Pensamentos

Arquivo para o mês “maio, 2009”

Por que o Nordeste é sempre tão discriminado?

enchenteNE2009Há seis meses Santa Catarina foi atingida por chuvas fortes e os morros inteiros desmoronaram, na segunda maior tragédia natural na história da região. O país acompanhou comovido histórias das familiares. Dezenas de helicópteros levavam doações, senadores faziam reuniões de emergência e toneladas de roupas e comida eram enviadas ao Estado. Comparando números da tragédia de SC com da que acontece agora no Nordeste, parece que o fato ocorre em países diferentes. Apesar de ter 4 vezes mais desalojados, a região conta com menos doações e a verba pública só foi liberada ontem.

Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aviões da Força Aérea. Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões. Apesar de registrar um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados.

Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aviões atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões. Só ontem, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal destinou verba ao Nordeste, por meio de medida provisória assinada pelo presidente em exercício José Alencar, que liberou R$ 880 milhões – incluindo ajuda às vítimas da seca no Sul. As cidades atingidas ainda esperam repasse de R$ 23 milhões desde as enchentes do ano passado, referente a empenhos do Orçamento de 2007.

(O Estado de São Paulo)

“Deus quer o homem no leme”

mariamarianaMaria Mariana – “Deus quer o homem no leme”

A escritora carioca que foi ícone da juventude nos anos 90 volta a polemizar com “Confissões de mãe”

ENTREVISTA DE MARTHA MENDONÇA

Aos 19 anos, a carioca Maria Mariana tornou-se um ícone da década de 90. Seu livro Confissões de adolescente, lançado em 1992, vendeu 200 mil cópias, virou peça de teatro e tornou-se um memorável seriado de televisão. Aos 36 anos, distante da fama e mãe de quatro filhos, a escritora, atriz e filha do cineasta Domingos de Oliveira lança Confissões de mãe (Editora Agir), um livro nada rebelde, recheado de ideias que vão irritar as feministas. Nesta entrevista, realizada em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, onde mora hoje, ela defende as mães que deixam de trabalhar para cuidar de seus filhos. “Amamento há nove anos seguidos”, afirma. Com a mesma expressão serena que as pessoas se acostumaram a ver na série de televisão, a escritora diz ser contra o aborto e afirma que as mulheres deprimidas depois do parto são as que passaram a gravidez comprando roupinhas para o bebê.

QUEM É MARIA MARIANA
Maria Mariana Plonczynski de Oliveira, 36 anos, escritora, autora, diretora e atriz. Filha do cineasta Domingos de Oliveira. Mãe de quatro filhos, casada, mora em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro

O QUE FEZ
Ficou famosa ao escrever Confissões de adolescente, que virou peça de teatro e seriado da TV Cultura na década de 90

O QUE PUBLICOU
Confissões de adolescente (Ed. Relume Dumará), Confissões de mãe (Ed. Agir)

ÉPOCA – O que a adolescente dos anos 90 e a mãe de quatro filhos têm em comum?
Maria Mariana – Mudei muito, mas algumas coisas ficaram. Acredito que uma delas seja a criatividade no dia a dia. Eu sei fazer de um limão uma limonada. Tenho sempre um coelho na cartola, um assunto engraçado numa hora chata, uma forma de tornar aconchegante um ambiente ou uma situação difícil. Isso vem também do fato de eu adorar ser mãe. Mas a maternidade está em baixa.

ÉPOCA – Por que você diz isso?
Maria – O valor de ser mãe não está sendo levado em conta. Sinto isso há quase dez anos, desde que eu decidi parar todas as minhas atividades para ter filhos e cuidar deles. A pressão foi inimaginável e veio de todos os lados. Da família, dos amigos, de quem mal me conhecia. Muita gente me perguntou se eu estava deprimida ou tinha síndrome de pânico. Meu pai também custou a entender. Eu era bem-sucedida, e largar a fama é um absurdo para as pessoas. Se alguém saiu da mídia por vontade própria, é porque tem algum problema grave. A verdade é que eu só descobri o que é trabalhar depois de ser mãe! Ser mãe é um trabalho social, o maior deles. É um esforço para garantir a criação de indivíduos de valor, mentalmente sadios, que contribuam para o bem geral. Pessoas equilibradas, educadas, que consigam se manter. Quando pequeno, o filho precisa de atenção especial e exclusiva. É nesse período que se formam a base do que ele será, o caráter, os valores. Depois, é difícil consertar.

