Pensamentos

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Mal resolvida?

Às vezes as pessoas te alertam: “não faça/fale assim, senão vai parecer que você é ‘mal-resolvido’. Outras já xingam logo: “fulana é mal resolvida!” E todo mundo acha isso muito normal. Mas será que é mesmo?

Eu, por exemplo, acho que sou mal resolvida em algumas coisas. Peso é uma delas. Não queria ter o peso que tenho, mas, ao mesmo tempo, não aceito o preconceito – já sofrido por mim inclusive – que existe com quem está acima do peso, nem aceito a pressão para se ter a ‘imagem’ do momento, aquela constantemente bombardeada pela mídia, que dita que as belas são as magrinhas. E por não concordar com isso, falo muito sobre o assunto, aqui e mais ainda no twitter. Coisa que já fez gente “irritar-se” comigo.

Mas eu pergunto: e daí se sou mal resolvida? Há algum problema nisso? Todo mundo tem alguma coisa mal resolvida em sua vida:

  • Sexualidade: não tem nem o que falar
  • Casamento: mostram-se felizes com a decisão de casarem, mas no fundo não estão muito certos quanto a isso
  • Solteirice: mostram uma felicidade por ser solteiros que não existe quando estão sozinhos em casa
  • Questões acadêmicas: fingem que não se importam, mas queriam ter feito faculdade, ou outro curso diferente do que fizeram, ou um mestrado
  • Questões profissionais: não gostam da profissão que escolheram, queriam ter seguido outro rumo

E o pior é que, semelhantemente à questão da baixa autoestima, as pessoas usam o “ser mal resolvido” como crítica, quando não usam como xingamento. Quando alguém é bem resolvido com muita coisa, quando tem autoestima elevada, não vejo problema em elogiar-se isso. Mas não creio ser saudável criticar/xingar quem tem baixa autoestima, bem como quem é, segundo eles, “mal resolvido”. É terrível para alguém ter baixa autoestima ou ser mal resolvido em relação ao que quer que seja, e, como se não bastasse isso, ainda ter que ouvir o tempo todo – não como forma de alerta ou de tentar ajudar, e sim como uma pressão para mudar imediatamente, ou como um insulto – que você é/tem todas essas coisas.

Se um dia eu for apresentada a alguém que é bem resolvido com relação a tudo – quero dizer TUDO MESMO – em sua vida: aparência, estado civil, profissão, etc., eu mudo minha opinião. Mas até lá, continuo com a que tenho agora. E faço um apelo: se você conhece alguém mal resolvido e/ou com baixa autoestima, primeiro analise se você não é assim também. E só depois vá falar com ela. Mas com amor, com carinho, no intuito de ajudar, e não apenas criticar, deixar a pessoa super magoada, e sair ileso, como se nada houvesse acontecido. E lembre-se: sempre seremos mal resolvidos em relação a algo. Fôssemos perfeitos e adorássemos tudo em e sobre nós mesmos, sem achar que em nada precisamos mudar, e já estaríamos no paraíso. Ou no inferno…

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“Não sou a Lady Gaga”

Nunca fui fã de Sandy. Nunca gostei de suas músicas, acho a voz dela enjoada e com certeza achei muito esquisito o marido dela ter passado a noite de núpcias atualizando o twitter. Também não achei muito legal o fato de ela ter falado para todo mundo que ia casar virgem e depois reclamar que estavam pegando muito no pé por causa disso. Se não quisesse que pegassem no pé, não devia ter falado tanto acerca de algo tão íntimo e que só diz respeito a ela.

Mas acontece que não concordo com o que dizem sobre ela ser sem graça e sem sal, não apenas porque casou virgem — que é algo que eu apoio, com o que concordo plenamente e ninguém deveria recriminá-la por isso — , mas também por causa do jeito dela. Cada um tem seu jeito, que deve ser respeitado. Se ela fosse tipo Britney Spears ou Lindsay Lohan, o pessoal iria criticar porque ela seria doida. Como ela é calma, “na dela”, criticam também. Fica difícil!

Há algum tempo, li uma entrevista dela, e queria ter escrito um post aqui no blog antes, mas só agora apareceu a oportunidade. Ao ler essa entrevista, pude conhecer mais sobre Sandy, e assumo que me compadeci da “perseguição” que sofre. Até acho que mudei um pouco os conceitos que tinha sobre ela.

