quem nos valoriza, e não quem nos faz sofrer. Porque estes, mesmo que digam que não nos magoam de propósito, não nos merecem. Que você não precise “vagar por terra e mar” e nem tenha que ficar com “olhos tristes” para aprender isso…

Aparências…

Como elas enganam!

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