ÉPOCA – Como foi sair de uma vida badalada no Rio para uma cidade pequena?
Maria – Eu trabalhava como roteirista, sempre amparada pela sombra do sucesso de Confissões de adolescente, mas alguma coisa não estava fechando. Tive um primeiro casamento, dos 20 aos 23 anos, que não deu certo. Depois fui morar sozinha e tinha a impressão de que a vida se movia em círculos. Ao mesmo tempo, sempre tive a obsessão de ter filhos. Quando meus pais se separaram, eu estava com 7 anos e passei a viver com meu pai. Era filha única, muito madura, lia Dostoiévski e estava sempre cercada por amigos intelectuais dele. Mas eu sonhava com uma enorme mesa de família com aquela macarronada no domingo. Eu queria mudar de degrau, mudar de história. No meio disso tudo, conheci o André, meu marido. Um mês depois, estava grávida. Todos os meus filhos foram planejados. A primeira, Clara, foi de cesariana, o que foi uma decepção para mim. Os outros foram de parto normal.

ÉPOCA – No livro, você diz que mulheres que não conseguem o parto normal estão “envolvidas com pequenas questões de ego”. Explique.
Maria – Respeito a história da maternidade de cada mulher. Mas, depois que tive o parto normal, vi que é uma vivência fundamental. Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora. A mulher também tem de estar focada na amamentação.

ÉPOCA – A maioria das mulheres não está preocupada em amamentar?
Maria – Muitas não estão. Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece. É importante e simplifica a vida. Vejo muitas mulheres com preocupações estéticas, se o peito vai cair, se vai ficar alguma cicatriz se o peito rachar. Aí o leite não vem. Amamento há nove anos seguidos. Só desmamo um quando engravido do outro. Minha caçula, de 2 anos, ainda mama. Existe a realidade de cada um, mas é preciso elevar a consciência sobre o que fazemos. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.

ÉPOCA – Você não teme ser repreendida pelas feministas?
Maria – Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.

ÉPOCA – Mas você não valoriza a emancipação da mulher?
Maria – Valorizo. Teve seu momento, foi fundamental para abrir espaços, possibilidades. Mas as necessidades hoje são outras. Precisamos unir a geração de nossas avós com a de nossas mães para chegar a um equilíbrio feminino. Eu não sou dona da verdade. Não à toa, fiz meu livro como um diálogo entre mim e minha filha. Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização. Para isso, elas têm de desenvolver agressividade, frieza – sentimentos que não têm a ver com o que é ser mãe. O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Nada a ver com o mundo competitivo. Maternidade é tirar seu ego do centro.

ÉPOCA – O que pensa sobre o casamento?
Maria – Casamento é um degrau que a pessoa tem para caminhar para a frente. Quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá. Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação. As pessoas pensam em união apenas como o espaço da alegria, do conforto. Casamento é embate, negociação e paciência. É preciso insistir e vencer. Saber que não se muda o outro. É preciso mudar a nós mesmos.

(Revista Época, 11 de maio de 2009)

——————–

Não concordei com tudo, tudo que ela falou. Por exemplo, nessa questão de amamentação, acho que ela exagerou um pouquinho (também acho que exagerou no número de filhos, mas isso não vem ao caso hauahuahuaha). Mas que tem muitas mulheres que levam a maternidade como mais uma coisa fútil na sua listinha, isso tem e muito! Aquelas que tem os filhos pras babás cuidarem… Também não acho que a mulher deva parar de trabalhar para sempre, depois que tem filhos. Acho necessário pelo menos nos primeiros 6 meses, 1 ano da criança, mas a vida toda não. Até porque muitas mulheres precisam mesmo do salário. Mas entendo que ela não falou em momento nenhum que todo mundo tem que ser como ela.

