Pensamentos

Arquivo para o mês “fevereiro, 2010”

Ei, qual o sexo do seu cérebro?

“Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem…”

(Pagu, de Rita Lee e Zélia Duncan)

Diferenças entre homens e mulheres. Ah, como isso gera discussão! É tanta briga pra ver quem é melhor do que o outro, e nunca se chega a denominador comum nenhum! Afinal, cada lado quer mostrar que suas características próprias se sobrepõem às do outro…

Que há diferenças entre os gêneros, isso não é nenhuma novidade. E é importante conhecê-las, para que se possa melhor lidar com o sexo oposto. Tanto que existem vários livros sobre o assunto, e outros tantos, imitações deles, que no fim dizem as mesmas coisas (até eu já coloquei aqui no blog um vídeo que fala sobre isso de forma bem-humorada). Mas acho que não há dois mais conhecidos que os famosos “Homens são de Marte e mulheres são de Vênus”, de John Gray (que foi até lembrado no filme “Do que as mulheres gostam”, quando a psiquiatra com quem Mel Gibson se consulta sobre seu “problema incomum” – assista o filme pra saber qual é – diz que, se mulheres são de Vênus, ele falava venusiano) e “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?” do casal Allan e Barbara Pease. Este último eu quase li todo, o primeiro ainda não (mas encontrei em forma de e-book, e espero conseguir lê-lo ainda esse ano), mas posso dizer que são livros no mínimo interessantes, uma vez que falam de algo que sempre causou tanta confusão.

Existem as coisas “de homem”, sim, como também existem as coisas “de mulher”. Meu esposo, por exemplo, se vira tranqüilo com um mapa, enquanto que eu sou uma negação. Já eu choro vendo um filme triste, enquanto ele fica lá, impassível. Eu noto logo quando alguém fica chateado e pra mim o casamento é algo extremamente importante. Meu esposo não nota tão facilmente mudanças de humor, e fez faculdade na área de exatas. Típico. Porém… Ah, sempre tem um porém… Ele simplesmente odeia estacionar quando a vaga é apertada, e vai procurar outra, além de odiar assuntos como mecânica do carro e ter o nosso relacionamento como algo muito importante também; enquanto que eu adorava matemática na escola, não consigo fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, coisa da qual muitas mulheres se gabam, e se estou fazendo um trabalho manual, pulo etapas só para terminar mais rápido. E aí, eu sou menos mulher ou ele é menos homem por isso?

Ontem vi o twitter de um amigo que dizia que os homens são piadistas, e que as mulheres anseiam por amor, respeito e proteção, enquanto eles se contentam em ser o Bozo. Eu discordei, e na mesma hora respondi, dizendo o seguinte: “Mulheres tbm podem ser piadistas, e há vários homens que querem se sentir amados, respeitados…”

Pois é, eu fiz o teste do livro “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?” quatro vezes, e em três delas meu cérebro revelou-se masculino. Sim, masculino, como o do meu esposo. Achei muito interessante. Confesso que na primeira vez isso me incomodou um pouco, mas depois eu vi que era assim mesmo, e até gostei (ser diferente da maioria quase sempre é algo de que me orgulho, ou que me atrai). Realmente, eu choro em casamento, gosto de conversar com as amigas, odeio o silêncio numa discussão e me lembro de fisionomias com facilidade. Mas eu não sou daquelas que fazem drama por tudo, quase sempre se sentem carentes, tornam-se ultra-dependentes uma vez que comecem um relacionamento, são ótimas em trabalhos manuais ou conseguem fazer mil coisas de uma só vez. Eu sou racional demais, muitas vezes sou até seca, não sonho em ser mãe, não fico pedindo carinho e atenção o tempo todo, e detesto comédia romântica. Isso só pra citar algumas características… Entendam: eu não estou condenando quem age assim, apenas dizendo que existem mulheres que não agem dessa forma (como eu) e que não são menos mulheres por isso.