Gostei bastante dessa parte da entrevista (meus comentários estão em laranja):

Aí vem a adolescência e outro peso recai sobre você: atitude. As pessoas querem que você tenha mais atitude.

Eu não fui rebelde mesmo, assumo, eu não fui uma adolescente rebelde. Daqui a três anos eu terei 30 e não fiquei rebelde ainda. Eu tinha a vida que… Não precisava reivindicar nada, minha convivência com meus pais era fácil, tranquila, eu tinha liberdade. E se por um lado eu era criticada por ser comportada demais, por outro fui exemplo para famílias. As mães vinham dizendo: “Nossa, você é um exemplo para minha filha.” [Nossa, ser criticada por ser “comportada demais” é o cúmulo para mim. Existem pessoas comportadas, que se dão bem com os pais, sim! Você não precisa ser uma rebelde na adolescência para vivê-la em sua plenitude! Não sei por que o povo se irrita com quem não é rebelde].

Mas isso não tem glamour.

Pois é, não tem glamour para as pessoas, isso é brega. [Verdade, o que é uma pena…]

Aliás você tem pais que não se separam, você não briga com seu irmão, tudo que parece muito desinteressante para a mídia, não é?

Para a mídia e para o público, já que a mídia publica aquilo que o público procura. Não é interessante mesmo, pois é, minha vida é chata. Não tenho vida de artista, tenho vida de gente normal. [Que interessante a mídia! Querem ver sangue, miséria, tragédias. Quando o artista não dá isso, é “sem graça”. E quando dá, é criticado da mesma forma. Vai entender!]

Bom, não sei se vocês vão concordar comigo, mas também não é para isso que estou escrevendo esse post. Continuo não-fã da Sandy, continuo não ouvindo suas músicas, mas passei a vê-la de outra forma. Eu não gostaria de ser criticada porque fui uma adolescente comportada, porque me dou bem com meus pais ou porque casei virgem. E o interessante é que acabei encontrando coisas em comum com alguém de quem nunca fui admiradora. Gostei…

(Leia a entrevista na íntegra aqui)

Promessas

Às vezes acho minha atitude muito parecida com a de outras pessoas que tanto critico. Tendo a me preocupar com coisas sem importância, na prática — quando sei que há coisas infinitamente maiores para me preocupar. Tendo a esperar demais dos outros. Fico hiper chateada quando alguém diz que vai fazer algo e não faz. E me irrito por me chatear com isso. E tem mais um porém: como sou alguém que não tem lá aquela autoestima, fico sempre achando que a culpa é minha e que eu sou sempre a errada da história. Além de ter a tendência de exagerar um pouco, às vezes. O que só aumenta minhas dúvidas: sou eu a que espero demais e preciso mudar, ou são os outros que se doam de menos? Não sei, não sei!

O que fazer quando alguém promete algo e não cumpre? Sempre se chatear? Ou depende de quão importante (ou desimportante) é o que a pessoa prometeu?

Alguém…?

Sobre ter opinião…

Será que é assim que se trata alguém por ter opinião? Pra muita gente, sim...

Eu acho interessante que muita gente fala: “fulano precisa aprender a dizer não” ou “fulano precisa se impor” ou ainda “fulano tem que ter opinião e deixar de ser mosca morta”, mas quando o tal fulano passa a ter todas essas atitudes que foram solicitadas dele, os outros estranham.

Eu sempre fui muito temerosa de dizer o que penso, não gostava de falar certas coisas para certas pessoas com medo de ser mal interpretada e perder a amizade de alguém de quem eu gostasse (e isso sempre acontecia com amigos, engraçado que nunca tive medo de discordar de meus pais ou meu esposo). Me lembrei disso hoje, ao ver um twitter de alguém que sigo: “Às vezes vc deixa de expressar sua opinião, com medo que ela se choque com a opinião dos outros? Não? Nem eu… hehe”. Eu já deixei muitas vezes de falar o que penso para não “chocar” com outras opiniões. Mas eu mudei. Não pensava assim antes. Só que hoje, eu falo o que penso, sem medo de ser feliz. As outras pessoas não pagam minhas contas, não têm os meus problemas, não vivem a minha vida.