Gostei mesmo foi do que ela disse concernente ao casamento e à carreira. Ser a super-profissional não é tudo, e homem e mulher têm papéis distintos. Não dá pra querer ignorar isso e querer que o homem seja como você ou achar que você pode fazer tudo que ele faz. Não é assim que são as coisas, pois, como ela bem disse, Deus nos fez diferentes. Termino com o trecho de que mais gostei:

“Casamento é um degrau que a pessoa tem para caminhar para a frente. Quem opta por ficar sozinho não desenvolve aprendizados que o casamento dá. Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação. As pessoas pensam em união apenas como o espaço da alegria, do conforto. Casamento é embate, negociação e paciência. É preciso insistir e vencer. Saber que não se muda o outro. É preciso mudar a nós mesmos.”

Quanta verdade em tão poucas linhas!

Felicidade real

solidaoEu fiquei pensando hoje: o que faz as pessoas realmente felizes? Dinheiro? Ser conhecido? Ter coisas? Um amor?

Eu sei que esse tema é mais que “batido”. Todo mundo sempre fala nisso, e parece que ninguém chega a um denominador comum. Mas eu quis comentar sobre o assunto aqui no blog porque tenho visto pessoas que tem de tudo pra serem felizes mas, ao que parece, não são…

Digo “ao que parece” porque pode ser que elas sejam, sim, felizes, e eu é que tenha tido a impressão errada. Isso aconteceu comigo recentemente. Me disseram uma coisa e entendi outra. MAS! Tudo indica que, ao menos em parte, desta vez eu estou certa.

Sabe aquela da “pobre menina rica”? Me lembra uma música da Britney Spears (sim, eu assistia MTV no final dos anos 90 e início dos 2000, e, mesmo que não quisesse, era bombardeada com as músicas dela, que mesmo que você não goste, tem que admitir que tem uma gingadinha legal hauahauhauhaua). Olha só a letra da música (traduzida):

Esta é uma história de uma garota chamada Sortuda…

No início da manhã, ela acorda
Bate, bate, bate na porta
É hora para a maquiagem, sorriso perfeito
É você que todos estão esperando
E lá vai…
“Ela não é amável, esta garota de Hollywood?”
E eles dizem…

Ela é tão sortuda, ela é uma estrela
Mas ela chora, chora, chora
No seu coração solitário, pensando
Se não há nada faltando em minha vida
Então por que estas lágrimas caem a noite?

Perdida em uma imagem, em um sonho
Mas não há ninguém lá para acordá-la
E o mundo está girando,
E ela continua vencendo,
Mas diga-me o que acontece quando isso pára?
E lá vai…
“Ela não é amável, esta garota de Hollywood?”
E eles dizem…

Ela é tão sortuda, ela é uma estrela
Mas ela chora, chora, chora
No seu coração solitário, pensando
Se não há nada faltando em minha vida
Então por que estas lágrimas caem a noite?

Você pode até achar engraçadinho ou bobo, uma musiquinha tonta pra adolescentes, mas existem, sim, pessoas que vivem dessa forma. E não são só adolescentes não. São pessoas pra quem olhamos, e pensamos: “esse (ou essa) aí tem tudo, não deve passar por problema nenhum!”, quando na verdade estamos olhando para pessoas infelizes.

Mas o que faz alguém feliz? Acho que poderia falar do que não faz a gente feliz:

  1. Carreira/cultura: por mais que você seja o melhor na sua área, tenha doutorado, Ph.D. e sei lá mais o quê, isso não garante sua felicidade. Existem pessoas que têm tudo isso e não são felizes.
  2. Dinheiro: parece que quanto mais se tem, mais se quer. Mas na hora da felicidade, não ajuda muito! Compram-se muitas coisas com ele, é bem verdade, mas não traz felicidade…
  3. Casamento: outra coisa que um monte de gente acha egoísticamente que serve para “me fazer feliz”. Não poderiam estar mais enganadas. Casamento é pra fazer o outro feliz, e você ser feliz é a consequência, mas ainda assim há pessoas casadas e infelizes.
  4. Paixonites: muita gente pula de um relacionamento pra outro, achando que assim vão encontrar felicidade. Mas isso também, por si só, não traz felicidade.
  5. Filhos: tem gente que é infeliz por causa dos filhos, isso sim!
  6. Posses: seus objetos maravilhosos, seus “brinquedinhos” de gente grande, seus iPods, celulares, Wiis, notebooks e afins não vão te consolar nos momentos de tristeza.