O livro fala que quanto mais baixa a pontuação da mulher no teste (ou seja, quanto mais próxima for daquela esperada para um cérebro masculino), maior será sua tendência para o lesbianismo. E quanto mais alta a pontuação do homem (mais próxima de um cérebro feminino), maior será a chance de ser gay¹. Porém, eu preciso dizer que os autores deste livro acreditam piamente na evolução e veem nela – além de nos hormônios (ou na falta deles) – a explicação para quase tudo que acontece nas nossas vidas. Eu não sou evolucionista, e sei que, apesar dos hormônios, enzimas e tudo mais, nos temos algo chamado raciocínio. Sim, aquilo que nos diferencia dos seres irracionais. Também sei que a mente domina nosso corpo e emoções. Não somos apenas meros objetos dominados por descargas hormonais. Eu posso até sentir vontade de comer chocolate quando estou no período pré-menstrual. Mas se não tiver em casa, eu não vou roubá-lo nem usar uma TPM como desculpa pra fazer meu marido sair de madrugada na chuva atrás de algum lugar que venda doces…

MAS! E aqui vou eu de novo com minhas conjunções adversativas… Mas, há quem pense de forma diferente dos autores deste livro. Sim, caros leitores, porque nem a Medicina nem a Psicologia são ciências exatas, e graças a Deus podemos e devemos discordar e criar novas indagações, é isso que leva às grandes descobertas. Leia, por exemplo, o que diz a revista Época de 25/03/2009:

Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.” ²

E apesar de essa pesquisadora também acreditar na evolução como explicação (ou seria desculpa?) para todo tipo de comportamento, seja feminino ou masculino, ela admite que o sexo do cérebro não está relacionado diretamente ao do corpo e que a quantidade de hormônios recebida no útero pode variar e nem sabe dizer o porquê…

Veja agora algo ainda mais curioso, retirado de um artigo do dr. João Modesto Filho, médico e diretor financeiro da Unimed de João Pessoa:

“De qualquer forma, esses achados [sobre diferenças entre os cérebros] estão mais ligados a aspectos estatísticos; por exemplo, se uma pessoa se submete a um dos testes que avaliam a masculinidade ou feminilidade cerebral, como o Sex ID da BBC, poderá encontrar-se em qualquer ponto entre os dois pólos. Ou seja, independentemente da orientação sexual, pode haver homens com cérebro “feminino” e mulheres com cérebro “masculino”. Nesses termos, muito do que é dito sobre masculinidade e feminilidade cerebral é mera especulação. O certo é que sobre esse tema temos mais sombras do que luzes e mais convencionalismos do que certezas.”³

Portanto a minha conclusão é: é ÓTIMO que saibamos as diferenças (pois, repito, elas existem SIM!) entre homens e mulheres, se todo mundo buscasse estudar isso – e meios é que não faltam – não haveria tantos problemas nos relacionamentos. Vamos ler mais, pesquisar na internet, que apesar de conter muito lixo também tem muita coisa boa, vamos conversar mais com o outro e tentar entendê-lo, deixando de lado nossas expectativas irreais e preconceitos, e assim seremos um tantinho mais felizes.

Agora, não podemos nem devemos estereotipar, achando que TODO homem vai ser melhor em matemática, mapas e localização, ou só vai pensar na carreira, ou sempre vai ser melhor motorista que a mulher, ou que TODA mulher vai ser melhor ouvinte, vai ser carente e vai ter TPM, ou sempre vai tirar 10 em artes. Claro, o homem é mais caladão. Claro, a mulher é mais falante. Sim, eles adoram objetos e elas gostam de gente. Os “caras” querem que você diga o quanto ele é bom no que faz, e as “minas” querem romance e diálogo. A mulher valoriza o relacionamento enquanto o homem valoriza o trabalho. Eu poderia passar o dia falando aqui sobre essas diferenças que nos completam, mas acho que essas são suficientes para me fazer entender. Conhecer esses pontos divergentes é muito bom, mas temos que lembrar que nem sempre será assim. Não podemos simplesmente encaixar a pessoa num padrão, pois cada ser humano é único. No máximo poderemos conhecer essas características e esperar encontrar pelo menos algumas delas em alguém do outro sexo. Como disse antes, isso ajuda muito num relacionamento, mas não é tudo. Temos que amar o outro pela sua singularidade e não porque se encaixa em todas as características esperadas para o seu gênero.

Outra coisa: discordo completamente do fato de que, por eu ter um cérebro masculino, minha tendência ao lesbianismo seja maior que a de outras mulheres cujo cérebro é “normal”. Eu sou muito bem casada, e muito feliz com o homem que escolhi amar e com o qual desejo passar o resto da vida. Sempre tive atração pelo sexo oposto, nunca pelo mesmo sexo. Tenho minhas características “chatinhas” de mulher, mas acho que o fato de meu cérebro pensar como o de um homem ajuda no meu relacionamento com meu esposo, em vez de atrapalhar. Acho até que fui abençoada, porque se meu cérebro fosse daqueles bem femininos, ia ser tanta briga que prefiro nem imaginar!