Porém, isso não é fácil. Como já citei noutro post, uma vez me deram unfollow no twitter porque eu “escrevo coisas polêmicas só para dizer que tenho opinião”. Na verdade, a pessoa fez isso porque não gostava de algumas coisas que eu dizia, por não concordar com ela (isso não foi julgamento meu, alguém ligado a essa pessoa me explicou). E é mais complicado ainda quando você tem que discordar de alguém que é próximo a você. Mas ter opinião própria não é pecado. Pensar diferente não é errado. Cada um tem o direito de ter o pensamento que quiser a respeito de determinado assunto.

Contudo, as mesmas pessoas que pensam isso te criticam ou se espantam e te repreendem quando é você o que discorda, o que se levanta perante injustiças, o que diz não, ou simplesmente o que diz o que pensa. Elas podem, você não. Peço licença a meus amados leitores para dizer: estou de saco cheio de gente assim. Eu agora não tenho mais medo do que os outros vão pensar por eu dar minha opinião. Portanto, se você quiser me dar unfollow, xingar ou deixar de ser meu amigo, fique à vontade. Sou eu que pago minhas contas e me sustento, graças ao bom Deus, e o que você pensa de mim não interessa.

Maturidade tem a ver com saber discordar com elegância, com classe. Eu também não entendia isso antes, se alguém discordava de mim já achava que a pessoa não ia com a minha cara. Mas hoje sei que não tem nada a ver, todos podemos — e devemos — ter opinião própria, e mesmo que essa opinião seja diferente da opinião do seu amigo, isso não quer dizer que você não gosta mais daquela pessoa, que vocês agora vão cortar relações ou que você tem que dar unfollow no twitter. Divergir é bom e necessário, e sábios são aqueles que fazem isso sem brigar. Não precisa ser arrogante, mas não há problema em dizer o que você pensa sobre um assunto, ainda que seja diferente do que alguns pensam. E se eles se incomodarem? Problema deles…

“Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação. Caráter é aquilo que você é, reputação é apenas o que os outros pensam que você é.” John Wooden

Sonhos na prateleira

Você já teve que colocar algum sonho na prateleira? Eu não conhecia essa expressão, até econtrá-la neste blog. Achei tão bonita que quis escrever sobre ela. Já devia ter feito há mais tempo, mas hoje finalmente resolvi sentar pra falar sobre o assunto.

Acho que o que me fez gostar da frase foi o fato de que eu mesma já fiz isso. Leiam o que a autora do blog escreveu sobre si mesma, para entenderem melhor:

Pus alguns sonhos na prateleira e segui caminhos antes impensáveis – e então me deparei com novos sonhos. Aprendi que viver é isso, também (A Estrada Anil).

Ela está certa. Colocar sonhos na prateleira não quer dizer se desfazer deles, mas sim esperar para que aconteçam no tempo certo, e não quando nós queremos.

Quando eu conheci meu esposo, ele me falou que tinha o sonho de fazer outra faculdade, depois de terminar a que ele já estava fazendo. Não imediatamente depois, não sabia quando seria, mas queria fazer. E eu falei o que pensava e penso até hoje: “não tem problema”.

Só que ele acabou passando no vestibular dessa outra que ele queria fazer logo que terminou a primeira. Nem ele nem eu esperávamos por isso. A gente queria casar primeiro, curtir, eu pensava em fazer minha residência, e achávamos que teríamos tempo para guardar reservas para quando ele viesse estudar. Mas entendemos que Deus queria que a gente viesse para cá naquele ano de 2007, e não depois.

A vida aqui não é fácil. Eu estou trabalhando como queria, graças a Deus. Meu esposo é um dos melhores de sua turma, e também trabalha muito na faculdade. Mas estamos longe da família e amigos há quase quatro anos. Moramos numa cidade de poucos recursos, bem diferente daquelas de onde viemos. Nem todo mundo entende a decisão que tomamos. Afinal, eu poderia estar fazendo residência e meu esposo poderia estar ganhando bem, trabalhando na área em que se formou. Além do mais, estaríamos mais perto daqueles que amamos. Porém, meu esposo estaria infeliz, e talvez se acomodasse e nunca viesse a fazer aquilo com que tanto sonhava,

Mas os sonhos de Deus para nós sempre são maiores que aquilo que pensamos. Cremos — por uma série de fatores — que foi Ele que quis que a gente viesse mais cedo do que esperávamos, e que arranjou tudo para que nos estabelecêssemos aqui. Moramos num bom lugar, temos nossa própria renda, não dependemos de ninguém.