Quando mais reflito nisso, mais acredito que de nada valem viagens, conhecer mundos e fundos, ter toda a cultura do mundo, ter grana, ter isso, ter aquilo, ser cerceado exagerada e erroneamente pelos pais para não “se meter em encrenca” ou para não namorar pessoas “inadequadas para o seu nível” (os pais “riquinhos” adoram essas frases) e não ser feliz. Antes ser pobre, não ter saído do lugar onde nasceu, ter pais sensatos e ser feliz realmente.

Eu não estou dizendo que não quero viajar, ter cultura, ter uma boa condição financeira. Isso seria despeito e não poderia estar mais longe da verdade. O que estou dizendo é que de nada adianta ter todas essas coisas e ser infeliz. Mas, tristemente, é assim que somos ensinados. “Você precisa ter cultura; sua carreira tem que ser o centro de sua vida; não namore rapazes “inferiores” a você.” Porém, isso não garante a felicidade a ninguém.

O que garante a felicidade, eu creio assim, é ter Deus na sua vida. Pergunte a qualquer um que acredita em Sua existência! Podem vir maus momentos, e você vai ficar triste. Ficar triste é algo inerente à raça humana nesse mundo em que vivemos e eu não estou dizendo que quem é feliz está sempre alegre. Podem — e vão — vir momentos de tristeza. Mas apesar disso, ou mesmo não tendo tudo o que se quer, mesmo vindo os fracassos, mesmo você não conseguindo alcançar tudo o que sonhou, você é feliz, porque tem Alguém que está ao seu lado em todos os momentos, te dando o consolo e carinho de que tanto necessitam. Só Ele traz a real felicidade. Só Ele.

Bicho de sete cabeças

SolucaoPra quem não o conhecia, aí a “foto”… Kkkkkkkkk…

Bodas de cacau

milfordUm casal britânico, de Plymouth, Devon, completou 81 anos de casamento no que pode ser a união mais longa da Grã-Bretanha. Frank e Anita Milford, que moram juntos em uma casa de repouso em Plymouth, Devon, se casaram no dia 26 de maio de 1928. Frank tem 101 anos e Anita deve completar 101 em junho. Em fevereiro eles poderão quebrar o recorde de casal britânico com a mais longa união. O casal afirma que ainda tem pequenas discussões, mas sempre se beijam e abraçam antes de dormir.

O par se encontrou em um clube de dança da Associação Cristã de Moços, em Plymouth, em 1926, e se casaram dois anos depois. O casal afirma que não há “segredo mágico” para manter um casamento por tanto tempo.

Frank Milford trabalhou nas docas de Devonport até sua aposentadoria, aos 60 anos.

O casal permaneceu em Plymouth durante a Segunda Guerra Mundial e os ataques alemães contra a Grã-Bretanha, escapando por pouco das bombas em duas vezes. Em uma das vezes uma bomba acertou a casa onde eles moravam.

Eles têm dois filhos, cinco netos e sete bisnetos. O filho de 74 anos, que também se chama Frank, afirmou que o principal segredo da felicidade dos pais é que, simplesmente, os dois são felizes juntos. “Eles se divertiram, aproveitaram muito a vida e sempre foram satisfeitos com o que tinham”, afirmou.

(O Globo)

Os 3 conselhos

3Um casal de jovens recém-casados era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:

“Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você”.

Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.

O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.

O pacto foi o seguinte:

“Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho”.

Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:

“Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa”.

O patrão então lhe respondeu:

“Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta”.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:

“QUERO OS TRÊS CONSELHOS”.

O patrão novamente frisou:

“Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro”.