Não é de hoje que o evolucionismo cria desculpas para o [mau] comportamento masculino ou feminino (há um artigo MUITO BOM sobre isso aqui). Vocês não têm noção das vezes em que, pesquisando para este artigo, encontrei textos (inclusive alguns já lidos por mim no livro “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”) que falam que para o homem é muito normal trair, ser promíscuo e sempre olhar para as “gostosonas”, enquanto que para a mulher é super natural jogar pratos nos maridos – isso se não fizer coisa pior – quando está na TPM. Tudo com “base” na evolução, e no “governo” dos hormônios. Só que evolução nem hormônios servem como desculpa para comportamentos errados. Não somos governados pelos hormônios, eles são apenas agentes, o que nos governa é a razão. Portanto, não caiam nessa de que os homens são legais, mas têm que trair, e que as mulheres são umas chatas, mas quando estão de TPM tudo se aceita e se perdoa. Somos criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus, não meros robozinhos controlados por substâncias químicas. Vamos conhecer melhor a nós mesmos e uns aos outros, mas para que sejamos mais felizes, e não para criarmos uma falsa idéia de superioridade de um sexo sobre outro, ou um estereótipo em que quase ninguém se encaixa perfeitamente.

P.S.: Interessante que quando fiz o teste da Revista Época (o link está logo abaixo), bem como o da VEJA, o meu cérebro apareceu como feminino. Pra ver como essas coisas são! Aqui o link pra quem quiser fazer o do livro (está em PDF), que é mais extenso, mas vale a pena.

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¹ “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?” Allan e Barbara Pease, p. 58 (Ed. Sextante)

² “Qual é o sexo do seu cérebro?” – Revista Época de 25/03/2009 [http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI65446-15224,00-QUAL+E+O+SEXO+DO+SEU+CEREBRO.html]

³ “Diferenças cerebrais entre homens e mulheres”, João Modesto Filho [http://www.unimedjp.com.br/colunas/joaomodestofilho/coluna.php?id=211]

Dica legal

Quer melhorar o seu casamento? Clique aqui e entenda como 😉

Fim de namoro ou pensando em noivado?

Post curtinho só para divulgar dois textos sobre relacionamentos muito bons (sei que sou suspeita para falar, uma vez que o autor de ambos é meu esposo, mas são bons mesmo!):

Como terminar um namoro de maneira saudável

Tá pensando em casar? Seis perguntas que você deve fazer antes de dar esse passo…

Porque odeio generalizações

“As mulheres são mais bem resolvidas e os homens interessantes ou estão casados ou são gays.” (Elenita, ex-participante do Big Brother)

Odeio generalizações. Eu sou bem resolvida, mas conheço uma tonelada de mulher que não é. E ainda há homens interessantes solteiros e não gays. Basta procurar e se despir de preconceitos. Perdoem-me por abrir um novo post só por causa disso, mas não pude me conter ao ler a frase. Tem muita mulher aí se achando a última bolacha do pacote, quando elas é que são as problemáticas. Eu hein! Não suporto esse ar de superioridade que umas tontas têm, achando que são melhores que os homens. Aff…

Para agradecer…

De vez em quando venho pensando em parar de escrever sobre relacionamentos. Ontem mesmo foi um desses dias. Nem sempre me sinto inspirada, nem sempre sei o que escrever, parece que o que eu falo (escrevo) não ajuda, parece que as pessoas preferem mesmo aprender sobre o assunto lendo revistas femininas ou assistindo comédias românticas, ou ainda escutando musiquinhas bobas, que nada dizem de verdadeiro sobre o amor.

Mas ontem recebi o seguinte comentário (no post “Relacionamento: essa coisa complicada”):

“Adorei . Me impressiona vc não ser psicóloga, pois tudo o que vc descreve tem a ver com muitos de nós que lemos este texto. Ainda bem que existem pessoas como vc que publicam essas experiências para nos fazer ver uma luz no fim do túnel, quando a única coisa em que pensamos é em desistir… ou continuar.

abraços!”

Nem sei o que dizer, mas fico muito feliz. Quem fez o comentário, saiba que o que eu falo não é de mim, não. Vem de Deus, como tudo em minha vida. Agradeça a Ele, e eu agradeço a você a gentileza do comentário. Não o mereço, mas fico feliz de que pude ajudar, e aprecio o carinho. Que muitos outros também possam ser auxiliados de alguma forma, como você foi. Fiquem todos com Ele. E, soli Deo gloria!