Alguém pode dizer: “e você? E seu sonho de residência? Ele não pode esperar, mas você pode?” Em primeiro lugar, meu sonho não é tão grande como o dele. Em segundo, o sonho dele também já era meu, antes de nos casarmos. Ele não está fazendo apenas uma segunda faculdade, está se preparando para algo bem maior, em que minha presença é imprescindível, e graças a Deus por ser assim, pois faço questão de estar junto dele quando ele estiver finalmente pronto para fazer aquilo a que foi chamado. Em terceiro, depois que ele conquistar seu sonho vai ser a minha vez de ir em busca do meu, e a vez dele de “colocar os sonhos na prateleira”. Ele poderia e gostaria de fazer logo um mestrado e depois doutorado, mas preferiu esperar por mim. Graças a Deus somos um casal que se ama, e sabemos abrir mão de algo quando é para agradar o outro. Temos nossos defeitos, mas sabemos ceder, entendemos que isso faz toda a diferença, saber abrir mão do seu ego.

E por último, quem escolheu que ele realizasse o sonho primeiro foi Deus, não ele e nem eu. Poderia ter sido o meu, mas foi o dele. E aconteceu assim porque Deus quis que fosse assim. Meu esposo ia fazer o vestibular só por experiência, tínhamos certeza que não viríamos pra cá, quando vimos, já estávamos aqui, e muito bem instalados, graças ao Pai. Foi vontade dEle. E isso não faz diferença, não estamos numa competição para ver quem realiza os sonhos primeiro. Vamos conquistando as coisas aos poucos, uma de cada vez, mas sempre juntos, um apoiando o outro. Por isso gostei tanto daquela expressão. Como a autora do blog, “segui caminhos antes impensáveis — e então me deparei com novos sonhos. Aprendi que viver é isso, também”.

Ano novo=resoluções? Nem sempre…

Estive viajando dos dias 19/12 até 03/01, motivo pelo qual fiquei sem postar. Durante esse tempo, pensei em mil e duas coisas pra escrever no blog, mas nenhuma tinha muita consistência, e as ideias acabaram se tornando fumaça.

Mas houve algo que ficou me martelando e hoje finalmente resolvi parar e escrever — afinal pra muitos os enfeites de Natal são retirados apenas hoje, que é Dia de Reis, ou seja, pra muitos a “holiday season”, ou época de festas terminou só agora. Então, nada melhor que começar postando no Dia dos Reis Magos…

Bem, o fato é que, em todo começo de ano, o pessoal vem com aquela história de “resoluções”. E falam sobre como isso é legal, e importante, e sobre como todo mundo devia fazer sua própria listinha. E quem não gosta nem tem muita paciência pra isso, como eu, acaba sendo tachado de tudo quanto é coisa ruim.

Acontece que pra mim a vida continua. Gosto muito de uma frase de Fernando Pessoa que diz: “Ano Novo – Ficção de que começa alguma coisa! Nada começa: tudo continua.” Pra mim isso resume bem o que penso. Como bem disse o jornalista Michelson Borges em seu blog, “A ideia de ano novo é uma ilusão temporal criada pelo ser humano. Tecnicamente, nada muda do dia 31 para o dia 1º, exceto o fato de que a Terra deu mais uma volta em torno de sua estrela.”

É por isso que não sou fã dessa história de resoluções. Eu tenho metas para a vida. Não para um ano. Ou que só podem começar quando começa um novo ano. Por exemplo: quis emagrecer ano passado, comecei em Novembro. Podia ter esperado pra Janeiro deste ano, mas achei melhor não. Se queria emagrecer e podia começar uma dieta em Novembro, por que esperar até Janeiro? Se preciso mudar algo no meu jeito de ser, se sou muito crítica, ou grossa, ou falo sem pensar, por que não começar tentando mudar isso hoje? Por que esperar o início de um novo ano pra isso?