E o empregado respondeu:

“Quero os conselhos”.

O patrão então lhe falou:

1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:

“AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa”.

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:

“Pra onde você vai?” – Ele respondeu:

“Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada”.

O andarilho disse-lhe então:

“Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias”.

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.

Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se.

Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.

Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.

O hospedeiro: e você não ficou curioso?

Ele disse que não.

No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada…

Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.

Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.

Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse:

“NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.

Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA”.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz:

“Eu fui fiel a você e você me traiu… Ela espantada lhe responde:

“Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos.

Ele então lhe perguntou:

“E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer? E ela lhe disse:

“AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade”.

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.

Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.

APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o atalho “queima etapas” e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade…

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará…

Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois…

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em DEUS (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

(Como publicado no blog O Senhor Logo Vem)

Melhores amigos

casal-de-namoradosMelhor amigo e namorado. Esse assunto dá pano pra manga!

Falo isso porque muitos acham que pra namorar, só dá certo se o cara for seu amigo. Outros acham que a amizade atrapalha. E por aí vai…

Duas coisas:

1) O namoro não vai dar certo apenas se você namorar o seu melhor amigo. Eu namorei alguém que não era meu melhor amigo, e deu certo! Claro, quando você namora o seu melhor amigo, as coisas se tornam bem mais fáceis, você já conhece o outro, e tudo mais, mas isso não quer dizer que só os que namoram com seus antigos melhores amigos é que vão ser bem sucedidos…

2) Depois de um certo tempo, mesmo que ele não tenha sido antes de vocês se conhecerem, o seu namorado deve sim se tornar o seu melhor amigo. Se isso não acontecer, é sinal de que algo vai mal. O namorado é aquele que muito provavelmente vai se tornar seu esposo, e entre os cônjuges não pode haver ninguém mais. A melhor amiga do esposo é a esposa, e o melhor amigo dela é o marido. Qualquer coisa diferente disso vai trazer sérios prejuízos ao casal. E essa amizade tem que começar no namoro ainda. É muito chato ouvir do namorado que ele tem uma melhor amiga, e que ela não é você. Além, é claro, de não ser nada bom. A amizade precisa ser cultivada (se não existia antes) pra que o namoro flua, se desenvolva e amadureça. Se seu namorado não é seu melhor amigo, e vocês já estão há um bom tempo juntos, saiba que vocês precisam conversar. Atração física, desejo, beijos e abraços não são suficientes para que um relacionamento siga adiante…

Concordam? Discordam? Dúvidas? Comentem!

Eu devo ser anormal…

poster_marley_e_eu-mini…porque assisti ao filme “Marley e eu” e não me empolguei tanto.

(ATENÇÃO: se não quiser saber o final do filme, pare de ler aqui!)

Quando vi o livro nas livrarias, pela primeira vez, percebi que era um dos mais vendidos, e todo mundo comentava na internet. Mas eu tenho o pé atrás com esses livros que vendem muito, ainda mais porque parecia auto-ajuda (ou “cão-ajuda”, se preferirem).

Só que, depois que soube do filme, comecei a me interessar. O povo falava tanto, e tão bem… E ontem finalmente assisti. Mas eu acho que meu problema foi que esperei demais do filme, como sempre faço com tudo. Espero demais de filmes, de pessoas, de lugares, etc., etc., etc. …

Porém, achei sem sal, mesmo. É só mais um filme em que uma família cuida de um animalzinho, e, quando ele morre, eles sofrem muito, porque é como se fosse da família. Talvez, quem tem ou teve um bichinho de estimação se identifique, e eu, como nunca tive (porque não quis mesmo), não tenha achado tão interessante.

Não me entendam mal, eu amo os animais, odeio ver maldades contra eles, mas não sou doida pra ter nem peixes em casa, que dirá cachorrinhos. Dão muito trabalho! E também, não me venham com essa história de que animais são melhores que seres humanos. Animais não conversam, não confortam, não compartilham sentimentos. É muito fácil dizer que prefere os animais né? Afinal, eles não vão fazer barulho, não vão ser honestos e te mostrar teus erros, nunca vão te contrariar. Acho que pessoas que pensam assim não prestam pra serem amigas de ninguém, não sabem conviver com outros seres humanos…

Enfim, não sou eu que devo decidir se você vai assistir ou não, deixei aqui apenas os meus pensamentos, minha opinião. Assistam e deixem as suas também!