Falso, eu?

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,

A mão que afaga é a mesma que apedreja.

(Versos Íntimos – Augusto dos Anjos)

Eu não sou do tipo de pessoa que consegue ser amiga de todo mundo, e de quem todo mundo gosta. Aquela tida por “boazinha”, querida, etc. Não, não digo isso como uma forma bigbrotheriana de me gabar. Não creio que isso seja motivo de vanglória, tampouco de vergonha. É assim que sou. Talvez por ter opiniões que quase sempre vão de encontro ao que a maioria pensa. Talvez por ter opiniões. Talvez por não me enquadrar em certos “padrões” esperados… Enfim, não sei. O fato é que sou assim.

Não me espanta, porque o próprio Jesus tinha os doze, aqueles mais achegados. E dentre os doze, tinha Pedro, Tiago e João, os mais próximos ainda. É normal que a gente tenha pessoas que nos são mais próximas, porque são mais parecidas conosco. E não quer dizer que odiamos todos os demais, quer dizer simplesmente que aqueles são mais próximos. Só isso.

Claro, há também aqueles que são um pouco mais que “distantes”. Eles não conseguem ser nossos amigos, ou nós não conseguimos ser amigos deles. Mas ainda assim não os odiamos, apenas não temos afinidades. Às vezes, sempre foi assim — a outra pessoa em nada combina com você, não há qualquer afinidade, por mais que se tente criar um clima de amizade, ele não vinga –, em outros casos, conforme vamos ficando mais velhos, ou nós mudamos, ou o outro muda, e simplesmente não há mais como manter amizade. E com essas pessoas, eu não tenho amizade mesmo. Eu não tenho “beijinhos e abraços”. Não fico mandando recadinhos no orkut, twitter e afins, não puxo conversa no MSN. Simplesmente não preciso ter contato com essas pessoas. E por isso, claro, sou tida como chata.

Mas, sabe? Eu prefiro ser chamada de chata do que de falsa. Chatos são chatos, mas são sinceros. E os falsos? Esses são os piores. É muito triste ver uma pessoa agindo falsamente, falando bem de você na sua frente e por trás o criticando. Eu não estou me achando, não. Tenho muitos defeitos. Não sou melhor que ninguém, nem estou dizendo que a falsidade é irremediável, ou o pior defeito que alguém possa ter, mas esse é um daqueles posts-desabafo, sabe? Eu simplesmente não entendo como é que a sociedade parece que valoriza mil vezes mais o falso que o “chato”. Pra você se dar bem e ser o queridinho, tem que ser assim… Pra esses, talvez, os versos do paraibano do século lá em cima (de quem sou fã, por sinal) podem parecer muito fortes e nojentos. Mas na grande maioria dos casos são verdadeiros. E o asco que causam deveria ser o mesmo a ser sentido diante de falsidades.

Não estou aqui pregando o ódio. Se você não é amigo de alguém, seja porque a pessoa — como diria o Kiko — não vai com a sua cara, ou porque você não conseguiu fazer amizade com ela, você não precisa desejar mal a ela, planejar ou mesmo executar maldades contra ela, nem nada disso. Ore por essa pessoa, ajude-a se precisar, cumprimente e seja educado. Mas não precisa ser falso. Deus abomina isso, e a maioria dos seres humanos também. Eu sou um deles.

Eu sou…

Hoje, estudando a Bíblia, com a ajuda da lição da escola sabatina¹, que é muito boa por sinal, acabei lendo sobre algo que sempre pensei, e sempre comentei com meu esposo, mas nunca tinha pensado em escrever…

O tema dessa semana é fidelidade. Os textos falam sobre a fidelidade de Deus, a falta de fé no mundo de hoje, alguns exemplos de fidelidade ao longo das Escrituras e a fidelidade constante que precisamos ter em nosso viver. Alguns temas ainda não estudei, mas duas coisas no tema de ontem foram as que mais me chamaram a atenção até agora, e é sobre elas que eu queria falar:

1. Ouvimos constantemente: “Agrade a si mesmo: você merece”: quem nunca ouviu isso? Quem nunca falou isso a alguém? Mas será que é verdade mesmo? Será que somos tão “bonzinhos” assim que merecemos tudo que há de melhor nesse mundo? Na verdade, tudo que a gente tem vem de Deus, é tudo mérito dEle, dEle vêm a chuva e o sol, a força pra trabalharmos, a inteligência pra estudarmos e nos darmos bem na vida, a capacidade de amar, ajudar, se compadecer… Eu ultimamente venho evitando essa história de “você merece” em mensagens de aniversário ou qualquer coisa parecida. E nem gosto que digam pra mim. Isso é um engano, não merecemos nada. E também é uma mentira que muitas vezes dizemos a nós mesmos pra justificar algo que fazemos que geralmente não deveríamos fazer…

2. Muito embora não possamos dizer que esta geração seja a primeira a ser egoísta, é sem igual no sentido de que o egoísmo é realmente recomendado. “Procure ser o número um”, “primeiramente, ame a si mesmo”, é o lema popular: outra coisinha muito em voga hoje. Principalmente se você procurar em livros de autoajuda. Claro que temos que ser bons no que fazemos, temos que nos amar e ter autoestima. Mas o que o mundo hoje mostra é uma deturpação disso. “Seja o número um”, nem que pra isso tenha que passar por cima de valores, amizades, princípios. “Ame a si mesmo” e não deixe que ninguém tome o seu lugar. Ame só a si, e não se incomode com as necessidades dos outros, com seus problemas e dificuldades. Que pena que eles sofrem, mas você só pode se preocupar consigo mesmo, infelizmente…

Quanta diferença do que a Bíblia diz: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:13).Considerar os outros superiores a si mesmo. Quanta falta faz isso hoje, e como viveríamos melhor se aplicássemos esse ensinamento em nossas vidas…

Sei que muita gente que visita o blog não é cristã. E como eu sempre digo, esse post não tem o objetivo de catequizar ou converter ninguém, mas sim de nos fazer pensar. Sei que muitos, mesmo não-cristãos, irão concordar que o que a Bíblia nos ensina é para o nosso próprio bem e felicidade aqui neste mundo. E eu trago isso pra vocês porque, independente da crença que possam ter, imagino que saberão apreciar as boas lições da Palavra de Deus.

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¹Material preparado pela editora Casa Publicadora Brasileira, a cada três meses, oferecendo, a cada edição, um assunto diferente da Bíblia para ser estudado no trimestre.

Música por uma boa causa

Não gosto de musicais. Quem me conhece sabe disso. Ainda me lembro de quando fui assistir “Evita” no cinema (há séculos) e do quanto me decepcionei ao constatar que se tratava de um musical. Quando eu vou assistir a um filme, eu quero filme, diálogos, conversas, falas, história. Quase como o que se lê num livro, só que com imagens em movimento. Se eu quiser ver gente dançando e cantando (alguma música bonita, com letra interessante, que me passe algo e que não vá de encontro aos meus princípios), eu assisto a algum clipe no YouTube ou na VH1. Ou, melhor ainda, assisto “Noviça Rebelde”, que é um musical, sim, mas beeem diferente. A gente até perdoa as “interrupções” musicais (que seriam chatíssimas em outra situação) que surgem de tempos em tempos (principal motivo pelo qual não gosto de musicais), tamanha a beleza das canções e da história (porque diferente da maioria desses musicais de que “todo mundo” gosta, Noviça Rebelde tem, sim, um enredo).

Deve ser também por isso que eu simplesmente não suporto programas tipo “American Idol” ou qualquer arremedo dele feito aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Foi lá que “descobriram” Susan Boyle? Foi. Mas eu teria gostado dela tendo-a ouvido em qualquer outro lugar. Pra mim esses programas são apenas formas de revelar malucos (vide as doidices youtubianas) ou de exibir pessoas com egos mais que exaltados. Além do que tem aquelas cantiguinhas em grupo, que eles sempre acabam tendo que apresentar, juntando grupos de candidatos, e inevitavelmente acaba caindo no estilo “High School Musical”/“Glee” que eu tanto desgosto.

MAS (sim, sempre tem um mas…), não posso negar que é muito bonito ver gente que canta músicas de estilos tão diversos e que têm públicos tão diferentes, cantando junta, e ainda mais uma música de letra bonita e com um objetivo louvável. Foi por isso que achei muito boa a iniciativa de regravar essa já tão conhecida canção em prol de pessoas que realmente necessitam. E também ver que essas novas gerações de cantores/bandas, apesar dos pesares, ainda cantam bonitinho e fazem algo de útil com sua fama…

Assistam:

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