Numa das comunidades de que faço parte no orkut, escrevi algo (o tópico era sobre a virada do ano) que queria compartilhar com vocês, sobre algumas decepções que temos ao findar um ano (e das quais dificilmente nos lembramos no início do ano, coisa que deveríamos fazer…):

“Nosso mal é que esperamos demais de um ano “novo, e quando as coisas que almejamos não acontecem ficamos muito decepcionados. E não precisaria ser assim, se apenas entendêssemos que nada muda, apenas os dias continuam a passar: continuamos estudando e/ou trabalhando (eu mesmo volto a trabalhar no dia 4), continuamos tendo contas a pagar no fim do mês, continuamos tendo que comer, vestir, cuidar da saúde, ir à igreja e manter comunhão com Deus. Nada muda. Tudo apenas continua…

Não há necessidade de colocar um peso enorme nas costas dizendo: “ano novo começo o regime, ou “ano novo compro um carro. Não faça isso. Não fique planejando. Apenas aja. Não espere o ano novo”, comece agora. Não coloque toda sua esperança num ano. Faça agora. E as coisas vão acontecendo. Se no final do ano não acontecer tudo que você esperava, você não vai precisar se preocupar, porque a vida continua e os dias vão passando e você vai continuar tentando…”

Acredito que a vida vivida assim se torna mais leve do que com as milhares de pressões que colocamos sobre nós ao início de cada ano, com expectativas muitas vezes irreais e que talvez nunca se cumpram. Com tudo isso, não quero dizer que não me planejo, que não sonho, que não idealizo; não sou adepta da filosofia de vida de Zeca Pagodinho ¹. Mas que estou tentando viver um dia de cada vez.

E pelo visto, não sou só eu que penso assim: sem querer, encontrei dois textos na internet que falam sobre o não fazer resoluções, aqui e aqui. O segundo achei mais interessante, mas de qualquer forma, vale a pena ler os dois. O fato é, ainda que esse ditado seja mais que batido, ele continua valendo: não deixe pra depois o que pode fazer hoje. E o que não puder fazer hoje, vá planejando e sonhando, para fazer quando a oportunidade vier, e não apenas quando um ano novo começar.

“Não considero errado ou pecaminoso aproveitar o início de um novo ano para avaliação da vida no passado recente e definição de prioridades para os doze meses seguintes. Além disso, concordo plenamente com aqueles que afirmam não existir um momento mais propício para tanto do que as tradicionais viradas de ano. … Não tenho claro em minha mente se existem grandes mudanças que devo efetuar, muito menos se existem novos projetos nos quais devo me envolver; tampouco estabeleci grandes metas pessoais, familiares ou profissionais. Envolvido pelos braços fortes e amorosos de Deus, fui convidado a simplesmente estar e descansar. Entendi que este era o projeto de Deus para minha vida no ano que se iniciava.” (Palavras de Ricardo Agreste, que bem poderiam ser minhas, pois concordo plenamente com ele…)

¹“Deixa a vida me levar, vida leva eu…”

De temperamento melancólico…

É um temperamento analítico, abnegado, bem dotado e perfeccionista. Isto o faz admirar as belas artes. É introvertido por natureza. Mas as vezes é levado por seu ânimo a ser extrovertido. Outras vezes enclausura-se como caramujo, chegando a ser hostil. É amigo fiel, mas não faz amigo facilmente, por ser desconfiado. Tem habilidade de analisar os perigos que o envolve. Força-se a sofrer e sempre escolhe uma vocação difícil, que envolva grande sacrifício pessoal. Muitos dos grandes gênios do mundo, artistas, músicos, inventores, filósofos, educadores e teóricos, eram melancólicos. Podemos ver estas características em personagens bíblicos de projeção como, Moisés, Elias, Salomão, o apóstolo João e muitos outros.

Vejamos suas forças e fraquezas:

Forças: Habilidoso, delicado, leal, idealista e minuncioso…

Fraquezas: Egoísta, amuado, pessimista, confuso, antisocial e vingativo…

Problemas causados: Espera muito das pessoas, em troca do que faz. Intromete-se onde não deve, gasta tempo com o que não deve, atrapalhando seu serviço, tem aversão as pessoas que têm ponto de vista diferente, entra em atrito com as pessoas que se opõem ao seu caminhar.