Onde foi aquele tempo?

qualidadeO celular de Suzie vibrou com um torpedo de Ted: “Mal posso esperar para ver você no domingo às 2 da tarde.” Ted estudava em outra universidade, mas, aos domingos, dirigia 80 quilômetros a fim de poder passar duas ou três horas com ela.

Suzie acordou tarde naquele domingo. Ela havia ficado estudando até tarde na noite anterior. Quando Ted bateu à porta, Suzie lhe deu um apressado “oi” e perguntou se ele se importaria em esperar enquanto ela terminava de lavar a roupa. Meia hora depois, eles saíram.

No lanche, Suzie encontrou uma amiga do segundo grau que não via há vários anos. Elas bateram um bom papo. Ted parecia chateado, mas Suzie pensou: “Ainda tenho algum tempo para passar com ele. Além disso, posso fazer as pazes no domingo que vem.” A amiga tinha acabado de ir embora quando o celular de Suzie tocou. Era Sara, dizendo que aquele era o último dia da venda daquelas fabulosas sandálias pretas de couro que elas queriam tanto. Relutantemente, Ted foi com Suzie ao centro comercial. Mas, quando acabaram as compras, era hora de Ted voltar.

“Onde foi todo aquele tempo?” Suzie pensou, enquanto Tom ia embora. “Ah!, bem”, ela prometeu a si mesma, “posso arranjar as coisas na semana que vem…” (Reinder Bruinsma, Lição da Escola Sabatina, 2. trimestre de 2009)

Eu li esse texto ontem, e, embora ele tenha sido usado para ilustrar uma outra situação, eu comecei a pensar nele pelo que é. Que coisa chata deve ser quando você está sonhando em encontrar “aquela” pessoa especial, e ela prefere dedicar tempo a outra coisa qualquer. E o detalhe é que vocês só poderão se encontrar naquele dia, outro encontro só dali a uma semana…

Isso é mais comum que imaginamos. Principalmente com aqueles casais que têm que passar um tempo namorando à distância. Como será que você está lidando com essa situação? Procura sempre dar atenção aquele que te ama, ou está sempre muito ocupado com outras coisas “mais importantes”? Pense nisso…

Mulheres verdadeiramente bonitas

Com esse video aprendi uma série de coisas:

  1. Não importa quão bela você seja (a moça do comercial é LINDA!): o “mundo da moda” sempre vai achar que há uns “retoquezinhos” pra fazer…
  2. Todas essas “mulheres lindas” das revistas com quem nós queremos tanto nos parecer, nada mais são que montagens. Na vida real, elas têm rugas e celulite, acordam com os cabelos desgrenhados e a “cara amassada”, exatamente como qualquer mulher.
  3. Não devemos correr atrás de homens que só querem mulheres “perfeitas”. Acabamos de ver que elas não existem. O homem “perfeito” é aquele que gosta de você sem maquiagem, que gosta de você com sua barriguinha, ruguinhas, estriazinhas e celulite.
  4. Use menos maquiagem e mostre mais a verdadeira “você”.

Entendam: eu não sou contra maquiagem — eu uso, mas eu prefiro que pareça que nem estou maquiada — e não sou a favor de virar uma bruxa porque o namorado/noivo/marido tem que te amar de qualquer jeito — a mulher tem que se cuidar sim: cremes, dieta, exercício, tudo isso é muito bom. O que sou contra é achar que você é feia só porque não se parece com a Angelina Jolie ou a Jennifer Aniston. Ou fazer uma cirurgia de implante de silicone, só porque seu esposo acha que seus seios “não são tão lindos assim”. A gente tem que aprender a se valorizar mais. E não deixar que outros moldem a opinião que temos de nós mesmas.

Mas essas foram as minhas impressões. Compartilhem as suas!

Beijos a todos…

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