Na Bíblia vemos como melancólico Moisés: Muitos personagens da Bíblia demonstraram possuí-lo, mas o mais destacado foi Moisés; ele era talentoso At.7:22; abnegado, Hb.11:23-27; perfeccionista (Deus usou essa qualidade para lhe dar os detalhes da Lei, da justiça divina e do Tabernáculo); leal (os livros da Lei, revelam isso) e extremamente dedicado, Ex.32:31-32. Mas sofria de um complexo de inferioridade que trazia à tona todas as fraquezas do melancólico, Ex. 3:11-13; Ex. 4:1,3,10,13. Muitas vezes se deixava dominar pela ira, Nm.20:9-12 e pela depressão, Nm.11:11-15.

Profissionalmente: Podem ser artistas, músicos, inventores, filósofos e educadores.

Dicas para servir a Deus: Se você é melancólico, use toda sua sensibilidade, habilidade e dedicação ao Reino de Deus e evangelize pelas artes.

(Blog Canção Nova)

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Estou com a sensação de que nunca fui tão bem definida…

Críticas

Hoje o post não vai ser sobre relacionamento, comportamento, aconselhamento e nem vou dar “meu pitaco” sobre algo que aconteceu no Brasil ou no mundo. Hoje eu apenas preciso desabafar…

Quem me conhece sabe que eu sou muito crítica, não só comigo mesma, mas com os outros. Eu poderia culpar meu temperamento por isso: sou melancólica, e uma das principais características de quem é assim é exatamente a crítica. Mas eu sei que o problema sou eu mesma.

Podem até dizer que, se for construtiva, a crítica é boa. Mas eu não creio muito nisso. Crítica é crítica, e fere quem é atingido por ela. Fere porque somos humanos, e ninguém gosta de ouvir que algo que pensa/fala/faz é errado ou pelo menos tem algumas falhas.

Sou cristã. E como cristã sei o quão errado é sermos críticos (no sentido de criticar comportamentos ou atitudes de outros, não no sentido de avaliarmos coisas). Na verdade, muitos não se tornam cristãos ou até detestam os cristãos por muitos destes serem críticos. Adoramos criticar o comportamento dos outros (embora não queiramos que ninguém critique o nosso), e achamos isso o máximo. Mas esse não foi o método ensinado por Jesus. Se você for olhar na Bíblia, você vai encontrar o que Ele falou sobre esse assunto:

Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão (Mt 18:15).

Esse é o jeito certo. Esse é o método. Se nós cristãos agíssemos mais assim, não ia haver tanta gente avessa a qualquer coisa que remetesse ao Cristianismo.

Eu, porém, tenho falhado muito nesse aspecto. Prefiro ficar comentando coisas erradas (ou que às vezes nem o são, apenas eu acho) que as pessoas fazem ou dizem, ou remoendo dentro de mim mesma, ou até ficar soltando indiretas, do que ir direto ao ponto e falar com a pessoa sobre algo que ela fez e que me incomoda, ou mesmo que tenho certeza de que está errado. Sim, porque a mesma Bíblia que citei há pouco também diz:

Se eu disser que um homem mau vai morrer, mas você não o avisar para que mude o seu modo de agir e assim salve a sua vida, aí ele morrerá, sendo ainda pecador. Nesse caso, eu considerarei você como responsável pela morte dele. Porém, se você avisar o homem mau, e ele não parar de pecar, ele morrerá como pecador, mas você viverá (Ez 33:8 e 9).

Parece forte — e é. Mas o principal que Deus quer dizer é: se você sabe que seu companheiro está no erro e não avisa, você está errado. Aí você pode pensar: “mas quem é você pra falar qualquer coisa se também erra — se não nesse, mas em outros aspectos da vida?” Realmente, sou pecadora. Sou como um “pano sujo” (Isaías 64:6). Mas posso e devo ajudar quem está no erro e não sabe. Só que devo fazer isso com carinho e amor, indo diretamente à pessoa, conversando com ela como forma de ajudar, e não criticando pelo prazer ou vício de criticar.

Estou passando exatamente por isso agora. Li algo (o que é não vem ao caso, e espero que ninguém me pergunte sobre porque não irei responder, e também isso não é o mais importante) e logo pensei em despejar críticas ao meu esposo (que é o único que tenho por perto pra desabafar rsrs). Ou então escrever um post no blog, ou quem sabe “tuitar” acerca do ocorrido (claro que de forma covarde, sem dar nome aos bois). Porém, como estou me policiando pra não agir mais dessa maneira, resolvi me segurar. Não sabem como é difícil não fazer, ainda mais porque noto que parece que gosto mais de criticar algumas pessoas que outras. Como se quisesse me vingar por algo, ou me mostrar superior a elas — como se dissesse: sou melhor que você porque não ajo como você. Pode parecer um vício, mas para mim é mais como uma tentação, como se fosse o Inimigo das almas me puxando por um de meus pontos mais fracos — a crítica — e me dizendo: “Vai fala, diz o que você pensa. Você sabe que está certa não é? Então fale…”, e Jesus do outro lado, sussurrando: “Não Daniella, não faça assim, você sabe o que eu te ensinei”. É mesmo um Grande Conflito, e machuca, dói, incomoda, irrita, você tenta pensar em outra coisa e não consegue… Como fico decepcionada com isso, por ser assim, isso vocês nunca irão conseguir avaliar. Nem vocês, nem meus amigos, e acho até que nem meu marido. Engraçado que ontem mesmo falava com ele sobre um livro que acabei de ler, e que mostra que algumas coisas nem o seu esposo consegue resolver. Só Deus…

E agora eu me sinto horrivelmente triste. Parece que sou a pior pessoa do mundo, porque acredito que nenhuma das pessoas próximas a mim seja como eu. Talvez até sejam, eu que não saiba. Mas eu penso muito em minha mãe. Eu nunca fui de “dar trabalho”. Acho que sou uma boa filha (melhor perguntarem a ela…), mas já fiz, sim, coisas que ela sabia serem erradas (como numa festa de casamento em que bebi cinco taças de champagne). Mas minha sábia mãe não me bateu, nem me deu sermão, nem nada dessas coisas. Eu vi o seu resto sério e preocupado, mas sei que ela fez o melhor: orou por mim. Isso é melhor que qualquer crítica. E eu sei que é o melhor que devo fazer. Até porque pra mim é difícil chegar e conversar com uma pessoa que sei (ou acho) que está fazendo algo errado. Tenho medo de magoar falando, mas acho super fácil criticar “pelas costas”. Vai entender…

Mas o que mais me incomoda é o fato de eu achar tão difícil não fazer o que quero. É assim mesmo né? Paulo falou:

Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço (Rm 7:19).

A melhor coisa é orar. E é isso que pretendo fazer. Se não pode dizer nada de bom sobre alguém, não diga nada, já diz o ditado. Só que não é nada fácil… Mas por incrível que pareça, escrever aqui me ajudou demais. Eu sei que Deus usa esse blog pra falar comigo e através de mim. E o único jeito é me apegar a Ele. É o único que entende completa e perfeitamente as lutas que travo, e porque amo tanto fazer o que sei ser errado.

Ainda gosto muito de criticar, mas quando recebo críticas abertas ou mesmos veladas, com olhares que dizem mais que mil palavras, percebo o quão má é essa coisinha que tanto amamos fazer com os outros, mas nunca receber. Por isso agora entendo que preciso mudar, e deixar cada um viver a sua vida, assim como eu quero viver a minha. Fazendo suas escolhas e buscando sempre acertar. Entendo que preciso orar, por mim e pelos outros. Na hora certa, se assim tiver que ser, se for da vontade de Deus, se for o melhor para aquela pessoa, ela vai cair em si, acordar e ver que precisa mudar. Se minha mãe agiu assim comigo, se o próprio Deus age assim comigo todos os dias, sei que é assim também devo agir assim com os outros…

Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês (Mt 7:12).

Saudade da adolescência: será possível?

É possível sentir algum tipo de saudade da adolescência? Mesmo que você fosse desajeitada, o patinho feio da turma? Mesmo que fosse considerada apenas mais uma mera CDF (ou nerd, como preferem hoje)…? Mesmo que você sentisse que não se encaixava em lugar algum?

Bem, depois de assistir (ou ouvir?) esse vídeo, tenho que admitir: senti uma saudadezinha. Vou ver se depois cato algumas dessas músicas pra baixar o mp3 e o vídeo delas. Acho que poderia voltar àquela época, se tão-somente tivesse a cabeça que tenho hoje…

Sou uma mulher de 30. E agora?

faceBem, na verdade eu tenho 31, e não mais 30 (¬¬), mas tudo bem. O objetivo desse post é falar um pouco sobre as mulheres que estão na faixa dos 30 e poucos anos. E eu me incluo nela.

Não é fácil. No dia em que você completa 30 anos, parece que cai um peso enorme em suas costas. Mesmo eu tendo feito algumas coisas que muitas mulheres quando chegam aos 30 ainda não fizeram (me formei, fui morar sozinha, casei, comprei um carro) — o que as deixa super preocupadas — ainda assim fiquei toda estranha no dia do meu aniversário ano passado.

Você começa a pensar que está envelhecendo. Pensa em rugas, cabelos brancos e responsabilidades. Algumas mulheres, como citei antes, pensam em casamento, filhos. Não é apenas uma questão de conquistas, de metas ainda não alcançadas; são as pressões tanto da sociedade como de nós mesmas.

Acho que um grande mal nosso é a comparação. Se tem alguém que gosta de se comparar é a mulher. Mas isso é um erro dos grandes. Ninguém é igual a ninguém. Cada um é único, Deus nos fez assim. Mesmo gêmeos idênticos têm diferentes impressões digitais. Não dá pra se comparar. Por isso, pare de ficar pensando no que sua amiga/colega/prima/irmã alcançou, ou na aparência física delas. Cada um é como Deus o fez. Temos que buscar o que há de bom em nós mesmas, lutando pra sermos cada dia pessoas melhores. Eu já me encuquei por um bom tempo por conhecer outras mulheres que sonham com o mestrado e doutorado, sendo que nunca quis isso. E me achava inferior. Hoje sei que quero fazer minha residência e viver a vida tranquila, talvez tendo filhos, talvez não (ainda não me decidi quanto a isso), mas não quero passar o resto da vida em uma universidade. E não sou menos que ninguém por pensar assim…

Outra coisa péssima é a imagem que a mídia faz do que a mulher tem que ser, fisicamente falando. E se tá na moda ser loira, pesar 40 kg e ter cabelos escorridos, lá vão as mulheres pintar e alisar os cabelos, e fazer regimes malucos — isso quando não se submetem a cirurgias plásticas. Não vejo nada errado em querer se cuidar, sempre falo isso. Eu mesma tenho toda uma rotina de cuidados com a pele, procuro me alimentar bem e evitar o sedentarismo, e sei muito bem que obesidade é doença (caso não saibam, sou médica). Mas obsessão com aparência e preocupação com o físico como se fosse a coisa mais importante do mundo estão longe de serem comportamentos saudáveis.

A gente precisa lembrar que o que a mídia dita como “moda” muda de tempos em tempos. Você pinta o cabelo de uma cor hoje, e amanhã já é outra que está na moda. Você entope o guarda-roupa de roupas e sapatos que estão na moda hoje, e amanhã tem que jogar tudo fora, porque estão “out”. Definitivamente, não dá pra ter uma vida normal assim. Tem que se cuidar, tem que se maquiar (com equilíbrio), tem que cuidar do peso e da alimentação, tem que fazer exercício, tem que vestir roupas bonitas e que caiam bem. Mas também tem que fazer tudo isso com moderação, sabendo que haverá coisas que não poderão ser mudadas. Tem gente que, por mais que faça regime, se alimente bem e faça exercícios, não consegue pesar menos que 70 ou 60 kg. E mesmo assim é saudável, segundo seu médico. E aí, vai fazer o que? Vai se deixar dominar pelo que a mídia diz e viver obcecada porque não consegue ter o corpo da Gisele, ou vai se aceitar, e viver tranquila, sabendo que a mídia não pode ditar como deve ser nossa aparência, e que o que ela diz que é moda hoje, vai virar lixo amanhã?

Gostei muito de um texto que li na internet, há alguns dias, e gostaria que vocês lessem. Tanto quem tem 30, como quem ainda vai fazer. A gente tem que saber que fazer 30 anos não é o fim da vida. É apenas o começo de uma nova fase, que pode ser cheia de emoção, se você assim quiser…

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